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O que fazer após descobrir uma traição? Psicóloga responde

O fim de um relacionamento após uma traição costuma provocar uma mistura de sentimentos que vai além da tristeza. Culpa, insegurança, perda da autoestima e a busca incessante por respostas fazem parte do processo vivido por muitas pessoas. Segundo a psicóloga Marcely Gama, esse sofrimento pode ser compreendido como um processo de luto, marcado pela ruptura da confiança e pela necessidade de reconstrução emocional.

De acordo com a especialista, uma das reações mais comuns de quem foi traído é direcionar a culpa para si mesmo. Perguntas como “o que eu fiz de errado?” ou “será que faltou alguma coisa em mim?” costumam surgir logo após a descoberta da infidelidade.

“A pessoa tenta criar uma narrativa lógica para entender o que aconteceu. Muitas vezes, ela acredita que, se a culpa for dela, existe algo que poderia ter feito para evitar aquela situação. Só depois ela percebe que não tinha controle sobre a decisão do outro”, explica.

Busca por respostas nem sempre traz alívio

Marcely destaca que a mente humana busca explicações para acontecimentos dolorosos, mas nem sempre elas existem. Segundo ela, insistir em encontrar um motivo racional para o término pode prolongar o sofrimento.

“A maioria das vezes a gente não vai ter todas as respostas sobre o fim daquela relação. O importante é entender que um relacionamento saudável deve estar baseado em confiança, respeito e transparência. Se o outro não oferece isso, essa já é uma decisão que não depende de você”, afirma.

A psicóloga ressalta que também é comum a pessoa revisitar escolhas do passado e julgar atitudes tomadas quando possuía outro nível de consciência, o que pode alimentar sentimentos de arrependimento e culpa desnecessários.


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Todo homem tem tendência a trair?

Durante a entrevista, Marcely também comentou sobre uma crença bastante difundida de que “todo homem tem tendência a trair”. Para ela, esse tipo de afirmação é uma generalização baseada em construções culturais que não representam a realidade de todos os indivíduos.

Segundo a psicóloga, durante muitos anos a sociedade normalizou comportamentos masculinos relacionados à infidelidade, tratando-os como parte de um suposto instinto natural. No entanto, ela afirma que esse pensamento pode e deve ser transformado por meio da educação e dos valores transmitidos dentro das famílias.

“Existe uma cultura que disseminou essa visão durante muito tempo, mas isso não significa que seja uma regra. Cada família pode ensinar valores como respeito, compromisso e responsabilidade afetiva para que as relações sejam construídas de forma saudável”, destaca.

A dor atinge os dois lados

Marcely explica que a traição provoca sofrimento tanto para quem é traído quanto para quem trai, embora de formas diferentes. Quem sofre a infidelidade enfrenta a quebra de expectativas, sonhos e projetos construídos ao longo da relação.

Já quem trai pode experimentar culpa, vergonha e medo do julgamento de familiares, amigos e da sociedade, enfrentando as consequências emocionais de suas escolhas.

Apesar disso, a especialista faz uma ressalva importante: compreender as razões que levaram alguém a cometer uma traição não significa justificar o comportamento.

“Não existe justificativa para a traição. Existe compreensão da história daquela pessoa e dos motivos que influenciaram sua decisão, mas trair continua sendo uma escolha. Quando ela não entende isso, acaba sendo ainda mais impactada pelo julgamento social e pelas consequências dos próprios atos”, afirma.

Superação exige reconstrução emocional

Para a psicóloga, superar um término doloroso passa pela aceitação de que nem tudo está sob controle de uma pessoa. Em vez de buscar explicações para o comportamento do parceiro, o caminho mais saudável é fortalecer a própria autoestima e construir relações alinhadas aos próprios valores.

Segundo Marcely, compreender que confiança, respeito e transparência são pilares fundamentais de qualquer relacionamento permite que a pessoa volte a estabelecer vínculos de forma mais segura, sem carregar a responsabilidade por escolhas que pertencem exclusivamente ao outro.

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O fim de um relacionamento após uma traição costuma provocar uma mistura de sentimentos que vai além da tristeza. Culpa, insegurança, perda da autoestima e a busca incessante por respostas fazem parte do processo vivido por muitas pessoas. Segundo a psicóloga Marcely Gama, esse sofrimento pode ser compreendido como um processo de luto, marcado pela ruptura da confiança e pela necessidade de reconstrução emocional.

De acordo com a especialista, uma das reações mais comuns de quem foi traído é direcionar a culpa para si mesmo. Perguntas como “o que eu fiz de errado?” ou “será que faltou alguma coisa em mim?” costumam surgir logo após a descoberta da infidelidade.

“A pessoa tenta criar uma narrativa lógica para entender o que aconteceu. Muitas vezes, ela acredita que, se a culpa for dela, existe algo que poderia ter feito para evitar aquela situação. Só depois ela percebe que não tinha controle sobre a decisão do outro”, explica.

Busca por respostas nem sempre traz alívio

Marcely destaca que a mente humana busca explicações para acontecimentos dolorosos, mas nem sempre elas existem. Segundo ela, insistir em encontrar um motivo racional para o término pode prolongar o sofrimento.

“A maioria das vezes a gente não vai ter todas as respostas sobre o fim daquela relação. O importante é entender que um relacionamento saudável deve estar baseado em confiança, respeito e transparência. Se o outro não oferece isso, essa já é uma decisão que não depende de você”, afirma.

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Já quem trai pode experimentar culpa, vergonha e medo do julgamento de familiares, amigos e da sociedade, enfrentando as consequências emocionais de suas escolhas.

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