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Calor, ar seco e choque térmico agravam crises de asma durante a estiagem em Manaus

O calor intenso do lado de fora contrasta com o frio dos ambientes climatizados em Manaus. Durante a estiagem amazônica, essa mudança brusca de temperatura se soma à baixa umidade, à poeira e à fumaça das queimadas, formando uma combinação capaz de agravar a asma e provocar tosse, chiado no peito e dificuldade para respirar.

Segundo o pneumologista David Luniere, especialista em Função Respiratória, as alterações repentinas do ambiente estão entre os principais gatilhos das crises. Ele explica que o calor elevado e o ar seco ressecam as vias aéreas e irritam a mucosa respiratória, favorecendo o acúmulo de poluentes e partículas nos brônquios.

“Nesse período de estiagem, o calor elevado, o ar seco e a baixa umidade ressecam as vias aéreas, irritam a mucosa respiratória e facilitam a concentração de poluentes e partículas. Esse acúmulo aumenta a inflamação dos brônquios e provoca tosse, chiado no peito e falta de ar”, afirma Luniere.

O médico pneumologista David Luniere. (Foto: acervo pessoal)

Mudança brusca pode contrair os brônquios

A passagem imediata de um local com ar-condicionado para o calor das ruas pode provocar o chamado choque térmico. Conforme o pneumologista, a variação abrupta de temperatura e umidade pode causar uma contração súbita dos brônquios, conhecida como broncoespasmo, tornando a respiração mais difícil e ruidosa.

“Quando a pessoa sai de um ambiente climatizado e entra no calor de Manaus, essa mudança pode levar a uma contração súbita dos brônquios. Por isso, o ideal é fazer essa transição gradualmente, permitindo que o organismo se adapte”, orienta.

O alerta coincide com as orientações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) em setembro de 2026. A pasta informou que a combinação de baixa qualidade do ar, temperaturas elevadas e poluição pode causar complicações pulmonares, sobretudo em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças como asma e bronquite. Entre os sinais de alerta estão chiado no peito, tosse, falta de ar e piora das crises asmáticas.

Hidratação e tratamento contínuo

Para reduzir o risco de crises, Luniere recomenda beber água ao longo do dia, manter a casa limpa e diminuir o acúmulo de poeira. A umidificação moderada do ambiente pode ajudar, mas umidificadores precisam ser higienizados regularmente e utilizados sem excesso, para evitar a proliferação de mofo e ácaros.

“Uma boa hidratação ajuda a umidificar as vias aéreas e reduz os episódios de irritação. Também é importante manter a casa limpa e ventilada, diminuindo a poeira ao máximo, porque ela pode agravar a falta de ar”, destaca.

Nos dias mais quentes, secos ou com presença de fumaça, o especialista orienta evitar atividades físicas ao ar livre, especialmente entre 10h e 16h. A Semsa reforça a recomendação e orienta reduzir a exposição externa quando a qualidade do ar estiver comprometida; se a exposição à fumaça for inevitável, máscaras do tipo N95 podem diminuir a inalação de partículas finas.

Luniere também alerta que o paciente não deve interromper por conta própria os medicamentos de controle prescritos. A medicação de resgate deve permanecer acessível e ser utilizada conforme o plano definido pelo médico. O Ministério da Saúde recomenda evitar exposição à baixa umidade e a ambientes muito poluídos, além de procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação e acompanhamento da doença.

Em sintomas leves, a orientação da Semsa é buscar uma UBS. Diante de falta de ar intensa, dificuldade para falar, coloração azulada nos lábios, sonolência ou ausência de melhora após a medicação de resgate, o paciente deve procurar atendimento de urgência ou acionar o Samu pelo número 192.

Órgãos de saúde reforçam alerta para riscos respiratórios no período de estiagem

Em agosto de 2026, diante do calor intenso e da estiagem em Manaus, a Semsa determinou que as equipes municipais intensificassem as orientações preventivas durante consultas, atendimentos de demanda espontânea, visitas domiciliares e acompanhamento de pacientes com doenças crônicas. A secretaria advertiu que temperaturas elevadas, seca, queimadas e piora da qualidade do ar podem agravar doenças respiratórias, como a asma, provocando com maior frequência tosse, chiado no peito e falta de ar, especialmente em crianças.

Em setembro, um novo alerta municipal reforçou que a combinação de altas temperaturas, poluição, fumaça e baixa qualidade do ar aumenta o risco de irritação das vias aéreas e de piora das crises asmáticas. A orientação é reduzir a permanência ao ar livre nos períodos críticos, manter a hidratação e procurar uma Unidade Básica de Saúde nos quadros leves ou um serviço de pronto atendimento nos casos de maior gravidade.

No âmbito estadual, a SES-AM e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) lançaram, em junho de 2026, um plano de contingência para situações de seca e estiagem. O documento inclui, entre os principais riscos sanitários, o aumento de doenças respiratórias relacionadas à fumaça das queimadas, além de desidratação e outros agravos decorrentes dos eventos climáticos extremos.

A FVS-RCP também iniciou a elaboração de propostas para um plano estadual voltado especificamente ao calor extremo. Segundo a diretora-presidente da fundação, Tatyana Amorim, “o cenário de calor extremo exige atuação integrada da vigilância em saúde”, com monitoramento, alertas e respostas direcionadas às populações mais vulneráveis.

O Ministério da Saúde acrescenta que a exposição prolongada ao material particulado fino presente na fumaça pode agravar doenças respiratórias preexistentes e elevar a ocorrência de atendimentos e hospitalizações. Em julho de 2026, o órgão passou a divulgar informes semanais sobre focos de calor, qualidade do ar e populações potencialmente expostas, destacando que a baixa umidade intensifica os efeitos dos poluentes sobre o sistema respiratório.

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O calor intenso do lado de fora contrasta com o frio dos ambientes climatizados em Manaus. Durante a estiagem amazônica, essa mudança brusca de temperatura se soma à baixa umidade, à poeira e à fumaça das queimadas, formando uma combinação capaz de agravar a asma e provocar tosse, chiado no peito e dificuldade para respirar.

Segundo o pneumologista David Luniere, especialista em Função Respiratória, as alterações repentinas do ambiente estão entre os principais gatilhos das crises. Ele explica que o calor elevado e o ar seco ressecam as vias aéreas e irritam a mucosa respiratória, favorecendo o acúmulo de poluentes e partículas nos brônquios.

“Nesse período de estiagem, o calor elevado, o ar seco e a baixa umidade ressecam as vias aéreas, irritam a mucosa respiratória e facilitam a concentração de poluentes e partículas. Esse acúmulo aumenta a inflamação dos brônquios e provoca tosse, chiado no peito e falta de ar”, afirma Luniere.

O médico pneumologista David Luniere. (Foto: acervo pessoal)

Mudança brusca pode contrair os brônquios

A passagem imediata de um local com ar-condicionado para o calor das ruas pode provocar o chamado choque térmico. Conforme o pneumologista, a variação abrupta de temperatura e umidade pode causar uma contração súbita dos brônquios, conhecida como broncoespasmo, tornando a respiração mais difícil e ruidosa.

“Quando a pessoa sai de um ambiente climatizado e entra no calor de Manaus, essa mudança pode levar a uma contração súbita dos brônquios. Por isso, o ideal é fazer essa transição gradualmente, permitindo que o organismo se adapte”, orienta.

O alerta coincide com as orientações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) em setembro de 2026. A pasta informou que a combinação de baixa qualidade do ar, temperaturas elevadas e poluição pode causar complicações pulmonares, sobretudo em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças como asma e bronquite. Entre os sinais de alerta estão chiado no peito, tosse, falta de ar e piora das crises asmáticas.

Hidratação e tratamento contínuo

Para reduzir o risco de crises, Luniere recomenda beber água ao longo do dia, manter a casa limpa e diminuir o acúmulo de poeira. A umidificação moderada do ambiente pode ajudar, mas umidificadores precisam ser higienizados regularmente e utilizados sem excesso, para evitar a proliferação de mofo e ácaros.

“Uma boa hidratação ajuda a umidificar as vias aéreas e reduz os episódios de irritação. Também é importante manter a casa limpa e ventilada, diminuindo a poeira ao máximo, porque ela pode agravar a falta de ar”, destaca.

Nos dias mais quentes, secos ou com presença de fumaça, o especialista orienta evitar atividades físicas ao ar livre, especialmente entre 10h e 16h. A Semsa reforça a recomendação e orienta reduzir a exposição externa quando a qualidade do ar estiver comprometida; se a exposição à fumaça for inevitável, máscaras do tipo N95 podem diminuir a inalação de partículas finas.

Luniere também alerta que o paciente não deve interromper por conta própria os medicamentos de controle prescritos. A medicação de resgate deve permanecer acessível e ser utilizada conforme o plano definido pelo médico. O Ministério da Saúde recomenda evitar exposição à baixa umidade e a ambientes muito poluídos, além de procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação e acompanhamento da doença.

Em sintomas leves, a orientação da Semsa é buscar uma UBS. Diante de falta de ar intensa, dificuldade para falar, coloração azulada nos lábios, sonolência ou ausência de melhora após a medicação de resgate, o paciente deve procurar atendimento de urgência ou acionar o Samu pelo número 192.

Órgãos de saúde reforçam alerta para riscos respiratórios no período de estiagem

Em agosto de 2026, diante do calor intenso e da estiagem em Manaus, a Semsa determinou que as equipes municipais intensificassem as orientações preventivas durante consultas, atendimentos de demanda espontânea, visitas domiciliares e acompanhamento de pacientes com doenças crônicas. A secretaria advertiu que temperaturas elevadas, seca, queimadas e piora da qualidade do ar podem agravar doenças respiratórias, como a asma, provocando com maior frequência tosse, chiado no peito e falta de ar, especialmente em crianças.

Em setembro, um novo alerta municipal reforçou que a combinação de altas temperaturas, poluição, fumaça e baixa qualidade do ar aumenta o risco de irritação das vias aéreas e de piora das crises asmáticas. A orientação é reduzir a permanência ao ar livre nos períodos críticos, manter a hidratação e procurar uma Unidade Básica de Saúde nos quadros leves ou um serviço de pronto atendimento nos casos de maior gravidade.

No âmbito estadual, a SES-AM e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) lançaram, em junho de 2026, um plano de contingência para situações de seca e estiagem. O documento inclui, entre os principais riscos sanitários, o aumento de doenças respiratórias relacionadas à fumaça das queimadas, além de desidratação e outros agravos decorrentes dos eventos climáticos extremos.

A FVS-RCP também iniciou a elaboração de propostas para um plano estadual voltado especificamente ao calor extremo. Segundo a diretora-presidente da fundação, Tatyana Amorim, “o cenário de calor extremo exige atuação integrada da vigilância em saúde”, com monitoramento, alertas e respostas direcionadas às populações mais vulneráveis.

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