Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Homem deve fazer xixi em pé ou sentado? Veja o que os especialistas dizem

Em tempos recentes, têm viralizado nas redes vídeos com luz especial, corantes e testes caseiros para mostrar partículas se espalhando pelo banheiro, quando homens fazem xixi em pé. A curiosidade é válida, mas afinal, do ponto de vista de saúde, faz diferença para os homens urinar em pé ou sentados?

A resposta envolve a fisiologia da micção, o funcionamento da bexiga, as mudanças que ocorrem no organismo masculino ao longo da vida e também questões de higiene e odor do banheiro, explicam urologistas.

O que diz a ciência?

A principal evidência científica sobre o tema vem de uma revisão sistemática e meta-análise publicada na revista PLOS One, que analisou 11 estudos comparando homens que urinavam em pé e sentados.

Os pesquisadores avaliaram o fluxo urinário máximo, tempo da micção e volume de urina residual, aquela que permanece na bexiga após urinar. O resultado foi consistente:

  • Em homens jovens e saudáveis, não houve diferença significativa entre as posições;
  • Em homens com sintomas urinários, especialmente ligados ao aumento da próstata, a posição sentada esteve associada a menor resíduo urinário e a um perfil miccional mais favorável.

Na prática, menos urina residual significa menor risco de infecções urinárias, menor chance de formação de cálculos na bexiga e menos sensação de bexiga sempre cheia.

Com a idade, isso se torna mais relevante: estimativas médicas indicam que cerca de metade dos homens acima dos 45–50 anos já apresenta algum grau de aumento na próstata, mesmo que ainda sem diagnóstico formal, o que é benigno e comum.

Nesses casos, sentar para urinar pode ajudar porque facilita o relaxamento do assoalho pélvico, reduzindo a resistência à passagem da urina.

Os médicos também alertam: urinar não deveria ser algo que requer esforço. Em condições normais, o processo depende de uma sequência coordenada: o esfíncter relaxa e a bexiga se contrai para expulsar a urina. Quando isso acontece sem resistência, o esvaziamento é eficiente.

O urologista do Hospital Sírio-Libanês, Tiago Serra David, afirma:

“Se o paciente precisa fazer força para urinar, isso já foge do padrão normal. A força indica que a bexiga não está conseguindo vencer alguma resistência”.

Outro ponto pouco discutido é a noctúria, quando o homem acorda várias vezes à noite para urinar, outro sintoma comum em quem tem próstata aumentada ou urina residual elevada. Urinar sentado nesses casos pode não tratar a causa da noctúria, mas reduz o esforço e facilita o esvaziamento. Além de diminuir o risco de quedas em homens idosos e sonolentos.


Leia mais:

Cobertura vacinal contra influenza atinge apenas 35,4% no Amazonas, alerta Secretaria de Saúde

Código de vestimenta masculino: entenda as diferenças entre traje esporte, esporte fino e passeio completo


Os testes ultravioleta

A empresa britânica QS Supplies fez um levantamento com mais de mil pessoas e dezenas de simulações de jatos urinários sob luz ultravioleta para observar a dispersão de gotículas invisíveis a olho nu.

Nos testes, todas as simulações de micção em pé geraram respingos que ultrapassaram o vaso sanitário, atingindo a borda, o assento, o chão e superfícies próximas. A maior distância percorrida por uma gotícula foi de cerca de 90 centímetros, praticamente um metro.

Além disso, muitos dos participantes da pesquisa (um em cada quatro) disse manter a escova de dente dentro desse raio de distância do vaso, o que pode ocasionar contaminações. Especialistas recomendam que objetos de higiene pessoal fiquem pelo menos a uma distância razoável do vaso sanitário.

Outro achado relevante é que, embora o banheiro pareça limpo a olho nu, os respingos se acumulam entre as limpezas semanais. Em uma simulação que reproduziu dez micções em pé ao longo de cinco dias, os testes mostraram acúmulo progressivo de gotículas no vaso, no chão e em superfícies próximas. Isso ajuda a explicar o mau cheiro persistente no banheiro. Fechar a tampa antes de dar descarga, ventilar o ambiente e higienizar superfícies próximas ao vaso são práticas recomendadas pelos especialistas.

No fim das contas, o que dizem os cientistas?

Para homens jovens e sem sintomas urinários, não há indicação médica para mudar o hábito por razões de saúde, embora a posição sentada ajude a reduzir respingos e facilite a higiene do banheiro.

Já para aqueles com jato fraco, dificuldade para iniciar a micção, sensação de esvaziamento incompleto, noctúria ou próstata aumentada, urinar sentado pode trazer mais conforto e favorecer o esvaziamento da bexiga.

*Com informações de G1

- Publicidade -[adrotate group="7"]

Em tempos recentes, têm viralizado nas redes vídeos com luz especial, corantes e testes caseiros para mostrar partículas se espalhando pelo banheiro, quando homens fazem xixi em pé. A curiosidade é válida, mas afinal, do ponto de vista de saúde, faz diferença para os homens urinar em pé ou sentados?

A resposta envolve a fisiologia da micção, o funcionamento da bexiga, as mudanças que ocorrem no organismo masculino ao longo da vida e também questões de higiene e odor do banheiro, explicam urologistas.

O que diz a ciência?

A principal evidência científica sobre o tema vem de uma revisão sistemática e meta-análise publicada na revista PLOS One, que analisou 11 estudos comparando homens que urinavam em pé e sentados.

Os pesquisadores avaliaram o fluxo urinário máximo, tempo da micção e volume de urina residual, aquela que permanece na bexiga após urinar. O resultado foi consistente:

  • Em homens jovens e saudáveis, não houve diferença significativa entre as posições;
  • Em homens com sintomas urinários, especialmente ligados ao aumento da próstata, a posição sentada esteve associada a menor resíduo urinário e a um perfil miccional mais favorável.

Na prática, menos urina residual significa menor risco de infecções urinárias, menor chance de formação de cálculos na bexiga e menos sensação de bexiga sempre cheia.

Com a idade, isso se torna mais relevante: estimativas médicas indicam que cerca de metade dos homens acima dos 45–50 anos já apresenta algum grau de aumento na próstata, mesmo que ainda sem diagnóstico formal, o que é benigno e comum.

Nesses casos, sentar para urinar pode ajudar porque facilita o relaxamento do assoalho pélvico, reduzindo a resistência à passagem da urina.

Os médicos também alertam: urinar não deveria ser algo que requer esforço. Em condições normais, o processo depende de uma sequência coordenada: o esfíncter relaxa e a bexiga se contrai para expulsar a urina. Quando isso acontece sem resistência, o esvaziamento é eficiente.

O urologista do Hospital Sírio-Libanês, Tiago Serra David, afirma:

“Se o paciente precisa fazer força para urinar, isso já foge do padrão normal. A força indica que a bexiga não está conseguindo vencer alguma resistência”.

Outro ponto pouco discutido é a noctúria, quando o homem acorda várias vezes à noite para urinar, outro sintoma comum em quem tem próstata aumentada ou urina residual elevada. Urinar sentado nesses casos pode não tratar a causa da noctúria, mas reduz o esforço e facilita o esvaziamento. Além de diminuir o risco de quedas em homens idosos e sonolentos.


Leia mais:

Cobertura vacinal contra influenza atinge apenas 35,4% no Amazonas, alerta Secretaria de Saúde

Código de vestimenta masculino: entenda as diferenças entre traje esporte, esporte fino e passeio completo


Os testes ultravioleta

A empresa britânica QS Supplies fez um levantamento com mais de mil pessoas e dezenas de simulações de jatos urinários sob luz ultravioleta para observar a dispersão de gotículas invisíveis a olho nu.

Nos testes, todas as simulações de micção em pé geraram respingos que ultrapassaram o vaso sanitário, atingindo a borda, o assento, o chão e superfícies próximas. A maior distância percorrida por uma gotícula foi de cerca de 90 centímetros, praticamente um metro.

Além disso, muitos dos participantes da pesquisa (um em cada quatro) disse manter a escova de dente dentro desse raio de distância do vaso, o que pode ocasionar contaminações. Especialistas recomendam que objetos de higiene pessoal fiquem pelo menos a uma distância razoável do vaso sanitário.

Outro achado relevante é que, embora o banheiro pareça limpo a olho nu, os respingos se acumulam entre as limpezas semanais. Em uma simulação que reproduziu dez micções em pé ao longo de cinco dias, os testes mostraram acúmulo progressivo de gotículas no vaso, no chão e em superfícies próximas. Isso ajuda a explicar o mau cheiro persistente no banheiro. Fechar a tampa antes de dar descarga, ventilar o ambiente e higienizar superfícies próximas ao vaso são práticas recomendadas pelos especialistas.

No fim das contas, o que dizem os cientistas?

Para homens jovens e sem sintomas urinários, não há indicação médica para mudar o hábito por razões de saúde, embora a posição sentada ajude a reduzir respingos e facilite a higiene do banheiro.

Já para aqueles com jato fraco, dificuldade para iniciar a micção, sensação de esvaziamento incompleto, noctúria ou próstata aumentada, urinar sentado pode trazer mais conforto e favorecer o esvaziamento da bexiga.

*Com informações de G1

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

Mais lidas

Além das fraturas: médico alerta para consequências de quedas de idosos

As quedas são a principal causa externa de mortes entre idosos no Brasil e representam um dos maiores desafios para a saúde pública. Apesar...

Mês do Orgulho LGBT: Exposição em Manaus celebra a arte e a luta da comunidade por visibilidade

Exposição "Queerzônia" traz obras de artistas de todo o país e será itinerante; mostra serve para celebrar mês do Orgulho LGBT
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Fisioterapia pode ajudar a reduzir crises de dor de cabeça, apontam especialistas

A dor de cabeça é um problema comum e pode ter diferentes causas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% da...

Menopausa pode aumentar risco de osteoporose e acelerar perda óssea

A menopausa pode provocar impactos significativos na saúde dos ossos e aumentar o risco de desenvolvimento da osteoporose, doença considerada a principal causa de...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Bartolinite: entenda a condição que fez Pocah passar por cirurgia de urgência

A cantora e influenciadora Pocah passou por uma cirurgia na última sexta-feira (19/6) após ser diagnosticada com bartolinite, uma inflamação que afeta as glândulas...

Infecção urinária pode evoluir para quadro grave e até fatal, alerta nefrologista

O caso da atriz Carolina Dieckmann, internada por quatro dias após ser diagnosticada com uma infecção nos rins em estágio avançado, acendeu um alerta...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Além das fraturas: médico alerta para consequências de quedas de idosos

As quedas são a principal causa externa de mortes entre idosos no Brasil e representam um dos maiores desafios para a saúde pública. Apesar...

Mês do Orgulho LGBT: Exposição em Manaus celebra a arte e a luta da comunidade por visibilidade

Exposição "Queerzônia" traz obras de artistas de todo o país e será itinerante; mostra serve para celebrar mês do Orgulho LGBT

Fisioterapia pode ajudar a reduzir crises de dor de cabeça, apontam especialistas

A dor de cabeça é um problema comum e pode ter diferentes causas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% da...

Menopausa pode aumentar risco de osteoporose e acelerar perda óssea

A menopausa pode provocar impactos significativos na saúde dos ossos e aumentar o risco de desenvolvimento da osteoporose, doença considerada a principal causa de...

Bartolinite: entenda a condição que fez Pocah passar por cirurgia de urgência

A cantora e influenciadora Pocah passou por uma cirurgia na última sexta-feira (19/6) após ser diagnosticada com bartolinite, uma inflamação que afeta as glândulas...

Infecção urinária pode evoluir para quadro grave e até fatal, alerta nefrologista

O caso da atriz Carolina Dieckmann, internada por quatro dias após ser diagnosticada com uma infecção nos rins em estágio avançado, acendeu um alerta...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]