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Calor extremo afeta o sono, memória, humor e até o coração, alerta estudo

As ondas de calor cada vez mais intensas têm provocado um problema que vai além do desconforto térmico: a perda de sono. Especialistas alertam que as altas temperaturas durante a noite podem comprometer a saúde física e mental, reduzir a produtividade e ampliar desigualdades sociais, cenário que tende a se agravar com as mudanças climáticas.

Durante a onda de calor registrada em junho no Hemisfério Norte, cerca de 65% dos adultos no Reino Unido relataram dificuldades para dormir, e quase metade afirmou ter perdido pelo menos três horas de sono por noite. Segundo pesquisadores, a Europa é atualmente o continente que aquece mais rapidamente no planeta, tornando-se uma das regiões mais vulneráveis aos impactos do calor sobre o descanso noturno.

O problema, no entanto, não se restringe ao continente europeu. O Brasil também enfrenta temperaturas elevadas durante o verão e, em alguns períodos, devido à antecipação de fenômenos climáticos como o El Niño.

Sono insuficiente afeta saúde e desempenho

Estudos recentes apontam que o aumento da temperatura durante a noite reduz significativamente a qualidade do sono. Uma pesquisa que analisou 165 milhões de noites de sono de quase 318 mil pessoas concluiu que, quando a temperatura noturna sobe de aproximadamente 12°C para 27°C, a probabilidade de dormir menos de seis horas aumenta cerca de 40%.


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Dormir menos de sete horas por noite compromete funções cognitivas, memória e equilíbrio emocional. Além disso, a privação de sono está associada ao aumento do risco de diabetes, depressão, doenças cardiovasculares e obesidade. Pesquisadores destacam que o sono é uma necessidade fisiológica essencial para o funcionamento do sistema imunológico, da saúde mental e do bem-estar.

Outro fator que preocupa os especialistas é o fato de as temperaturas estarem aumentando mais rapidamente durante a noite do que durante o dia, intensificando os efeitos do calor sobre o organismo.

Impacto maior sobre grupos vulneráveis

Segundo pesquisadores, a perda de sono causada pelo calor tende a afetar mais intensamente populações vulneráveis. Crianças podem apresentar dificuldades de aprendizagem e concentração, enquanto idosos e pessoas com doenças crônicas ficam mais expostos a problemas cardiovasculares e metabólicos.

A privação crônica de sono também reduz a produtividade no trabalho, prejudica o desempenho escolar, aumenta o risco de acidentes de trânsito e pode elevar os custos dos sistemas de saúde. Famílias de baixa renda estão entre as mais afetadas, já que muitas vivem em moradias com pouca ventilação ou não têm acesso a sistemas de refrigeração. Pessoas em situação de rua, migrantes, detentos, bebês e mulheres grávidas ou no pós-parto também figuram entre os grupos mais vulneráveis.

Medidas para enfrentar o problema

Especialistas afirmam que, mesmo com a redução das emissões de gases de efeito estufa, será necessário investir em medidas de adaptação, já que o resfriamento do planeta levará décadas.

Entre as soluções sugeridas estão a ampliação do acesso a ventiladores e ar-condicionado, o uso de roupas de cama mais leves, melhorias no isolamento térmico das residências, expansão de áreas verdes, utilização de materiais que reflitam a radiação solar, adoção de sistemas de ventilação mais eficientes e a adaptação dos horários de trabalho durante períodos de calor extremo.

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O problema, no entanto, não se restringe ao continente europeu. O Brasil também enfrenta temperaturas elevadas durante o verão e, em alguns períodos, devido à antecipação de fenômenos climáticos como o El Niño.

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Impacto maior sobre grupos vulneráveis

Segundo pesquisadores, a perda de sono causada pelo calor tende a afetar mais intensamente populações vulneráveis. Crianças podem apresentar dificuldades de aprendizagem e concentração, enquanto idosos e pessoas com doenças crônicas ficam mais expostos a problemas cardiovasculares e metabólicos.

A privação crônica de sono também reduz a produtividade no trabalho, prejudica o desempenho escolar, aumenta o risco de acidentes de trânsito e pode elevar os custos dos sistemas de saúde. Famílias de baixa renda estão entre as mais afetadas, já que muitas vivem em moradias com pouca ventilação ou não têm acesso a sistemas de refrigeração. Pessoas em situação de rua, migrantes, detentos, bebês e mulheres grávidas ou no pós-parto também figuram entre os grupos mais vulneráveis.

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