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Covid-19: titular da Seduc afirma que protocolos vão garantir retorno seguro das aulas

Com o retorno das aulas presenciais na rede estadual de ensino nesta segunda-feira (14), a dúvida sobre a segurança contra a transmissão da Covid-19 entre os alunos se tornou uma preocupação nas famílias, tendo em vista a recente alta de casos registrada no Amazonas após as festas de fim de ano.

A titular da Secretaria de Educação e Desporto do Amazonas (Seduc-AM), Kuka Chaves, afirma que a pasta realizou uma série de procedimentos para evitar a transmissão do vírus no ambiente escolar.

“Em 2021, todos os profissionais de educação foram treinados para garantir os protocolos de seguranças nas escolas. As unidades receberam preparo de infraestrutura, os alunos têm horários diferenciados na hora de refeição e merenda, de modo a evitar aglomerações, e instalamos sinalização vertical e horizontal nas escolas”, explicou a secretária, em entrevista à rádio Onda Digital. O uso de máscaras e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) também é obrigatório.

Leia mais:

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Transporte com busca em casa garante vacinação de crianças de 5 a 11 anos antes do retorno das aulas

 

De acordo com a secretária, todos os profissionais de educação receberam a terceira dose da vacina contra a Covid-19. Ela enfatizou que o planejamento foi elaborado pelo Comitê de Enfrentamento à Covid, presidida pelo governador Wilson Lima, e integrado pela Fundação de Vigilância em Saúde Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e pela Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM).

“O prazo de início das aulas foi adiado em 15 dias para acompanhar a desaceleração de casos de Covid-19, o que vem ocorrendo de forma acentuada nos últimos dias”, acrescentou Kuka. Apesar da não obrigatoriedade da apresentação de comprovante de vacina nas escolas, a secretária ressalta que a imunização é o único recurso capaz de salvar vidas.

“Os casos que agravaram no período de alta transmissão eram de pessoas com comorbidades“, observou.

Transmissão

O epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Jesem Orellana, avaliou que o retorno das aulas na rede estadual é precipitado, já que o nível de transmissão comunitária da Covid-19 no Amazonas ainda é elevado – mais de 2 mil casos por dia, segundo levantamentos da FVS-RCP.

Além disso, Orellana ressalta que apenas 15% do público com idade entre 5 a 11 anos recebeu o imunizante contra a Covid-19, índice bastante inferior ao recomendado para conter a disseminação do vírus (80%). “Em capitais como Belo Horizonte, cerca de 50% das crianças dessa faixa etária já foi vacinada”, exemplificou.

“Não me preocuparia tanto com o aumento de casos em um cenário de ampla vacinação. Em alguns municípios, no entanto, a adesão à campanha é baixa”, complementou Orellana. De acordo com o especialista, a segunda quinzena de março seria o período mais adequado para a retomada das aulas, considerando o início da campanha de vacinação entre o público infantil e da eficácia dos imunizantes, o que ocorre a partir de quinze dias após a aplicação da primeira dose.

 

Daniel Amorim, da redação

 

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Com o retorno das aulas presenciais na rede estadual de ensino nesta segunda-feira (14), a dúvida sobre a segurança contra a transmissão da Covid-19 entre os alunos se tornou uma preocupação nas famílias, tendo em vista a recente alta de casos registrada no Amazonas após as festas de fim de ano.

A titular da Secretaria de Educação e Desporto do Amazonas (Seduc-AM), Kuka Chaves, afirma que a pasta realizou uma série de procedimentos para evitar a transmissão do vírus no ambiente escolar.

“Em 2021, todos os profissionais de educação foram treinados para garantir os protocolos de seguranças nas escolas. As unidades receberam preparo de infraestrutura, os alunos têm horários diferenciados na hora de refeição e merenda, de modo a evitar aglomerações, e instalamos sinalização vertical e horizontal nas escolas”, explicou a secretária, em entrevista à rádio Onda Digital. O uso de máscaras e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) também é obrigatório.

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“O prazo de início das aulas foi adiado em 15 dias para acompanhar a desaceleração de casos de Covid-19, o que vem ocorrendo de forma acentuada nos últimos dias”, acrescentou Kuka. Apesar da não obrigatoriedade da apresentação de comprovante de vacina nas escolas, a secretária ressalta que a imunização é o único recurso capaz de salvar vidas.

“Os casos que agravaram no período de alta transmissão eram de pessoas com comorbidades“, observou.

Transmissão

O epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Jesem Orellana, avaliou que o retorno das aulas na rede estadual é precipitado, já que o nível de transmissão comunitária da Covid-19 no Amazonas ainda é elevado – mais de 2 mil casos por dia, segundo levantamentos da FVS-RCP.

Além disso, Orellana ressalta que apenas 15% do público com idade entre 5 a 11 anos recebeu o imunizante contra a Covid-19, índice bastante inferior ao recomendado para conter a disseminação do vírus (80%). “Em capitais como Belo Horizonte, cerca de 50% das crianças dessa faixa etária já foi vacinada”, exemplificou.

“Não me preocuparia tanto com o aumento de casos em um cenário de ampla vacinação. Em alguns municípios, no entanto, a adesão à campanha é baixa”, complementou Orellana. De acordo com o especialista, a segunda quinzena de março seria o período mais adequado para a retomada das aulas, considerando o início da campanha de vacinação entre o público infantil e da eficácia dos imunizantes, o que ocorre a partir de quinze dias após a aplicação da primeira dose.

 

Daniel Amorim, da redação

 

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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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