Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Moda sustentável da Amazônia ganha força e mira protagonismo global

A moda sustentável tem ganhado espaço na Amazônia ao unir geração de renda, valorização cultural e preservação ambiental. A proposta busca reduzir impactos ao longo da cadeia produtiva, da escolha da matéria-prima ao processo de fabricação, priorizando fibras naturais, técnicas tradicionais e uso consciente dos recursos.

Na região amazônica, iniciativas utilizam matérias-primas como curauá, juta e algodão orgânico, além de corantes naturais extraídos de espécies como urucum e jenipapo. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a bioeconomia e os produtos da sociobiodiversidade representam uma das principais estratégias de desenvolvimento sustentável para a Região Norte, integrando comunidades ribeirinhas, indígenas e agricultores familiares às cadeias de valor.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima destaca que o fortalecimento da bioeconomia é fundamental para conciliar a conservação da floresta com a geração de emprego e renda. A pasta aponta que atividades sustentáveis baseadas em recursos florestais não madeireiros, como fibras e extratos vegetais, ajudam a reduzir o desmatamento ao criar alternativas econômicas compatíveis com a manutenção da floresta em pé.

Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reforça que o manejo sustentável e o uso legal de recursos naturais são essenciais para evitar a exploração predatória e garantir a rastreabilidade das cadeias produtivas.

Especialistas apontam que, ao combinar inovação, tradição e responsabilidade ambiental, a moda sustentável na Amazônia pode consolidar a região como referência internacional em design ecológico e bioeconomia, fortalecendo o protagonismo da região nas agendas globais de sustentabilidade.

Foto: Divulgação/Sebrae
Foto: Divulgação/Sebrae

Desafios

A moda sustentável tem avançado no Brasil, impulsionada por mudanças nos processos produtivos, desafios econômicos e pela transformação no perfil do consumidor. Para a consultora de moda e imagem pessoal Jessica Zany, três fatores principais explicam a adaptação das marcas ao novo cenário.

Foto: Arquivo Pessoal

O primeiro é a escolha de materiais mais responsáveis, como tecidos reciclados e matérias-primas de baixo impacto ambiental. Segundo ela, a substituição de insumos tradicionais por alternativas sustentáveis é um dos pilares para reduzir os danos ao meio ambiente ao longo da cadeia produtiva.

O segundo ponto envolve os desafios enfrentados pelo setor. “Todo o processo é mais caro para a empresa, para a loja e para a marca”, afirma, destacando que o custo elevado ainda limita a expansão do segmento.

Já em relação ao comportamento do consumidor, a consultora observa crescimento na disposição para pagar mais por peças produzidas com critérios socioambientais. Ela ressalta que o público jovem tem papel central nesse movimento, por ser mais informado e consciente sobre os impactos ambientais da indústria da moda. Esse grupo tende a priorizar peças de maior durabilidade e a reutilização de roupas, transformando e ressignificando itens que poderiam ser descartados.

Zany também aponta que a sustentabilidade pode ser aplicada no consumo individual. Na área de consultoria de imagem, ela incentiva clientes a comprarem menos e utilizarem melhor o que já possuem no guarda-roupa. A proposta é estimular novas combinações e releituras de peças existentes, reduzindo o consumo excessivo e promovendo um uso mais consciente da moda.


Leia mais

Moda sustentável: empresa transforma resíduos de pirarucu e outros peixes amazônicos em acessórios de luxo

Desfile de moda sustentável marca evento do Dia do Artesão no Amazonas


COP-30

Durante a COP-30, realizada em Belém no mês de novembro do ano passado, diferentes setores econômicos, entre eles o da moda, tiveram espaço para apresentar soluções alinhadas à sustentabilidade e à agenda climática global.

Para a moda sustentável da Amazônia, o evento funcionou como uma vitrine internacional, permitindo que estilistas, marcas e artesãos da região exibissem suas criações a um público global, formado por líderes, especialistas e investidores.

Com o uso de fibras nativas e corantes naturais, produções amazônicas destacaram-se como alternativas criativas e ambientalmente responsáveis, o que reforça o potencial do setor como resposta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Entre esses empreendimentos, a marca paraense Amazônia Zen apostou na moda sustentável como vitrine para o mercado internacional. A empresa produz roupas e acessórios a partir de materiais reciclados e reaproveitados, com destaque para a criatividade e o compromisso ambiental dos empreendimentos amazônicos.

Criada por Adriele Sasaki, a marca defende a moda como ferramenta de transformação social e ambiental. Segundo a fundadora, o objetivo é deixar um legado de responsabilidade e inovação para as futuras gerações.

A realização da conferência climática em Belém marcou a ampliação da visibilidade de pequenos negócios da região.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) avalia que o evento representa uma oportunidade estratégica de desenvolvimento para empreendedores locais.

Com foco em reaproveitamento de materiais e redução de impactos ambientais, iniciativas como a Amazônia Zen reforçam o potencial da bioeconomia amazônica no cenário global.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A moda sustentável tem ganhado espaço na Amazônia ao unir geração de renda, valorização cultural e preservação ambiental. A proposta busca reduzir impactos ao longo da cadeia produtiva, da escolha da matéria-prima ao processo de fabricação, priorizando fibras naturais, técnicas tradicionais e uso consciente dos recursos.

Na região amazônica, iniciativas utilizam matérias-primas como curauá, juta e algodão orgânico, além de corantes naturais extraídos de espécies como urucum e jenipapo. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a bioeconomia e os produtos da sociobiodiversidade representam uma das principais estratégias de desenvolvimento sustentável para a Região Norte, integrando comunidades ribeirinhas, indígenas e agricultores familiares às cadeias de valor.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima destaca que o fortalecimento da bioeconomia é fundamental para conciliar a conservação da floresta com a geração de emprego e renda. A pasta aponta que atividades sustentáveis baseadas em recursos florestais não madeireiros, como fibras e extratos vegetais, ajudam a reduzir o desmatamento ao criar alternativas econômicas compatíveis com a manutenção da floresta em pé.

Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reforça que o manejo sustentável e o uso legal de recursos naturais são essenciais para evitar a exploração predatória e garantir a rastreabilidade das cadeias produtivas.

Especialistas apontam que, ao combinar inovação, tradição e responsabilidade ambiental, a moda sustentável na Amazônia pode consolidar a região como referência internacional em design ecológico e bioeconomia, fortalecendo o protagonismo da região nas agendas globais de sustentabilidade.

Foto: Divulgação/Sebrae
Foto: Divulgação/Sebrae

Desafios

A moda sustentável tem avançado no Brasil, impulsionada por mudanças nos processos produtivos, desafios econômicos e pela transformação no perfil do consumidor. Para a consultora de moda e imagem pessoal Jessica Zany, três fatores principais explicam a adaptação das marcas ao novo cenário.

Foto: Arquivo Pessoal

O primeiro é a escolha de materiais mais responsáveis, como tecidos reciclados e matérias-primas de baixo impacto ambiental. Segundo ela, a substituição de insumos tradicionais por alternativas sustentáveis é um dos pilares para reduzir os danos ao meio ambiente ao longo da cadeia produtiva.

O segundo ponto envolve os desafios enfrentados pelo setor. “Todo o processo é mais caro para a empresa, para a loja e para a marca”, afirma, destacando que o custo elevado ainda limita a expansão do segmento.

Já em relação ao comportamento do consumidor, a consultora observa crescimento na disposição para pagar mais por peças produzidas com critérios socioambientais. Ela ressalta que o público jovem tem papel central nesse movimento, por ser mais informado e consciente sobre os impactos ambientais da indústria da moda. Esse grupo tende a priorizar peças de maior durabilidade e a reutilização de roupas, transformando e ressignificando itens que poderiam ser descartados.

Zany também aponta que a sustentabilidade pode ser aplicada no consumo individual. Na área de consultoria de imagem, ela incentiva clientes a comprarem menos e utilizarem melhor o que já possuem no guarda-roupa. A proposta é estimular novas combinações e releituras de peças existentes, reduzindo o consumo excessivo e promovendo um uso mais consciente da moda.


Leia mais

Moda sustentável: empresa transforma resíduos de pirarucu e outros peixes amazônicos em acessórios de luxo

Desfile de moda sustentável marca evento do Dia do Artesão no Amazonas


COP-30

Durante a COP-30, realizada em Belém no mês de novembro do ano passado, diferentes setores econômicos, entre eles o da moda, tiveram espaço para apresentar soluções alinhadas à sustentabilidade e à agenda climática global.

Para a moda sustentável da Amazônia, o evento funcionou como uma vitrine internacional, permitindo que estilistas, marcas e artesãos da região exibissem suas criações a um público global, formado por líderes, especialistas e investidores.

Com o uso de fibras nativas e corantes naturais, produções amazônicas destacaram-se como alternativas criativas e ambientalmente responsáveis, o que reforça o potencial do setor como resposta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Entre esses empreendimentos, a marca paraense Amazônia Zen apostou na moda sustentável como vitrine para o mercado internacional. A empresa produz roupas e acessórios a partir de materiais reciclados e reaproveitados, com destaque para a criatividade e o compromisso ambiental dos empreendimentos amazônicos.

Criada por Adriele Sasaki, a marca defende a moda como ferramenta de transformação social e ambiental. Segundo a fundadora, o objetivo é deixar um legado de responsabilidade e inovação para as futuras gerações.

A realização da conferência climática em Belém marcou a ampliação da visibilidade de pequenos negócios da região.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) avalia que o evento representa uma oportunidade estratégica de desenvolvimento para empreendedores locais.

Com foco em reaproveitamento de materiais e redução de impactos ambientais, iniciativas como a Amazônia Zen reforçam o potencial da bioeconomia amazônica no cenário global.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Oncologista alerta para sinais que podem indicar câncer ginecológico

O câncer do colo do útero está entre os principais tumores ginecológicos que atingem mulheres e tem maior incidência na região Norte, segundo o...

Caroço que não some pode ser um alerta do corpo, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou um alerta à população sobre a importância de investigar caroços que não desaparecem do corpo. Segundo a pasta, um...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Sujeira acumulada no sofá pode agravar quadros de rinite e sinusite

Sofás e estofados sem higienização periódica podem acumular ácaros, fungos e bactérias capazes de agravar quadros de rinite e sinusite, alerta o técnico em...

David Assayag será homenageado por escola de samba de São Paulo

A voz que ajudou a transformar as toadas de Parintins em símbolo da cultura amazonense vai ganhar a avenida do samba em São Paulo....
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Saiba como preparar purê, mousseline e aligot com sabores da Amazônia

A batata é um ingrediente sul-americano que atravessou o oceano e conquistou as principais cozinhas europeias. Originária dos Andes, principalmente das regiões que hoje...

Novo tratamento para atrofia muscular espinhal é aprovado nos Estados Unidos

A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou o Isembyld (apitegromab), desenvolvido pela biotecnológica Scholar Rock. Trata-se da primeira terapia direcionada diretamente...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Oncologista alerta para sinais que podem indicar câncer ginecológico

O câncer do colo do útero está entre os principais tumores ginecológicos que atingem mulheres e tem maior incidência na região Norte, segundo o...

Caroço que não some pode ser um alerta do corpo, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou um alerta à população sobre a importância de investigar caroços que não desaparecem do corpo. Segundo a pasta, um...

Sujeira acumulada no sofá pode agravar quadros de rinite e sinusite

Sofás e estofados sem higienização periódica podem acumular ácaros, fungos e bactérias capazes de agravar quadros de rinite e sinusite, alerta o técnico em...

David Assayag será homenageado por escola de samba de São Paulo

A voz que ajudou a transformar as toadas de Parintins em símbolo da cultura amazonense vai ganhar a avenida do samba em São Paulo....

Saiba como preparar purê, mousseline e aligot com sabores da Amazônia

A batata é um ingrediente sul-americano que atravessou o oceano e conquistou as principais cozinhas europeias. Originária dos Andes, principalmente das regiões que hoje...

Novo tratamento para atrofia muscular espinhal é aprovado nos Estados Unidos

A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou o Isembyld (apitegromab), desenvolvido pela biotecnológica Scholar Rock. Trata-se da primeira terapia direcionada diretamente...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]