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Feijão protege contra a obesidade e pode facilitar a perda de peso, diz estudo

Embora muitas dietas tenham se popularizado nos últimos tempos, incentivando o corte de alimentos como arroz, feijão e pão, essa estratégia pode ser desnecessária. De acordo com um levantamento realizado pela startup brasileira Fit Lab, baseado no registro alimentar de 55 mil brasileiros, quem perde peso com constância mantém no prato justamente os alimentos que muitos acreditam serem “proibidos”: arroz, feijão e pão.

Os dados analisados indicam que mesmo nas fases em que mais emagreceram, os usuários continuaram consumindo arroz e feijão todos os dias, sem prejuízo para o processo de perda de peso.

A explicação passa pelo que compõe um prato tradicional brasileiro. A combinação de 150 g de arroz com 100 g de feijão, vegetais, uma fonte de proteína magra e um fio de azeite soma entre 300 e 400 kcal e entrega proteínas, fibras, vitaminas e minerais essenciais. Especialistas confirmam que arroz e feijão se complementam nutricionalmente, formando uma proteína completa e colaborando para a saciedade.

O feijão, em especial, tem efeito protetor. Um estudo publicado em 2023 pela Faculdade de Medicina da UFMG revelou que quem deixa de consumir a leguminosa tem até 20% mais chance de desenvolver obesidade e 10% mais chance de excesso de peso, em comparação com quem mantém o hábito de comer feijão de cinco a sete vezes por semana.

Isso se deve ao fato de o feijão ser rico em em fibras e proteínas vegetais, que tornam a digestão mais lenta, estabilizam a glicemia e prolongam a sensação de saciedade. A nutricionista Tatiane Lourenço explica:

“As fibras formam um gel no estômago, retardam o esvaziamento gástrico e ajudam a regular a fome ao longo do dia”.


Leia mais:

Descubra os poderosos alimentos da Amazônia que podem aumentar sua longevidade

Alimentos termogênicos: entenda o que são e como contribuem para o emagrecimento


Retirar o feijão da alimentação diária pode ser prejudicial. A nutricionista afirma:

“Muita gente acaba substituindo a leguminosa por alimentos ultraprocessados, que têm menor qualidade nutricional e aumentam o risco de ganho de peso”.

Pesquisadores afirmam então que manter o equilíbrio calórico pode ser grande aliado no emagrecimento: O levantamento também mostrou que muitos dos entrevistados comeram cerca de 150 g de arroz e 50 g de pão por dia e, ainda assim, perderam peso, desde que mantivessem uma alimentação equilibrada.

Os dados reforçam que o problema não é o arroz ou o feijão, mas o excesso de calorias vindas de itens ultraprocessados, bebidas açucaradas e lanches ricos em gordura. Os alimentos tradicionais seguem aliados da saúde metabólica.

*Com informações de Metrópoles.

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Embora muitas dietas tenham se popularizado nos últimos tempos, incentivando o corte de alimentos como arroz, feijão e pão, essa estratégia pode ser desnecessária. De acordo com um levantamento realizado pela startup brasileira Fit Lab, baseado no registro alimentar de 55 mil brasileiros, quem perde peso com constância mantém no prato justamente os alimentos que muitos acreditam serem “proibidos”: arroz, feijão e pão.

Os dados analisados indicam que mesmo nas fases em que mais emagreceram, os usuários continuaram consumindo arroz e feijão todos os dias, sem prejuízo para o processo de perda de peso.

A explicação passa pelo que compõe um prato tradicional brasileiro. A combinação de 150 g de arroz com 100 g de feijão, vegetais, uma fonte de proteína magra e um fio de azeite soma entre 300 e 400 kcal e entrega proteínas, fibras, vitaminas e minerais essenciais. Especialistas confirmam que arroz e feijão se complementam nutricionalmente, formando uma proteína completa e colaborando para a saciedade.

O feijão, em especial, tem efeito protetor. Um estudo publicado em 2023 pela Faculdade de Medicina da UFMG revelou que quem deixa de consumir a leguminosa tem até 20% mais chance de desenvolver obesidade e 10% mais chance de excesso de peso, em comparação com quem mantém o hábito de comer feijão de cinco a sete vezes por semana.

Isso se deve ao fato de o feijão ser rico em em fibras e proteínas vegetais, que tornam a digestão mais lenta, estabilizam a glicemia e prolongam a sensação de saciedade. A nutricionista Tatiane Lourenço explica:

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Os dados reforçam que o problema não é o arroz ou o feijão, mas o excesso de calorias vindas de itens ultraprocessados, bebidas açucaradas e lanches ricos em gordura. Os alimentos tradicionais seguem aliados da saúde metabólica.

*Com informações de Metrópoles.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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