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Heteroflexibilidade cresce em 2025 e reforça tendência de sexualidade mais fluida, aponta pesquisa

A maneira como cada pessoa percebe e vive a própria sexualidade é única, marcada por nuances e por um processo de autodescoberta que nem sempre é linear. Nesse cenário, termos que circulam nas redes e no cotidiano, como “bi de festinha”, “bi curioso” e “heteroflexível”, ganham espaço para tentar descrever experiências que fogem de rótulos tradicionais. Entre eles, a heteroflexibilidade vem se destacando como a identidade sexual de maior crescimento no mundo.

Um levantamento recente do Feeld, aplicativo de encontros voltado a pessoas que buscam diferentes formatos de relacionamento, aponta que a heteroflexibilidade registrou um aumento de 193% em 2025. De acordo com os dados, os millennials representam quase dois terços do grupo (65%), seguidos pela geração Z (18%) e pela geração X (15,5%).

Especialistas avaliam que esses números refletem um movimento mais amplo: uma sexualidade cada vez mais fluida e aberta à experimentação, especialmente entre os mais jovens. A leitura é de que explorar desejos e atrações fora de definições fixas de gênero e orientação vem se tornando mais culturalmente aceitável, impulsionado por debates públicos, maior acesso à informação e mudanças no modo como as pessoas se relacionam.


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O que significa ser heteroflexível

Segundo estudiosos, a heteroflexibilidade costuma se referir a pessoas que se identificam como heterossexuais, mas têm curiosidades ou vivências sexuais com pessoas do mesmo sexo. Mesmo com essas experiências, elas não se reconhecem como bissexuais.

A tendência, de acordo com análises, pode aparecer em fases específicas da vida, quando há abertura para explorar a própria sexualidade. Para alguns, esse período pode se consolidar em uma identidade mais definida; para outros, permanece como uma vivência pontual, sem necessariamente alterar a forma como a pessoa se percebe.

Apagamento da bissexualidade

O crescimento do termo também provoca discussões dentro da comunidade LGBTQIA+. Um dos questionamentos é se a heteroflexibilidade não contribui para o apagamento da bissexualidade, já que a atração por mais de um gênero, em tese, poderia ser entendida como bissexualidade.

Apesar do debate, profissionais da área ressaltam que a forma como alguém se identifica envolve fatores pessoais, emocionais, culturais e sociais , e que, para muitas pessoas, a escolha do termo pode representar um caminho de reconhecimento e conforto, não uma negação deliberada de outra orientação.

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A maneira como cada pessoa percebe e vive a própria sexualidade é única, marcada por nuances e por um processo de autodescoberta que nem sempre é linear. Nesse cenário, termos que circulam nas redes e no cotidiano, como “bi de festinha”, “bi curioso” e “heteroflexível”, ganham espaço para tentar descrever experiências que fogem de rótulos tradicionais. Entre eles, a heteroflexibilidade vem se destacando como a identidade sexual de maior crescimento no mundo.

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