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Da origem à evolução: saiba como o Carnaval chegou ao Brasil

O Carnaval é uma das festas mais tradicionais do país e tem origens que atravessam séculos, reunindo influências religiosas, culturais e sociais de diferentes civilizações. Embora hoje seja marcado por desfiles, blocos e grandes celebrações populares, a festividade nasceu ligada a rituais antigos e à tradição cristã que antecede a Quaresma.

A palavra Carnaval vem do latim carne levare ou carnelevare, expressão associada à ideia de “retirar a carne”, em referência ao período de abstinência que antecede a Páscoa. Antes disso, povos da Antiguidade, como egípcios, gregos e romanos, já realizavam festas dedicadas aos deuses. Na Roma Antiga, a Saturnália, celebração em homenagem ao deus Saturno, é apontada como uma das principais influências do modelo festivo que se consolidaria séculos depois.

(Festa da Saturnália/Getty Images)

No Brasil, o Carnaval chegou por meio dos portugueses, no século XVII, com o chamado Entrudo. A prática consistia em brincadeiras nas ruas, muitas vezes violentas, como jogar água, lama e outros líquidos nas pessoas. A festa refletia a desigualdade social da época: pessoas negras e escravizadas ocupavam os espaços públicos, enquanto a elite branca festejava dentro das casas.

Após a Independência, o Entrudo passou a ser criticado e gradualmente abandonado. A partir do século XIX, sob influência de modelos europeus, especialmente da França e da Itália, o Carnaval brasileiro começou a ganhar novos formatos, com desfiles de rua, fantasias elaboradas e carros decorados. Esse processo ajudou a moldar a celebração como é conhecida atualmente.


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Nesse contexto, surgiram manifestações que marcaram a história da folia. Os cordões carnavalescos ganharam força no século XIX, reunindo grupos de foliões fantasiados que desfilavam em sequência pelas ruas, acompanhados por instrumentos de percussão. Muitos adotavam temas políticos, religiosos ou satíricos. No início do século XX, chegaram a existir centenas de cordões licenciados no Rio de Janeiro, mas o formato perdeu espaço com o tempo.

Já os ranchos carnavalescos representaram uma evolução desses grupos, com desfiles mais organizados e hierarquizados, incluindo figuras como rei, rainha, mestres de harmonia e porta-estandarte. Musicalmente, os ranchos popularizaram as marchinhas, ritmo que se tornaria símbolo do Carnaval brasileiro. “Ô Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga, é considerada a primeira marchinha do país. Os ranchos começaram a desaparecer a partir dos anos 1950, mas influenciaram diretamente as escolas de samba e os blocos.

(Foto: Entrudo – reprodução)

Ao longo do século XX, o Carnaval se consolidou como um dos maiores eventos culturais do Brasil, com destaque para os desfiles das escolas de samba, os trios elétricos na Bahia e os blocos de rua em diversas cidades. Mais do que entretenimento, a festa se tornou um espaço de expressão cultural, diversidade e convivência social.

Hoje, o Carnaval ultrapassa fronteiras e é celebrado em diferentes partes do mundo, com adaptações locais. No Brasil, segue como um dos principais símbolos da identidade cultural do país, reunindo história, música e participação popular em uma das maiores festas do planeta.

(*) Com informações do History Channel e Netional Geographic

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O Carnaval é uma das festas mais tradicionais do país e tem origens que atravessam séculos, reunindo influências religiosas, culturais e sociais de diferentes civilizações. Embora hoje seja marcado por desfiles, blocos e grandes celebrações populares, a festividade nasceu ligada a rituais antigos e à tradição cristã que antecede a Quaresma.

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