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Caso de Maíra Cardi chama atenção para PMMA; dermatologista explica produto e seus riscos

Recentemente, a influenciadora Maíra Cardi veio a público revelar que vai precisar fazer uma cirurgia para retirar um preenchedor permanente aplicado no rosto há cerca de duas décadas, o chamado PMMA. O relato voltou a chamar atenção para os riscos de substâncias aplicadas em procedimentos estéticos.

Segundo Maíra, o PMMA teria sido aplicado em seu rosto sem o seu conhecimento, para suavizar olheiras e o “bigode chinês”. Com o passar dos anos, a influenciadora e empresária relatou que começou a perceber inchaços e deformidades faciais, e disse que vai precisar operar para retirar o produto, sob risco de sofrer necrose nos tecidos.

Veja abaixo:

@cardinigro

Vou precisar fazer uma CIRURGIA! Indicações de médico aqui nos comentários ou no direct da @Leticia Galvao

♬ som original – Cardi Nigro

Outro caso famoso de complicações com PMMA foi o da modelo Andressa Urach, que aplicou o produto junto com hidrogel nas coxas e glúteos em 2009. Cinco anos depois, em 2014, ela teve uma infecção na coxa esquerda e chegou a ser internada em estado grave em hospital de Porto Alegre. Ela se recuperou e precisou passar por procedimentos de drenagem e cirurgia para remover o material. Mas afinal, o que é esse produto e quais as suas possíveis complicações?


Leia mais:

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O que é o PMMA?

O PMMA, ou polimetilmetacrilato, é um tipo de preenchedor usado em procedimentos médicos. É um plástico não absorvido pelo nosso organismo, que começou a ser usado no Brasil na década de 1990 para pacientes que sofriam com distrofia facial, sobretudo após infecção por HIV/AIDS. Ele era usado para devolver o volume facial de forma paciente às pessoas atingidas por deformidades.

Porém, com o tempo, o uso estético dessa substância começou a ser denunciado por vários órgãos e entidades, como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Hoje, o produto é autorizado para tratamento reparador, nas seguintes situações:

  • Correção volumétrica facial e corporal, que é uma forma de tratar alterações de volume provocadas por sequelas de doenças como a poliomielite (paralisia infantil).
  • Correção de lipodistrofia, alteração no organismo que leva à concentração de gordura em algumas partes do corpo, provocada pelo uso de medicamentos antirretrovirais em pacientes com HIV/Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida).

A aplicação do PMMA deve ser feita por profissional médico ou odontólogo habilitado.

A Onda Digital entrou em contato com especialista sobre o assunto: a dermatologista Montaha Jurdi Jasserand, que explicou sobre os riscos do PMMA.

Doutora Montaha Jurdi Jasserand (Foto: Arquivo pessoal).

“A cada dez pacientes, dois podem experimentar rejeição ao produto. Forma-se uma reação inflamatória em torno do produto, que se transforma num granuloma de corpo estranho, um aglomerado de células para tentar isolar a substância estranha. Fica um produto duro embaixo da pele”.

Segundo ela o PMMA não é tão seguro quanto o ácido hialurônico.

“Esse produto já foi banido pela Anvisa há muito tempo. Não sei porque ainda existem médicos que insistem em utilizar. Esse é um tema que já foi muito discutido, está desgastado até, mas precisamos ainda debater. O custo do produto para o médico é barato, mas é alto para o paciente. O PMMA é totalmente diferente, por exemplo, de um ácido hialurônico, que o corpo não rejeita e é muito melhor e mais seguro”.

Jasserand também falou que o recomendado mesmo é evitar o contato com o produto. “Também não adianta tentar ver se a paciente é alérgica ao PMMA, porque a reação pode ser tardia. Pode levar até dez anos para a rejeição acontecer. Então, o ideal é não usar esse produto. Geralmente dermatologista não o usa mais, optando no lugar por ácido hialurônico ou bioestimuladores”. A única forma de remoção do produto é cirúrgica, não há outra opção”, finalizou.

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Recentemente, a influenciadora Maíra Cardi veio a público revelar que vai precisar fazer uma cirurgia para retirar um preenchedor permanente aplicado no rosto há cerca de duas décadas, o chamado PMMA. O relato voltou a chamar atenção para os riscos de substâncias aplicadas em procedimentos estéticos.

Segundo Maíra, o PMMA teria sido aplicado em seu rosto sem o seu conhecimento, para suavizar olheiras e o “bigode chinês”. Com o passar dos anos, a influenciadora e empresária relatou que começou a perceber inchaços e deformidades faciais, e disse que vai precisar operar para retirar o produto, sob risco de sofrer necrose nos tecidos.

Veja abaixo:

@cardinigro

Vou precisar fazer uma CIRURGIA! Indicações de médico aqui nos comentários ou no direct da @Leticia Galvao

♬ som original – Cardi Nigro

Outro caso famoso de complicações com PMMA foi o da modelo Andressa Urach, que aplicou o produto junto com hidrogel nas coxas e glúteos em 2009. Cinco anos depois, em 2014, ela teve uma infecção na coxa esquerda e chegou a ser internada em estado grave em hospital de Porto Alegre. Ela se recuperou e precisou passar por procedimentos de drenagem e cirurgia para remover o material. Mas afinal, o que é esse produto e quais as suas possíveis complicações?


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O que é o PMMA?

O PMMA, ou polimetilmetacrilato, é um tipo de preenchedor usado em procedimentos médicos. É um plástico não absorvido pelo nosso organismo, que começou a ser usado no Brasil na década de 1990 para pacientes que sofriam com distrofia facial, sobretudo após infecção por HIV/AIDS. Ele era usado para devolver o volume facial de forma paciente às pessoas atingidas por deformidades.

Porém, com o tempo, o uso estético dessa substância começou a ser denunciado por vários órgãos e entidades, como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Hoje, o produto é autorizado para tratamento reparador, nas seguintes situações:

  • Correção volumétrica facial e corporal, que é uma forma de tratar alterações de volume provocadas por sequelas de doenças como a poliomielite (paralisia infantil).
  • Correção de lipodistrofia, alteração no organismo que leva à concentração de gordura em algumas partes do corpo, provocada pelo uso de medicamentos antirretrovirais em pacientes com HIV/Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida).

A aplicação do PMMA deve ser feita por profissional médico ou odontólogo habilitado.

A Onda Digital entrou em contato com especialista sobre o assunto: a dermatologista Montaha Jurdi Jasserand, que explicou sobre os riscos do PMMA.

Doutora Montaha Jurdi Jasserand (Foto: Arquivo pessoal).

“A cada dez pacientes, dois podem experimentar rejeição ao produto. Forma-se uma reação inflamatória em torno do produto, que se transforma num granuloma de corpo estranho, um aglomerado de células para tentar isolar a substância estranha. Fica um produto duro embaixo da pele”.

Segundo ela o PMMA não é tão seguro quanto o ácido hialurônico.

“Esse produto já foi banido pela Anvisa há muito tempo. Não sei porque ainda existem médicos que insistem em utilizar. Esse é um tema que já foi muito discutido, está desgastado até, mas precisamos ainda debater. O custo do produto para o médico é barato, mas é alto para o paciente. O PMMA é totalmente diferente, por exemplo, de um ácido hialurônico, que o corpo não rejeita e é muito melhor e mais seguro”.

Jasserand também falou que o recomendado mesmo é evitar o contato com o produto. “Também não adianta tentar ver se a paciente é alérgica ao PMMA, porque a reação pode ser tardia. Pode levar até dez anos para a rejeição acontecer. Então, o ideal é não usar esse produto. Geralmente dermatologista não o usa mais, optando no lugar por ácido hialurônico ou bioestimuladores”. A única forma de remoção do produto é cirúrgica, não há outra opção”, finalizou.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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