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Uso de óculos em crianças cresce com aumento da exposição a celulares e tablets

O uso de óculos na infância tem se tornado cada vez mais comum, resultado do aumento do tempo de exposição a celulares e tablets. Em muitos casos, porém, a criança não demonstra claramente que está com dificuldade para enxergar, e a necessidade de correção só é confirmada após avaliação com o oftalmologista.

A oftalmologista Roseane da Silva Pavan, explica que o problema muitas vezes é percebido primeiro na escola. Entre os sinais que devem chamar a atenção dos pais estão: apertar os olhos para enxergar de longe, fechar um dos olhos para tentar focar, dores de cabeça frequentes (principalmente em idade escolar e após o período letivo), olhos vermelhos e irritados, coceira intensa e piscar em excesso.

Oftalmologista Roseane da Silva Pavan (Foto: Divulgação)

“Olho de gato” em fotos pode indicar alerta

O oftalmologista Armando Nogueira da Cruz Filho orienta que pais de crianças muito pequenas e não verbais observem as fotos.

“O sinal mais importante que os pais podem procurar é em fotos, se em uma das pupilas o reflexo está mais claro do que no outro lado ou nos dois, chamamos comumente de olho de gato. Qualquer desalinhamento dos olhos, ou suspeita de estrabismo deve ser investigado, de preferência antes dos 2 anos”, destaca.

Oftalmologista Armando Nogueira da Cruz Filho (Foto: Divulgação)

Consultas regulares: exames desde os 6 meses

Os especialistas reforçam que, assim como a criança vai ao pediatra, também deve visitar o oftalmologista. A recomendação é iniciar o acompanhamento a partir dos seis meses de vida, com exames em diferentes fases do desenvolvimento.

Armando lembra ainda a importância do “teste do olhinho”, adotado como triagem neonatal e obrigatório em Santa Catarina e em vários estados. Depois, o ideal é um exame completo aos seis meses, 1 ano, 1 ano e seis meses e aos 2 anos, e, a partir daí, o acompanhamento passa a ser individualizado conforme cada caso.

Teste do Olhinho (Foto: Reprodução/Instituto de Olhos da Amazônia)

Histórico familiar aumenta risco de miopia

Outro ponto de atenção é a genética. Segundo Armando, quando um dos pais é míope, a chance de a criança também ser aumenta três vezes; quando ambos são míopes, sobe para sete vezes. Por isso, famílias com histórico de miopia, grau alto ou doenças oculares (como ceratocone, glaucoma e estrabismo) devem redobrar a vigilância e manter o acompanhamento.

Casos mais comuns na infância

Entre as ocorrências mais frequentes em crianças, os profissionais citam hipermetropia, estrabismo e alergias associadas a infecções respiratórias. Armando chama atenção para um problema comum em bebês: o entupimento do canal lacrimal, que precisa ser tratado antes do primeiro ano. Ele alerta que, quando o encaminhamento acontece tarde, a resolução pode ficar mais difícil.

Roseane reforça que a prevenção é essencial: quanto mais cedo a criança é avaliada, mais cedo vem o diagnóstico e mais fácil tende a ser o tratamento, reduzindo riscos de complicações futuras.

“Seja qual for o tipo de grau, quanto antes for identificado, melhor para a criança”, aponta o oftalmologista.

Telas podem favorecer miopia e antecipar o problema

Os especialistas destacam que já há evidências de que o uso excessivo de telas pode desencadear miopia mesmo sem predisposição genética, além de antecipar o quadro em crianças com histórico familiar. Armando explica que manter a tela muito próxima, em torno de 15 centímetros, pode forçar mudanças que favorecem o alongamento do globo ocular, associado à miopia.

A orientação é evitar contato com celular e tablet até os 2 anos. Depois dessa fase, o uso deve ser gradual, com intervalos e distância adequada.

(Foto: Reprodução/Forbes Brasil)

O que pode ajudar?

Além das consultas, os profissionais sugerem atividades ao ar livre e exposição solar (com cuidados adequados), além de trocar telas pequenas por alternativas maiores. A recomendação é simples: se a criança for assistir a um vídeo, por exemplo, preferir televisão ou computador em vez do celular, por ser menos danoso aos olhos.

Estudos indicam que, até 2050, metade da população mundial poderá ser míope, em um cenário associado ao crescimento digital, intensificado durante a pandemia, quando muitas crianças passaram a usar telas com mais frequência para acompanhar aulas.

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O uso de óculos na infância tem se tornado cada vez mais comum, resultado do aumento do tempo de exposição a celulares e tablets. Em muitos casos, porém, a criança não demonstra claramente que está com dificuldade para enxergar, e a necessidade de correção só é confirmada após avaliação com o oftalmologista.

A oftalmologista Roseane da Silva Pavan, explica que o problema muitas vezes é percebido primeiro na escola. Entre os sinais que devem chamar a atenção dos pais estão: apertar os olhos para enxergar de longe, fechar um dos olhos para tentar focar, dores de cabeça frequentes (principalmente em idade escolar e após o período letivo), olhos vermelhos e irritados, coceira intensa e piscar em excesso.

Oftalmologista Roseane da Silva Pavan (Foto: Divulgação)

“Olho de gato” em fotos pode indicar alerta

O oftalmologista Armando Nogueira da Cruz Filho orienta que pais de crianças muito pequenas e não verbais observem as fotos.

“O sinal mais importante que os pais podem procurar é em fotos, se em uma das pupilas o reflexo está mais claro do que no outro lado ou nos dois, chamamos comumente de olho de gato. Qualquer desalinhamento dos olhos, ou suspeita de estrabismo deve ser investigado, de preferência antes dos 2 anos”, destaca.

Oftalmologista Armando Nogueira da Cruz Filho (Foto: Divulgação)

Consultas regulares: exames desde os 6 meses

Os especialistas reforçam que, assim como a criança vai ao pediatra, também deve visitar o oftalmologista. A recomendação é iniciar o acompanhamento a partir dos seis meses de vida, com exames em diferentes fases do desenvolvimento.

Armando lembra ainda a importância do “teste do olhinho”, adotado como triagem neonatal e obrigatório em Santa Catarina e em vários estados. Depois, o ideal é um exame completo aos seis meses, 1 ano, 1 ano e seis meses e aos 2 anos, e, a partir daí, o acompanhamento passa a ser individualizado conforme cada caso.

Teste do Olhinho (Foto: Reprodução/Instituto de Olhos da Amazônia)

Histórico familiar aumenta risco de miopia

Outro ponto de atenção é a genética. Segundo Armando, quando um dos pais é míope, a chance de a criança também ser aumenta três vezes; quando ambos são míopes, sobe para sete vezes. Por isso, famílias com histórico de miopia, grau alto ou doenças oculares (como ceratocone, glaucoma e estrabismo) devem redobrar a vigilância e manter o acompanhamento.

Casos mais comuns na infância

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“Seja qual for o tipo de grau, quanto antes for identificado, melhor para a criança”, aponta o oftalmologista.

Telas podem favorecer miopia e antecipar o problema

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A orientação é evitar contato com celular e tablet até os 2 anos. Depois dessa fase, o uso deve ser gradual, com intervalos e distância adequada.

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