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Janeiro Roxo: conhecida como lepra, hanseníase ainda atinge milhares de brasileiros

A campanha Janeiro Roxo, voltada à conscientização sobre a hanseníase, reacende o alerta para a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado da doença, que é infecciosa, tem cura e possui atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Brasil ocupa atualmente a segunda maior posição no ranking global de casos, atrás apenas da Índia, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, o que mantém a hanseníase como um desafio persistente para a saúde pública nacional.

Provocada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase compromete principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo atingir também os olhos e a mucosa nasal. Entre os sinais mais comuns estão manchas na pele com alteração ou perda de sensibilidade, além de dormência e fraqueza muscular. Quando não identificada a tempo, a doença pode causar danos neurológicos e incapacidades permanentes.

Especialistas apontam que fatores sociais e econômicos desfavoráveis contribuem para a manutenção da transmissão da doença, especialmente em regiões com acesso limitado a serviços de saúde. Nesse contexto, ações de vigilância, ampliação do diagnóstico e adesão ao tratamento são consideradas fundamentais para reduzir novos casos.


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(Foto: Acervo pessoal)

De acordo com o médico Luis Enrique, a ausência de informação ainda retarda a busca por atendimento. Segundo ele, a hanseníase pode evoluir de forma silenciosa, o que leva muitas pessoas a ignorarem sinais iniciais. A recomendação é procurar avaliação médica ao identificar manchas persistentes que não apresentam melhora espontânea.

O médico também destaca que o estigma associado à doença continua sendo um obstáculo. Ele ressalta que a hanseníase não está ligada à falta de higiene e que, após o início do tratamento, o paciente deixa de transmitir a infecção, podendo manter suas atividades cotidianas.

Historicamente chamada de “lepra”, denominação retirada de documentos oficiais desde 1995, a hanseníase ainda enfrenta resistência causada pelo preconceito. Campanhas como o Janeiro Roxo e a capacitação contínua de profissionais da saúde são apontadas como estratégias essenciais para ampliar o conhecimento da população e fortalecer o enfrentamento de uma doença que segue exigindo atenção no Brasil.

 

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A campanha Janeiro Roxo, voltada à conscientização sobre a hanseníase, reacende o alerta para a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado da doença, que é infecciosa, tem cura e possui atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Brasil ocupa atualmente a segunda maior posição no ranking global de casos, atrás apenas da Índia, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, o que mantém a hanseníase como um desafio persistente para a saúde pública nacional.

Provocada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase compromete principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo atingir também os olhos e a mucosa nasal. Entre os sinais mais comuns estão manchas na pele com alteração ou perda de sensibilidade, além de dormência e fraqueza muscular. Quando não identificada a tempo, a doença pode causar danos neurológicos e incapacidades permanentes.

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