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Quase 1% dos idosos têm autismo e muitos só descobrem após os 60 anos

É comum associar o autismo apenas à infância, mas o Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição que acompanha a pessoa por toda a vida. Apesar disso, muitos adultos e idosos só descobrem que estão dentro do espectro décadas depois, quando já enfrentaram inúmeros desafios sem diagnóstico ou acompanhamento adequado.

O TEA é definido como um distúrbio do neurodesenvolvimento que pode impactar o desenvolvimento comportamental, cognitivo, motor e da comunicação. Pessoas dentro do espectro podem apresentar dificuldades na comunicação e na interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais.

Embora os sinais possam ser observados desde a primeira infância e o diagnóstico definitivo seja possível após os 3 anos de idade, nem todos recebem essa identificação precocemente.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com algum grau de TEA. No Brasil, dados do Censo Demográfico de 2022 analisados pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná apontam que a prevalência autodeclarada do transtorno entre pessoas com 60 anos ou mais é de 0,86 por cento, o que representa aproximadamente 306.836 idosos. A taxa é ligeiramente maior entre homens, com 0,94 por cento, em comparação com 0,81 por cento entre mulheres.


Saiba mais: 

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Outro fator que contribui para o cenário é que os diagnósticos de autismo só se popularizaram a partir da década de 1980. Muitos dos idosos de hoje cresceram em um período com pouca informação e sem acompanhamento profissional apropriado.

No caso de idosos o foco costuma ser o fortalecimento da autonomia, a melhoria da convivência social e, em alguns casos, o uso de medicamentos para reduzir sintomas específicos, conforme a necessidade individual.

Especialistas reforçam que ampliar o conhecimento sobre o autismo na vida adulta e na terceira idade é fundamental para garantir qualidade de vida, acesso a tratamento adequado e maior compreensão social sobre uma condição que não desaparece com o tempo.

 

 

 

 

 

*Com informações de Agência Brasil e MedSempre.

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É comum associar o autismo apenas à infância, mas o Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição que acompanha a pessoa por toda a vida. Apesar disso, muitos adultos e idosos só descobrem que estão dentro do espectro décadas depois, quando já enfrentaram inúmeros desafios sem diagnóstico ou acompanhamento adequado.

O TEA é definido como um distúrbio do neurodesenvolvimento que pode impactar o desenvolvimento comportamental, cognitivo, motor e da comunicação. Pessoas dentro do espectro podem apresentar dificuldades na comunicação e na interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais.

Embora os sinais possam ser observados desde a primeira infância e o diagnóstico definitivo seja possível após os 3 anos de idade, nem todos recebem essa identificação precocemente.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com algum grau de TEA. No Brasil, dados do Censo Demográfico de 2022 analisados pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná apontam que a prevalência autodeclarada do transtorno entre pessoas com 60 anos ou mais é de 0,86 por cento, o que representa aproximadamente 306.836 idosos. A taxa é ligeiramente maior entre homens, com 0,94 por cento, em comparação com 0,81 por cento entre mulheres.


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Especialistas reforçam que ampliar o conhecimento sobre o autismo na vida adulta e na terceira idade é fundamental para garantir qualidade de vida, acesso a tratamento adequado e maior compreensão social sobre uma condição que não desaparece com o tempo.

 

 

 

 

 

*Com informações de Agência Brasil e MedSempre.

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