Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Endometriose: obesidade pode agravar sintomas e dificultar tratamento, alerta ginecologista

A endometriose, considerada uma das principais causas de dor pélvica crônica em mulheres em idade reprodutiva, segue sendo um desafio de diagnóstico e tratamento no Brasil. A doença, caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, afeta mais de sete milhões de brasileiras, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e pode ter seus sintomas intensificados por outro fator cada vez mais comum: a obesidade.

De acordo com a médica ginecologista e obstetra Aline Frota, o excesso de gordura corporal contribui diretamente para o aumento dos processos inflamatórios no organismo, o que agrava o quadro da endometriose.

“Existe uma conexão importante entre as duas condições. A endometriose é uma doença inflamatória crônica e dependente de estrogênio. Já a obesidade também promove inflamação e eleva os níveis desse hormônio, criando um ambiente mais favorável para o crescimento das lesões”, explica.

O tecido endometriótico, mesmo fora do útero, responde às variações hormonais do ciclo menstrual. Isso pode provocar sintomas como cólicas intensas, fadiga e até infertilidade. Com o aumento da inflamação sistêmica causado pelo acúmulo de gordura, esses sintomas tendem a se tornar ainda mais severos.

A especialista ressalta que nem toda mulher com obesidade desenvolverá endometriose. No entanto, estudos indicam que o excesso de peso pode piorar os sintomas e dificultar o controle da doença.

“Cuidar do peso corporal passa a ser parte importante do tratamento, especialmente para melhorar a qualidade de vida da paciente”, pontua.

Outro desafio é o diagnóstico tardio. A endometriose pode levar de sete a dez anos para ser identificada corretamente, muitas vezes por ser confundida com outras condições ginecológicas. Por isso, a orientação é buscar avaliação médica ao perceber sinais persistentes, como dores intensas durante o período menstrual ou nas relações sexuais.

O tratamento, segundo Aline Frota, deve ser multidisciplinar e individualizado. Além de medicamentos e, em alguns casos, cirurgia, a abordagem inclui alimentação anti-inflamatória, prática regular de exercícios físicos, fisioterapia pélvica e acompanhamento psicológico.

“Não basta apenas controlar os sintomas de forma superficial. É preciso olhar o organismo como um todo, desde os níveis hormonais até os hábitos de vida. Em muitos casos, mudanças na rotina são fundamentais para o sucesso do tratamento”, afirma.

A recomendação é que pacientes procurem profissionais atualizados e especializados, capazes de oferecer um acompanhamento completo e adequado à complexidade da doença.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A endometriose, considerada uma das principais causas de dor pélvica crônica em mulheres em idade reprodutiva, segue sendo um desafio de diagnóstico e tratamento no Brasil. A doença, caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, afeta mais de sete milhões de brasileiras, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e pode ter seus sintomas intensificados por outro fator cada vez mais comum: a obesidade.

De acordo com a médica ginecologista e obstetra Aline Frota, o excesso de gordura corporal contribui diretamente para o aumento dos processos inflamatórios no organismo, o que agrava o quadro da endometriose.

“Existe uma conexão importante entre as duas condições. A endometriose é uma doença inflamatória crônica e dependente de estrogênio. Já a obesidade também promove inflamação e eleva os níveis desse hormônio, criando um ambiente mais favorável para o crescimento das lesões”, explica.

O tecido endometriótico, mesmo fora do útero, responde às variações hormonais do ciclo menstrual. Isso pode provocar sintomas como cólicas intensas, fadiga e até infertilidade. Com o aumento da inflamação sistêmica causado pelo acúmulo de gordura, esses sintomas tendem a se tornar ainda mais severos.

A especialista ressalta que nem toda mulher com obesidade desenvolverá endometriose. No entanto, estudos indicam que o excesso de peso pode piorar os sintomas e dificultar o controle da doença.

“Cuidar do peso corporal passa a ser parte importante do tratamento, especialmente para melhorar a qualidade de vida da paciente”, pontua.

Outro desafio é o diagnóstico tardio. A endometriose pode levar de sete a dez anos para ser identificada corretamente, muitas vezes por ser confundida com outras condições ginecológicas. Por isso, a orientação é buscar avaliação médica ao perceber sinais persistentes, como dores intensas durante o período menstrual ou nas relações sexuais.

O tratamento, segundo Aline Frota, deve ser multidisciplinar e individualizado. Além de medicamentos e, em alguns casos, cirurgia, a abordagem inclui alimentação anti-inflamatória, prática regular de exercícios físicos, fisioterapia pélvica e acompanhamento psicológico.

“Não basta apenas controlar os sintomas de forma superficial. É preciso olhar o organismo como um todo, desde os níveis hormonais até os hábitos de vida. Em muitos casos, mudanças na rotina são fundamentais para o sucesso do tratamento”, afirma.

A recomendação é que pacientes procurem profissionais atualizados e especializados, capazes de oferecer um acompanhamento completo e adequado à complexidade da doença.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Corrida pode soltar o intestino? Entenda por que isso acontece

Episódios de urgência para evacuar durante provas de corrida são mais comuns do que parecem. O assunto voltou a chamar atenção após a australiana...

Conservantes de alimentos industrializados são associados a maior risco de hipertensão

Estudo francês publicado no European Heart Journal aponta que o consumo elevado de determinados conservantes presentes em alimentos industrializados está associado a maior risco...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Oncologista alerta para sinais que podem indicar câncer ginecológico

O câncer do colo do útero está entre os principais tumores ginecológicos que atingem mulheres e tem maior incidência na região Norte, segundo o...

Caroço que não some pode ser um alerta do corpo, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou um alerta à população sobre a importância de investigar caroços que não desaparecem do corpo. Segundo a pasta, um...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Sujeira acumulada no sofá pode agravar quadros de rinite e sinusite

Sofás e estofados sem higienização periódica podem acumular ácaros, fungos e bactérias capazes de agravar quadros de rinite e sinusite, alerta o técnico em...

David Assayag será homenageado por escola de samba de São Paulo

A voz que ajudou a transformar as toadas de Parintins em símbolo da cultura amazonense vai ganhar a avenida do samba em São Paulo....
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Corrida pode soltar o intestino? Entenda por que isso acontece

Episódios de urgência para evacuar durante provas de corrida são mais comuns do que parecem. O assunto voltou a chamar atenção após a australiana...

Conservantes de alimentos industrializados são associados a maior risco de hipertensão

Estudo francês publicado no European Heart Journal aponta que o consumo elevado de determinados conservantes presentes em alimentos industrializados está associado a maior risco...

Oncologista alerta para sinais que podem indicar câncer ginecológico

O câncer do colo do útero está entre os principais tumores ginecológicos que atingem mulheres e tem maior incidência na região Norte, segundo o...

Caroço que não some pode ser um alerta do corpo, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou um alerta à população sobre a importância de investigar caroços que não desaparecem do corpo. Segundo a pasta, um...

Sujeira acumulada no sofá pode agravar quadros de rinite e sinusite

Sofás e estofados sem higienização periódica podem acumular ácaros, fungos e bactérias capazes de agravar quadros de rinite e sinusite, alerta o técnico em...

David Assayag será homenageado por escola de samba de São Paulo

A voz que ajudou a transformar as toadas de Parintins em símbolo da cultura amazonense vai ganhar a avenida do samba em São Paulo....
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]