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Caldo de caridade: tradição popular que promete aliviar a ressaca

O caldo de caridade é um remédio caseiro popular no Amazonas, conhecido por ser consumido para aliviar a ressaca, especialmente após festas de fim de ano ou aniversários. A tradição é comum em diferentes comunidades e costuma estar associada a gestos de solidariedade. Além disso, o caldo também é utilizado para trazer vigor a quem está doente.

Receita simples e saber popular

A cabeleireira Carmen Rosa Canto, que aprendeu a preparar o caldo ainda jovem, conta que a receita é simples e passada de geração em geração. Segundo ela, o preparo varia conforme os ingredientes disponíveis, mas mantém uma base tradicional.

(Foto: Acervo Pessoal)

“O caldo de caridade pra ressaca de ano, de festa, essas coisas, é a mesma coisa. Você pega a farinha branca, lava novamente, põe na panela. Antes disso, pega cebola, alho, cheiro-verde, pimenta de cheiro. Quando o caldo tá pronto, você pode botar cheiro-verde e o que quiser”, explica.

Carmen destaca que algumas variações incluem ovo, legumes e até manteiga, mas faz questão de diferenciar as versões.

“Pode botar ovo também, mas aí já não é mais o caldo de caridade, não. Esse já é o que o pessoal chama de caldo de cabeça de galo. O que eu tô falando é o caldo pra ressaca, da forma que eu aprendi e sei fazer”, reforça.


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Do ponto de vista nutricional, o caldo pode ajudar na recuperação do organismo por ser rico em carboidratos. A nutricionista Vanessa Pollari explica que o principal benefício está na reposição rápida de energia.

(Foto: Acervo pessoal)

“O caldo de caridade é só carboidrato, né? Então, quando a pessoa está muito debilitada, ele é energia imediata, entendeu? Então, ele ajuda a repor energia dos pacientes que estão debilitados. Vamos supor que a pessoa teve um problema de saúde, está bem debilitado. Então, como ele tem bastante carboidrato, ele dá energia imediata”, disse ela.

A especialista, no entanto, faz um alerta sobre restrições ao consumo. Segundo ela, o caldo não é indicado para todos os públicos.

“Para paciente bariátrico eu não indico devido a ter muito carboidrato e nem para paciente diabético”, destacou

Alerta para o excesso

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), estão no topo dos atendimentos no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Platão Bezerra de Araújo os casos de desidratação, seguidos de consequências mais graves do excesso de álcool, como problemas cardíacos, gastrointestinais, neurológicos e metabólicos.

Segundo a diretora técnica do HPS Platão Araújo, médica Michele Oliveira, quando o álcool é ingerido em excesso, diversos sistemas do corpo são impactados, como o cardíaco e respiratório. “Alguns pacientes que passam muito do ponto podem entrar até em coma alcoólica, com perda da consciência”, disse.

Ela acrescenta que o álcool possui efeito diurético, ou seja, aumenta a eliminação de líquidos pela urina, causando a desidratação e sintomas bem conhecidos por quem bebe, como dor de cabeça, náuseas, vômito e tontura.

Após exagerar na bebida, alguns cuidados imediatos ajudam na recuperação. A ingestão lenta e frequente de líquidos, principalmente água, é fundamental para combater a desidratação. O descanso e a recuperação do sono também são essenciais. Em alguns casos, analgésicos simples podem ser utilizados, desde que com orientação adequada.

O diretor do Platão Araújo, Juliano Botero, do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), reforça que, nas festas de fim de ano, o equilíbrio é a principal forma de prevenção.

Veja como fazer uma das várias formas do caldo da caridade feito pelo influenciador Marcondes:

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O caldo de caridade é um remédio caseiro popular no Amazonas, conhecido por ser consumido para aliviar a ressaca, especialmente após festas de fim de ano ou aniversários. A tradição é comum em diferentes comunidades e costuma estar associada a gestos de solidariedade. Além disso, o caldo também é utilizado para trazer vigor a quem está doente.

Receita simples e saber popular

A cabeleireira Carmen Rosa Canto, que aprendeu a preparar o caldo ainda jovem, conta que a receita é simples e passada de geração em geração. Segundo ela, o preparo varia conforme os ingredientes disponíveis, mas mantém uma base tradicional.

(Foto: Acervo Pessoal)

“O caldo de caridade pra ressaca de ano, de festa, essas coisas, é a mesma coisa. Você pega a farinha branca, lava novamente, põe na panela. Antes disso, pega cebola, alho, cheiro-verde, pimenta de cheiro. Quando o caldo tá pronto, você pode botar cheiro-verde e o que quiser”, explica.

Carmen destaca que algumas variações incluem ovo, legumes e até manteiga, mas faz questão de diferenciar as versões.

“Pode botar ovo também, mas aí já não é mais o caldo de caridade, não. Esse já é o que o pessoal chama de caldo de cabeça de galo. O que eu tô falando é o caldo pra ressaca, da forma que eu aprendi e sei fazer”, reforça.


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(Foto: Acervo pessoal)

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A especialista, no entanto, faz um alerta sobre restrições ao consumo. Segundo ela, o caldo não é indicado para todos os públicos.

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Segundo a diretora técnica do HPS Platão Araújo, médica Michele Oliveira, quando o álcool é ingerido em excesso, diversos sistemas do corpo são impactados, como o cardíaco e respiratório. “Alguns pacientes que passam muito do ponto podem entrar até em coma alcoólica, com perda da consciência”, disse.

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