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Cinco anos do 1º caso de Covid no Brasil: quais os desafios e legados da pandemia para o país?

Data não foi celebrada, mas 5 anos depois do primeiro caso, especialistas avaliam posição do Brasil no combate ao Covid e novas pandemias

Em 26 de fevereiro de 2020, o Brasil confirmava o primeiro caso de Covid-19. Desde então, cinco anos depois, o país contabilizou 39.181.954 diagnósticos da doença e 715.108 mortes provocadas pelo coronavírus.

O paciente número de Covid-19 no Brasil foi um homem de 61 anos que retornou de viagem à Itália, o epicentro da pandemia na época, com sintomas característicos. Foram necessários dois dias de internação no Hospital Israelita Albert Einstein até que o Ministério da Saúde confirmasse o diagnóstico.

Os brasileiros viveram durante a pandemia o temor da infecção, a preocupação com as variantes do coronavírus e a batalha contra as fake news. Hoje, em retrospecto, como especialistas avaliam o país nessa situação? Em que aspectos o Brasil avançou, ou regrediu? Estaremos prontos para outra pandemia?

Homem de 61 anos, que mora em São Paulo, fez viagem para a Itália entre 9 e 21 de fevereiro. Dois testes deram positivo para infecção. Família está em observação. (Foto: reprodução/G1)

Leia mais:

Casos de covid-19 seguem em alta na região Norte do Brasil

No AM, vacina contra a gripe continua até julho


Os desafios

O professor Luiz Carlos Dias, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da Academia Brasileira de Ciência (ABC), avalia que um dos principais problemas no Brasil, e que ainda persiste, é o negacionismo e as fake news contra a ciência.

Ele lembra que o movimento negacionista foi encabeçado por blogueiros, influenciadores digitais, políticos, líderes religiosos e até médicos e cientistas que se opunham às vacinas divulgavam tratamentos alternativos sem comprovação de eficácia. Dias afirma que essa tendência infelizmente persiste:

“Muitos desses médicos lucram até hoje propondo o ‘detox vacinal’, uma alternativa para eliminar os componentes supostamente tóxicos das vacinas. Eles vendem cursos, livros, vitaminas, suplementos alimentares e consultorias. É um mercado muito perverso”.

A infectologista Eliana Bicudo, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), também comenta sobre esse desafio:

“O movimento negacionista que se iniciou durante a pandemia no mundo inteiro se acentuou e progrediu não só com a vacina da Covid-19, mas com todos os imunizantes. Estamos nos esforçando para correr atrás dos prejuízos, tentando esclarecer cada vez mais os benefícios das vacinas”.

Dias fala que o país pode sofrer com uma nova infodemia: O termo foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para designar o excesso de informações falsas. Políticas públicas são necessárias para combater desinformação e elevar o nível educacional da população.

Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19.
Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19. (Foto: NIAID-RML/AP)

O legado da Covid-19

Por outro lado, os especialistas apontam que a pandemia deixou muitos aprendizados. A tecnologias para a criação de vacinas, como a de RNA mensageiro, usada pela Pfizer e Moderna, sofreu um grande impulso.

Dias afirma:

“Foi uma das maiores conquistas da pandemia e da ciência como um todo. Vacinas que podemos adaptar, não só para novas variantes do vírus da Covid-19, mas que certamente serão úteis para combater outras doenças porque é uma tecnologia relativamente simples”.

Eliana adiciona:

“Hoje temos departamentos em instituições de todo o mundo que fazem vigilância ativa de novos vírus, melhorando cada vez mais a produção de novas vacinas, muito mais rapidamente do que existia antes da Covid-19”.

*Com informações de Metrópoles.

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Em 26 de fevereiro de 2020, o Brasil confirmava o primeiro caso de Covid-19. Desde então, cinco anos depois, o país contabilizou 39.181.954 diagnósticos da doença e 715.108 mortes provocadas pelo coronavírus.

O paciente número de Covid-19 no Brasil foi um homem de 61 anos que retornou de viagem à Itália, o epicentro da pandemia na época, com sintomas característicos. Foram necessários dois dias de internação no Hospital Israelita Albert Einstein até que o Ministério da Saúde confirmasse o diagnóstico.

Os brasileiros viveram durante a pandemia o temor da infecção, a preocupação com as variantes do coronavírus e a batalha contra as fake news. Hoje, em retrospecto, como especialistas avaliam o país nessa situação? Em que aspectos o Brasil avançou, ou regrediu? Estaremos prontos para outra pandemia?

Homem de 61 anos, que mora em São Paulo, fez viagem para a Itália entre 9 e 21 de fevereiro. Dois testes deram positivo para infecção. Família está em observação. (Foto: reprodução/G1)

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Ele lembra que o movimento negacionista foi encabeçado por blogueiros, influenciadores digitais, políticos, líderes religiosos e até médicos e cientistas que se opunham às vacinas divulgavam tratamentos alternativos sem comprovação de eficácia. Dias afirma que essa tendência infelizmente persiste:

“Muitos desses médicos lucram até hoje propondo o ‘detox vacinal’, uma alternativa para eliminar os componentes supostamente tóxicos das vacinas. Eles vendem cursos, livros, vitaminas, suplementos alimentares e consultorias. É um mercado muito perverso”.

A infectologista Eliana Bicudo, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), também comenta sobre esse desafio:

“O movimento negacionista que se iniciou durante a pandemia no mundo inteiro se acentuou e progrediu não só com a vacina da Covid-19, mas com todos os imunizantes. Estamos nos esforçando para correr atrás dos prejuízos, tentando esclarecer cada vez mais os benefícios das vacinas”.

Dias fala que o país pode sofrer com uma nova infodemia: O termo foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para designar o excesso de informações falsas. Políticas públicas são necessárias para combater desinformação e elevar o nível educacional da população.

Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19.
Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19. (Foto: NIAID-RML/AP)

O legado da Covid-19

Por outro lado, os especialistas apontam que a pandemia deixou muitos aprendizados. A tecnologias para a criação de vacinas, como a de RNA mensageiro, usada pela Pfizer e Moderna, sofreu um grande impulso.

Dias afirma:

“Foi uma das maiores conquistas da pandemia e da ciência como um todo. Vacinas que podemos adaptar, não só para novas variantes do vírus da Covid-19, mas que certamente serão úteis para combater outras doenças porque é uma tecnologia relativamente simples”.

Eliana adiciona:

“Hoje temos departamentos em instituições de todo o mundo que fazem vigilância ativa de novos vírus, melhorando cada vez mais a produção de novas vacinas, muito mais rapidamente do que existia antes da Covid-19”.

*Com informações de Metrópoles.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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