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Brasil é derrotado pela Bolívia e encerra as Eliminatórias com vexame

A Seleção Brasileira terminou sua participação nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 de maneira triste. Apesar de já estar classificada para a Copa do Mundo de 2026, a equipe liderada por Carlo Ancelotti perdeu para a Bolívia por 1 a 0, nesta terça-feira (09/09), em El Alto, cidade situada a mais de 4.100 metros de altitude.

Embora o resultado não tenha mudado a posição do Brasil, que ficou em quinto lugar na tabela com 28 pontos, o resultado teve um significado simbólico histórico: foi a pior campanha do país em Eliminatórias de pontos corridos, com apenas 54% de aproveitamento (8 vitórias, 4 empates e 6 derrotas).

Em contrapartida, para os bolivianos, a vitória trouxe esperança: o triunfo colocou a La Verde em posição de competir na repescagem intercontinental, mantendo o sonho de voltar à Copa do Mundo após 32 anos.

O jogo na altitude 

Desde o começo, o jogo foi caracterizado pelos desafios apresentados pelo ambiente. Localizado a 4.150 metros de altitude, o Estádio Municipal de El Alto se tornou um oponente adicional para o Brasil. Já a Seleção Boliviana, habituada às condições adversas, soube aproveitar o fator local.

Nos primeiros dez minutos, já havia tentado chutes de longa distância, aproveitando o desgaste inicial dos jogadores brasileiros. O goleiro Alisson teve que agir rapidamente para impedir que o placar fosse aberto nos primeiros minutos.

Ao término do primeiro tempo, os números eram significativos: 14 finalizações da Bolívia, enquanto o Brasil registrava apenas quatro.

O gol marcante e a memória de 1993

O momento crítico ocorreu aos 45 minutos do primeiro tempo. Depois de analisar o VAR, o árbitro chileno Cristian Garay confirmou a penalidade cometida por Bruno Guimarães em Roberto Fernández.

A responsabilidade pela cobrança ficou com Miguelito, ex-jogador do Santos e atualmente no América-MG. Com frieza, ele fez o gol no canto, deslocando Alisson e marcando um gol histórico para a Bolívia: o primeiro sofrido pela Seleção Brasileira sob a direção de Carlo Ancelotti.

A cena fez lembrar o confronto de 1993, em que a Bolívia venceu o Brasil por 2 a 0 em La Paz, durante as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994. Aquela vitória assegurou a classificação da Bolívia para a Copa dos Estados Unidos, que foi a última vez que o país participou do torneio.

Segundo tempo: drama e esperança verde

Brasil encerra Eliminatórias com pior campanha da história (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Brasil encerra Eliminatórias com pior campanha da história (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Com a vantagem, a Bolívia começou a controlar o ritmo da partida na etapa complementar. O treinador Antônio Carlos Zago, responsável pela Seleção Boliviana, montou um time coeso, preparado para manter o resultado.

A tensão cresceu quando o público soube que a Colômbia havia vencido a Venezuela por 6 a 3, um resultado que colocava a Bolívia para a repescagem. A cada investida brasileira, os gritos de “Sí, se puede!” ecoavam no estádio, encorajando os anfitriões a persistirem pelo resultado.

Carlo Ancelotti tentou reagir, fazendo várias substituições ao mesmo tempo: Marquinhos, Raphinha, Estêvão e João Pedro entraram simultaneamente, buscando energia e habilidade técnica. Posteriormente, Jean Lucas fez sua estreia com a Amarelinha.


Leia também:

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Porém, o resultado se manteve a favor dos anfitriões. Sem ritmo, sentindo a altitude e visivelmente desentrosado, o Brasil não conseguiu reagir. Dessa forma, os bolivianos asseguraram três pontos que podem representar o renascimento de uma geração.

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Embora o resultado não tenha mudado a posição do Brasil, que ficou em quinto lugar na tabela com 28 pontos, o resultado teve um significado simbólico histórico: foi a pior campanha do país em Eliminatórias de pontos corridos, com apenas 54% de aproveitamento (8 vitórias, 4 empates e 6 derrotas).

Em contrapartida, para os bolivianos, a vitória trouxe esperança: o triunfo colocou a La Verde em posição de competir na repescagem intercontinental, mantendo o sonho de voltar à Copa do Mundo após 32 anos.

O jogo na altitude 

Desde o começo, o jogo foi caracterizado pelos desafios apresentados pelo ambiente. Localizado a 4.150 metros de altitude, o Estádio Municipal de El Alto se tornou um oponente adicional para o Brasil. Já a Seleção Boliviana, habituada às condições adversas, soube aproveitar o fator local.

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A cena fez lembrar o confronto de 1993, em que a Bolívia venceu o Brasil por 2 a 0 em La Paz, durante as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994. Aquela vitória assegurou a classificação da Bolívia para a Copa dos Estados Unidos, que foi a última vez que o país participou do torneio.

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Josemar Antunes
Josemar Antunes
Josemar Antunes é jornalista formado pelo Centro Universitário do Norte (Uninorte). Desde 2014, atua com experiências em matérias de polícia, esportes entre outras editorias.

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