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Setembro Amarelo: saiba como a alimentação pode influenciar na saúde mental

O Brasil lidera o ranking mundial em número de casos de ansiedade, com mais de 18 milhões de pessoas afetadas (cerca de 9,3% da população), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). As causas dessa e outras doenças emocionais são diversas. Entre elas genética e fatores biológicos como desequilíbrios químicos no cérebro, fatores psicológicos e de personalidade como traumas e perfeccionismo, e fatores ambientais e sociais como estresse no trabalho, dificuldades financeiras, solidão e abuso de substâncias como álcool e cafeína.

Segundo especialistas, ajuda médica, como consultas psicológicas, exercícios e até a alimentação podem influenciar na saúde mental.

Manuela Marinho, nutricionista e responsável técnica da Clínica-Escola de nutrição da faculdade Uninorte, explica que a alimentação é determinante para o funcionamento do cérebro.

“O que colocamos no prato impacta diretamente no funcionamento do cérebro e na produção de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, que regulam o humor e as emoções. Uma alimentação equilibrada pode ajudar a reduzir ansiedade, estresse e até sintomas de depressão”, explica ela.

E quais alimentos é preciso evitar para manter uma alimentação saudável para o emocional.

“Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gorduras ruins e aditivos, podem piorar o bem-estar emocional. Isso acontece porque eles causam picos de glicose no sangue, seguidos de quedas bruscas de energia, favorecendo irritabilidade, cansaço e até alterações de humor. O excesso de cafeína também pode aumentar a ansiedade e atrapalhar o sono, refletindo no emocional”, detalha ela.

E quais alimentos podem ajudar?

“Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e oleaginosas são aliados do cérebro. Eles fornecem vitaminas do complexo B, magnésio, ômega-3 e antioxidantes que reduzem inflamações e favorecem a produção de serotonina, conhecida como o “hormônio da felicidade”. O chocolate amargo, por exemplo, em pequenas quantidades, também pode dar sensação de prazer e bem-estar“, conta.


Leia também:

Setembro amarelo: ministra alerta para suicídio

Conta luz segue mais cara durante o mês de setembro


Setembro amarelo 

O Setembro Amarelo surgiu em 2015, com a ideia de quebrar tabus, reduzir estigmas, estimular que as pessoas busquem e ofereçam ajuda.

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