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Estudo alerta: assistir a vídeos curtos e rápidos pode prejudicar saúde dos olhos

Um estudo realizado na Índia alerta sobre conteúdo consumido no celular e seu impacto sobre a saúde ocular. Ao comparar leitura de e-books, vídeos convencionais e vídeos curtos e dinâmicos populares nas redes sociais, os pesquisadores observaram que esses últimos sobrecarregam mais os olhos, provocando maior oscilação no tamanho da pupila e redução da frequência de piscadas: Ambos são sinais comuns de fadiga ocular digital.

Publicada no Journal of Eye Movement Research, a pesquisa acompanhou 30 jovens adultos durante uma hora de uso contínuo do smartphone. Os pesquisadores criaram um sistema portátil para medir em tempo real a taxa de piscadas, o intervalo entre elas e o diâmetro da pupila.

O equipamento registrou as alterações oculares sem interferir no uso natural do celular.

Ao longo do experimento, os pesquisadores perceberam que houve diminuição significativa no número de piscadas em todas as atividades analisadas: durante a leitura, ao assistir a vídeos mais longos e ao consumir reels (vídeos curtos do Instagram).

Esse comportamento faz com que os olhos permaneçam abertos por mais tempo, favorecendo o ressecamento e o cansaço visual. O oftalmologista Lucas Zago, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, explicou:

“A fadiga ocular, clinicamente chamada de astenopia, é um conjunto de sintomas que surge quando o sistema visual fica sobrecarregado por esforço contínuo, especialmente em tarefas de perto. Ela está associada à redução da frequência de piscadas, ao esforço de foco e a fatores como brilho excessivo e iluminação inadequada.

Vídeos de Instagram, TikTok e Youtube são compostos por mudanças rápidas e constantes de brilho, contraste e imagens. Isso exige uma adaptação contínua do sistema visual, fazendo com que a pupila se contraia e dilate o tempo todo. Esse esforço repetido favorece o surgimento da fadiga ocular, diferentemente de conteúdos mais estáticos, como a leitura”.


Leia mais:

Dia Mundial da Visão: Confira 4 dicas para cuidar da saúde ocular

Por que é tão difícil parar de rolar vídeos curtos no celular?


Esse problema vem se tornando cada vez mais comum, tendo em vista a quase universalidade do uso dos smartphones no mundo moderno. Na pesquisa indiana, 60% dos participantes relataram desconforto ocular, dor no pescoço ou fadiga nas mãos, e 83% associaram o tempo excessivo de tela a ansiedade, distúrbios do sono ou exaustão mental.

Para proteger os olhos, o especialista orienta:

  • Seguir a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para um ponto a cerca de 20 pés de distância (cerca de seis metros);
  • Ajustar o brilho da tela ao ambiente;
  • Evitar o uso do celular no escuro;
  • Manter distância adequada dos olhos;
  • Lembrar de piscar com mais frequência.
  • Em alguns casos, o uso de lágrimas artificiais pode ajudar, desde que com orientação médica.

*Com informações de Metrópoles

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Um estudo realizado na Índia alerta sobre conteúdo consumido no celular e seu impacto sobre a saúde ocular. Ao comparar leitura de e-books, vídeos convencionais e vídeos curtos e dinâmicos populares nas redes sociais, os pesquisadores observaram que esses últimos sobrecarregam mais os olhos, provocando maior oscilação no tamanho da pupila e redução da frequência de piscadas: Ambos são sinais comuns de fadiga ocular digital.

Publicada no Journal of Eye Movement Research, a pesquisa acompanhou 30 jovens adultos durante uma hora de uso contínuo do smartphone. Os pesquisadores criaram um sistema portátil para medir em tempo real a taxa de piscadas, o intervalo entre elas e o diâmetro da pupila.

O equipamento registrou as alterações oculares sem interferir no uso natural do celular.

Ao longo do experimento, os pesquisadores perceberam que houve diminuição significativa no número de piscadas em todas as atividades analisadas: durante a leitura, ao assistir a vídeos mais longos e ao consumir reels (vídeos curtos do Instagram).

Esse comportamento faz com que os olhos permaneçam abertos por mais tempo, favorecendo o ressecamento e o cansaço visual. O oftalmologista Lucas Zago, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, explicou:

“A fadiga ocular, clinicamente chamada de astenopia, é um conjunto de sintomas que surge quando o sistema visual fica sobrecarregado por esforço contínuo, especialmente em tarefas de perto. Ela está associada à redução da frequência de piscadas, ao esforço de foco e a fatores como brilho excessivo e iluminação inadequada.

Vídeos de Instagram, TikTok e Youtube são compostos por mudanças rápidas e constantes de brilho, contraste e imagens. Isso exige uma adaptação contínua do sistema visual, fazendo com que a pupila se contraia e dilate o tempo todo. Esse esforço repetido favorece o surgimento da fadiga ocular, diferentemente de conteúdos mais estáticos, como a leitura”.


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Esse problema vem se tornando cada vez mais comum, tendo em vista a quase universalidade do uso dos smartphones no mundo moderno. Na pesquisa indiana, 60% dos participantes relataram desconforto ocular, dor no pescoço ou fadiga nas mãos, e 83% associaram o tempo excessivo de tela a ansiedade, distúrbios do sono ou exaustão mental.

Para proteger os olhos, o especialista orienta:

  • Seguir a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para um ponto a cerca de 20 pés de distância (cerca de seis metros);
  • Ajustar o brilho da tela ao ambiente;
  • Evitar o uso do celular no escuro;
  • Manter distância adequada dos olhos;
  • Lembrar de piscar com mais frequência.
  • Em alguns casos, o uso de lágrimas artificiais pode ajudar, desde que com orientação médica.

*Com informações de Metrópoles

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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