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Quem sofre mais em silêncio? Estudo revela quando homens e mulheres costumam chorar

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Quem sofre mais em silêncio? Estudo revela quando homens e mulheres costumam chorar

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Karl Landsteiner de Ciências da Saúde, na Áustria, trouxe novos dados sobre um comportamento tão humano quanto universal: o choro. O estudo investigou quando homens e mulheres costumam derramar lágrimas e revelou diferenças significativas entre os dois grupos.

Ao longo de um mês, 106 participantes registraram todas as vezes em que choraram, detalhando as causas, a intensidade, a duração do episódio e como se sentiram após o momento emocional. O levantamento teve foco no chamado choro emocional, aquele provocado por sentimentos e experiências pessoais.

Os resultados mostraram que as mulheres choram com mais frequência do que os homens. Em média, elas relataram 5,8 episódios de choro durante o período analisado, enquanto os homens registraram 2,6 ocorrências.

A pesquisa também constatou que o choro feminino tende a durar mais. Enquanto as mulheres permaneceram chorando por cerca de 7,7 minutos, os homens registraram uma média de 3,9 minutos por episódio.


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Motivos diferentes para as lágrimas

Os pesquisadores identificaram que homens e mulheres costumam chorar por razões distintas.

Entre os homens, os episódios de choro estiveram mais associados a sentimentos de desamparo, como doenças, perdas de pessoas próximas e situações emocionalmente impactantes vistas na mídia.

Já entre as mulheres, as lágrimas apareceram com maior frequência em momentos de solidão, conflitos interpessoais e dificuldades em relacionamentos afetivos ou amizades.

Chorar nem sempre traz alívio imediato

Outro dado que chamou atenção foi que os cientistas não encontraram evidências de que o choro proporcione um alívio emocional imediato, como costuma sugerir o senso comum.

Os participantes também relataram como se sentiram 15, 30 e 60 minutos após cada episódio de choro, além de avaliarem seu estado emocional ao final do dia. A análise mostrou que os efeitos positivos nem sempre acontecem logo após as lágrimas.

Além disso, a idade dos participantes não apresentou influência significativa na frequência do choro, indicando que esse comportamento emocional pode estar mais ligado às circunstâncias vividas do que à faixa etária.

Homens e mulheres expressam emoções de formas diferentes, mas ambos utilizam o choro como uma resposta importante diante de situações que provocam sofrimento, perda, solidão ou vulnerabilidade.