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Cera nos ouvidos pode ser aliada, não inimiga: entenda os riscos de limpar demais

A cera no ouvido, também chamada de cerume, é frequentemente vista como algo sujo e incômodo, mas essa visão é equivocada e pode levar a práticas de higiene prejudiciais. Especialistas afirmam que o cerume é produzido naturalmente pelas glândulas do canal auditivo e desempenha papéis essenciais na proteção do ouvido humano. Ele atua como uma barreira física e química que impede a entrada de poeira, microrganismos patogênicos e água, além de conter substâncias que inibem a proliferação de bactérias e fungos.

Apesar de sua importância, muitas pessoas recorrem ao uso de cotonetes ou hastes flexíveis para tentar “limpar” o canal auditivo, acreditando que estão fazendo um favor à saúde. Segundo otorrinolaringologistas, essa prática é não apenas desnecessária como também perigosa. As hastes flexíveis não são projetadas para uso dentro do canal auditivo e o próprio fabricante costuma alertar para isso nas embalagens.

Por que a cera é fundamental e o que acontece quando ela é retirada

O cerume se forma na parte externa do canal auditivo com a combinação de secreções oleosas, células da pele e sujeira natural. Esse processo não é um “defeito”, mas sim uma proteção contínua. Quando a cera é removida de forma excessiva, a proteção natural é comprometida, deixando o ouvido vulnerável à entrada de bactérias e fungos e aumentando o risco de infecções dolorosas, como a otite externa.

Além disso, a pele dentro do canal auditivo é extremamente delicada. A fricção de cotonetes pode causar microtraumas e lesões, que por sua vez facilitam infecções ou inflamações. Em casos mais graves, objetos inadequados podem perfurar o tímpano ou atingir estruturas sensíveis, levando a dores intensas, sangramento e até perda auditiva temporária ou permanente.


Saiba mais: 

Testes de audição online viralizam, mas é preciso alerta para limites e riscos de interpretações erradas

Abandonado? Não! O segredo das leis que transforma cães de rua em ‘pets do bairro’ em Manaus


Os riscos ocultos do hábito comum

Médicos e pesquisas internacionais alertam para vários problemas decorrentes do uso de cotonetes dentro do canal auditivo:

  • Compactação da cera: em vez de removê-la, a haste muitas vezes empurra a cera para dentro, formando tampões que bloqueiam o som e dificultam a audição.
  • Risco de infecções: objetos inseridos profundamente podem introduzir bactérias ou fungos no canal, especialmente se houver feridas ou irritação na pele.
  • Perda auditiva e lesões no tímpano: a perfuração da membrana timpânica é uma complicação grave relatada por otorrinos, que pode resultar em dor intensa e necessidade de tratamento médico.
  • Irritação crônica e coceira: a retirada repetida da cera natural pode gerar ressecamento e coceira, levando à manipulação contínua.

Estudos mostram que a orelha possui um mecanismo natural de autolimpeza: movimentos da mandíbula ao falar ou mastigar ajudam a deslocar a cera para fora, onde ela pode cair por conta própria.

Como limpar corretamente sem riscos

A forma mais segura de manter a higiene dos ouvidos é simples e não invasiva:

  • Limpe somente a parte externa: use um pano macio ou toalha após o banho para secar e remover resíduos visíveis.
  • Evite introduzir objetos no canal auditivo: cotonetes, palitos, grampos ou qualquer outro instrumento rígido ou flexível devem ser mantidos fora do canal.
  • Procure ajuda médica quando necessário: se houver sintomas como dor persistente, zumbido, sensação de ouvido entupido ou perda temporária de audição, um otorrinolaringologista pode avaliar e realizar a remoção segura da cera por meio de métodos apropriados como irrigação ou aspiração.

Para muitas pessoas, especialmente aquelas com acúmulo frequente de cerume, a consulta profissional garante que a remoção seja feita sem riscos adicionais de infecção ou lesão.

Cuidar da saúde dos ouvidos não significa limpá-los intensamente com cotonetes. Pelo contrário, remover a cera de forma inadequada pode desfazer a proteção natural do canal auditivo, elevar o risco de infecções, lesões e até perda auditiva. A regra de ouro é simples: menos é mais e quando houver necessidade de intervenção, deixe os procedimentos nas mãos de um profissional de saúde.

 

*Com informações de Jornal da Paraíba, Clinica Santa Catarina.

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A cera no ouvido, também chamada de cerume, é frequentemente vista como algo sujo e incômodo, mas essa visão é equivocada e pode levar a práticas de higiene prejudiciais. Especialistas afirmam que o cerume é produzido naturalmente pelas glândulas do canal auditivo e desempenha papéis essenciais na proteção do ouvido humano. Ele atua como uma barreira física e química que impede a entrada de poeira, microrganismos patogênicos e água, além de conter substâncias que inibem a proliferação de bactérias e fungos.

Apesar de sua importância, muitas pessoas recorrem ao uso de cotonetes ou hastes flexíveis para tentar “limpar” o canal auditivo, acreditando que estão fazendo um favor à saúde. Segundo otorrinolaringologistas, essa prática é não apenas desnecessária como também perigosa. As hastes flexíveis não são projetadas para uso dentro do canal auditivo e o próprio fabricante costuma alertar para isso nas embalagens.

Por que a cera é fundamental e o que acontece quando ela é retirada

O cerume se forma na parte externa do canal auditivo com a combinação de secreções oleosas, células da pele e sujeira natural. Esse processo não é um “defeito”, mas sim uma proteção contínua. Quando a cera é removida de forma excessiva, a proteção natural é comprometida, deixando o ouvido vulnerável à entrada de bactérias e fungos e aumentando o risco de infecções dolorosas, como a otite externa.

Além disso, a pele dentro do canal auditivo é extremamente delicada. A fricção de cotonetes pode causar microtraumas e lesões, que por sua vez facilitam infecções ou inflamações. Em casos mais graves, objetos inadequados podem perfurar o tímpano ou atingir estruturas sensíveis, levando a dores intensas, sangramento e até perda auditiva temporária ou permanente.


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Os riscos ocultos do hábito comum

Médicos e pesquisas internacionais alertam para vários problemas decorrentes do uso de cotonetes dentro do canal auditivo:

  • Compactação da cera: em vez de removê-la, a haste muitas vezes empurra a cera para dentro, formando tampões que bloqueiam o som e dificultam a audição.
  • Risco de infecções: objetos inseridos profundamente podem introduzir bactérias ou fungos no canal, especialmente se houver feridas ou irritação na pele.
  • Perda auditiva e lesões no tímpano: a perfuração da membrana timpânica é uma complicação grave relatada por otorrinos, que pode resultar em dor intensa e necessidade de tratamento médico.
  • Irritação crônica e coceira: a retirada repetida da cera natural pode gerar ressecamento e coceira, levando à manipulação contínua.

Estudos mostram que a orelha possui um mecanismo natural de autolimpeza: movimentos da mandíbula ao falar ou mastigar ajudam a deslocar a cera para fora, onde ela pode cair por conta própria.

Como limpar corretamente sem riscos

A forma mais segura de manter a higiene dos ouvidos é simples e não invasiva:

  • Limpe somente a parte externa: use um pano macio ou toalha após o banho para secar e remover resíduos visíveis.
  • Evite introduzir objetos no canal auditivo: cotonetes, palitos, grampos ou qualquer outro instrumento rígido ou flexível devem ser mantidos fora do canal.
  • Procure ajuda médica quando necessário: se houver sintomas como dor persistente, zumbido, sensação de ouvido entupido ou perda temporária de audição, um otorrinolaringologista pode avaliar e realizar a remoção segura da cera por meio de métodos apropriados como irrigação ou aspiração.

Para muitas pessoas, especialmente aquelas com acúmulo frequente de cerume, a consulta profissional garante que a remoção seja feita sem riscos adicionais de infecção ou lesão.

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*Com informações de Jornal da Paraíba, Clinica Santa Catarina.

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