A força das bancadas no Congresso será um dos principais fatores para definir o espaço dos candidatos à Presidência da República no rádio e na televisão durante as eleições de 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a tabela de representatividade dos partidos e federações que servirá de base para a distribuição da propaganda eleitoral gratuita.
Entre as estruturas presentes na disputa presidencial, o Partido Liberal (PL), partido de Flávio Bolsonaro, aparece com 98 deputados federais considerados no cálculo. Já a Federação Brasil da Esperança, formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV), que reúne a candidatura de Lula, tem 81 deputados.
A maior bancada da tabela, no entanto, é da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Partido Progressistas (PP), com 104 deputados. Essa representatividade pertence à federação e não pode ser automaticamente transformada em tempo para um candidato presidencial específico.
Na sequência aparecem o Partido Social Democrático (PSD), com 42 deputados, e Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Republicanos, com 41 cada. Também integram a lista de partidos e federações que atingiram os requisitos da cláusula de desempenho o Podemos, com 20 deputados, PSDB/Cidadania, com 18, Partido Democrático Trabalhista (PDT), com 16, PSB e PSOL/Rede, com 15 cada, Renovação Solidária, com 12, e Avante, com 7.
Como será feita a divisão
A legislação eleitoral estabelece que 90% do tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita seja distribuído proporcionalmente à representação dos partidos na Câmara dos Deputados. Os outros 10% são divididos igualmente entre as legendas que atendem aos requisitos da cláusula de desempenho.
Para chegar à tabela de 2026, o TSE considerou 510 deputados federais eleitos por partidos e federações que cumpriram os critérios. Três parlamentares ficaram fora do cálculo porque suas legendas não atenderam às exigências da cláusula de desempenho.
Isso significa que o número de deputados é um dos principais indicadores do tamanho da fatia que cada estrutura partidária poderá receber, mas não corresponde diretamente ao tempo de televisão de um candidato.
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Lula e Flávio
Na corrida presidencial, a representação do PT dentro da Federação Brasil da Esperança coloca a estrutura partidária de Lula entre as maiores consideradas pelo TSE, com 81 deputados no cálculo da propaganda.
O PL, de Flávio Bolsonaro, aparece logo acima, com 98 deputados. A diferença entre as bancadas, entretanto, não permite concluir qual candidato terá mais minutos de televisão, já que o cálculo final depende da composição das alianças e das candidaturas registradas.
O TSE estabeleceu 15 de agosto como prazo para o registro das candidaturas. Depois dessa etapa, será possível fechar a distribuição definitiva do horário eleitoral.
Programas começam a ser exibidos em agosto
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa em 28 de agosto. Até lá, partidos e federações precisam formalizar suas chapas e definir as alianças que serão consideradas no cálculo.
Além do horário eleitoral, a representatividade também influencia a participação em debates. Para esse critério, o TSE soma deputados federais e senadores eleitos pelas legendas que cumpriram a cláusula de desempenho.
Nesse levantamento, a Federação União Progressista aparece com 124 parlamentares, seguida pelo PL, com 107, e pela Federação Brasil da Esperança, com 89. PSD e MDB têm 49 parlamentares cada.
Assim, a tabela divulgada pelo TSE oferece uma primeira fotografia da estrutura partidária disponível para a campanha presidencial, mas o tamanho definitivo do espaço de cada candidato na televisão ainda depende da configuração final das chapas e alianças.
