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Remédios como ibuprofeno e diclofenaco podem trazer riscos quando usados sem controle

O uso indiscriminado de anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs), um dos grupos de fármacos mais consumidos no Brasil para aliviar dor, febre e inflamações, exige cuidados. Medicamentos populares como Ibuprofeno, Diclofenaco e Ácido acetilsalicílico fazem parte dessa classe e estão presentes em milhões de lares brasileiros. Apesar de muitos serem vendidos sem prescrição médica em farmácias, especialistas alertam que o uso frequente, prolongado ou sem orientação pode provocar efeitos graves à saúde.

Esses medicamentos pertencem ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), indicado para tratar dores, febre e inflamações. Quando utilizados corretamente e por períodos curtos, costumam apresentar baixo risco para a maioria das pessoas. No entanto, estudos apontam que o consumo excessivo ou sem acompanhamento médico pode causar problemas gastrointestinais, danos aos rins, ao fígado e complicações cardiovasculares.

Em alguns países, como França e Singapura, autoridades de saúde adotam regras mais rígidas para a venda e o uso desses medicamentos devido aos riscos associados ao consumo indiscriminado. No Brasil, a venda é permitida, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda cautela e orienta que anti-inflamatórios sejam utilizados preferencialmente com orientação médica.

(Foto: Freepik)

A venda de anti-inflamatório não esteroidal é liberado por ser classificado como medicamento isento de prescrição, conhecidos como MIPs, eles são indicados apenas para tratar sintomas leves e por períodos curtos, o que também incentiva o paciente a não procurar ajuda e se medicar em casa.


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Segundo especialistas, o anti-inflamatório não esteroidal atua como analgésico, antitérmico e anti-inflamatório, sendo prescrito tanto para adultos quanto para crianças em situações específicas. Porém, o uso frequente ou em doses inadequadas pode levar a problemas como sangramentos, insuficiência renal, danos ao fígado e complicações cardíacas.

(Foto: reprodução)

Há também situações em que o medicamento deve ser evitado. Pacientes com suspeita de doenças virais ou infecciosas podem ter sintomas mascarados pelo efeito do anti-inflamatório, o que pode dificultar o diagnóstico correto e atrasar o tratamento adequado.

Em casos de suspeita de Dengue, por exemplo, o anti-inflamatório não esteroidal não é recomendado. O mesmo ocorre com o Ácido acetilsalicílico, já que esses medicamentos podem aumentar o risco de sangramentos.

Profissionais de saúde reforçam que a automedicação pode levar à intoxicação, ao uso inadequado de doses e até a complicações graves. Por isso, a recomendação é procurar orientação médica sempre que houver dúvidas ou quando os sintomas persistirem.

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(Foto: Freepik)

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