O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas nesta terça-feira (21/7) e defendeu o envio de um maior número de observadores internacionais para acompanhar as eleições de outubro. As declarações foram feitas durante um encontro com embaixadores, em Brasília, promovido pelo The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação.
Durante o evento, segundo apuração da Folha S.Paulo e do Poder 360, Flávio citou documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos sobre supostas vulnerabilidades em sistemas eletrônicos de votação na Venezuela e afirmou que urnas produzidas pela empresa Smartmatic também teriam sido utilizadas no Brasil.
“Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processos eleitorais eletrônicos, em especial na Venezuela. Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, declarou.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, rebateu a afirmação e informou que a informação é falsa. Em nota atualizada neste mês, a Corte esclareceu que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas para as eleições brasileiras e que todo o projeto, desenvolvimento e gerenciamento do sistema eletrônico de votação são de responsabilidade exclusiva da Justiça Eleitoral.
Segundo o tribunal, a empresa apenas prestou serviços de treinamento para profissionais de suporte técnico e participou, sem sucesso, da licitação para fabricação de urnas em 2020, vencida pela Positivo Tecnologia. Apesar das críticas ao sistema eleitoral, Flávio Bolsonaro afirmou que não questiona o processo de votação em si, mas defendeu a ampliação da presença de observadores internacionais no pleito.
“Não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, para que o Brasil possa ter eleições mais seguras e transparentes”, afirmou.
