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Endometriose e miomas podem causar sintomas semelhantes, mas são doenças diferentes

A endometriose e os miomas uterinos são condições ginecológicas distintas, mas podem coexistir e provocar sintomas semelhantes, como dor pélvica, sangramento menstrual intenso e dificuldades para engravidar. Enquanto a endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, os miomas são tumores benignos originados na musculatura uterina.

O Ministério da Saúde estima que a endometriose atinja entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. No Amazonas, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) adota uma estimativa de 10% a 15% e alerta para sintomas como cólicas intensas, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais no período menstrual e infertilidade.

Endometriose causa ganho de peso?

Uma dúvida frequente é se a endometriose provoca aumento de peso. Segundo a ginecologista e obstetra Aline Frota, não há evidências de que a doença, isoladamente, seja responsável pelo ganho de peso.

“Não há nenhuma evidência de que a endometriose por si só provoque o ganho de peso. Contudo, o distúrbio pode causar uma distensão abdominal, ou seja, um aumento visível do volume da região”, explica.

A médica acrescenta que dor, fadiga, estresse emocional, menor nível de atividade física e possíveis efeitos dos tratamentos hormonais podem influenciar indiretamente o peso corporal.

Aline também chama atenção para os impactos da doença sobre a rotina e a saúde emocional das pacientes.

“O quadro de dor por conta da doença pode ser incapacitante, bem como a fadiga, o que contribui para a limitação do nível de atividade física. Então, o que se percebe é que não é a endometriose em si que causa o ganho de peso, mas todo o contexto da doença”, afirma.

A ginecologista e obstetra Aline Frota. (Foto: divulgação)

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) informa que o tratamento da endometriose pode envolver medicamentos, fisioterapia, atividade física e outras medidas, enquanto a cirurgia é reservada para casos selecionados. No Amazonas, a SES-AM mantém atendimento especializado para pacientes com a doença na Policlínica Codajás, em Manaus.


Leia mais:

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Miomas nem sempre exigem cirurgia

Nos miomas, os principais sinais de alerta são sangramento uterino aumentado, anemia, dor e pressão pélvica.

“Nem todo mioma precisa ser operado. Muitas mulheres convivem com a doença sem apresentar sintomas e apenas necessitam de acompanhamento médico”, afirma o ginecologista Carlos Enrique.

O especialista ressalta que a indicação cirúrgica deve considerar as características e os planos reprodutivos de cada paciente.

“Quando há indicação cirúrgica, sempre que possível buscamos preservar o útero, especialmente nas pacientes que desejam engravidar ou manter esse órgão por questões de saúde e qualidade de vida”, destaca.

O ginecologista Carlos Enrique Asenjo. (Foto: divulgação)

De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, o tratamento depende dos sintomas, do tamanho, da quantidade e da localização dos miomas, além da idade e dos planos reprodutivos da paciente. Quando há indicação cirúrgica, a miomectomia permite retirar somente os nódulos e preservar o útero, enquanto a histerectomia é uma opção definitiva para situações específicas.

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A endometriose e os miomas uterinos são condições ginecológicas distintas, mas podem coexistir e provocar sintomas semelhantes, como dor pélvica, sangramento menstrual intenso e dificuldades para engravidar. Enquanto a endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, os miomas são tumores benignos originados na musculatura uterina.

O Ministério da Saúde estima que a endometriose atinja entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. No Amazonas, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) adota uma estimativa de 10% a 15% e alerta para sintomas como cólicas intensas, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais no período menstrual e infertilidade.

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“O quadro de dor por conta da doença pode ser incapacitante, bem como a fadiga, o que contribui para a limitação do nível de atividade física. Então, o que se percebe é que não é a endometriose em si que causa o ganho de peso, mas todo o contexto da doença”, afirma.

A ginecologista e obstetra Aline Frota. (Foto: divulgação)

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