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Visualizado e sem resposta? O silêncio no WhatsApp pode gerar ansiedade e sentimento de rejeição; entenda

Não é de hoje que pesquisas sociais ligadas ao uso intenso das redes sociais vêm sendo associados a ansiedade e depressão. Um estudo recente publicado pelo Tech Tudo mostra que o simples ato de enviar uma mensagem pelo APP de mensagens Whatsapp e não ter uma resposta, pode desencadear sintomas de rejeição social.

Segundo especialistas, a reação tem base neurobiológica e está ligada à forma como o cérebro interpreta a quebra de expectativa nas interações digitais. Segundo a psicóloga Ana Carolina Silva Rodrigues e o psiquiatra Rafael Ferreira Simões, o cérebro busca previsibilidade para se sentir seguro. Quando alguém visualiza uma mensagem e não responde, o sistema nervoso entra em estado de alerta, elevando a ansiedade.

Estudos científicos reforçam essa percepção. Pesquisa publicada na revista Science, conduzida pela pesquisadora Naomi Eisenberger, mostrou que a exclusão social ativa áreas cerebrais semelhantes às da dor física. Ou seja, mesmo no ambiente digital, o cérebro reage como se estivesse diante de uma ameaça real ao vínculo social.

Além do aspecto emocional, há um componente químico. A ausência de resposta interrompe o chamado ciclo de recompensa da dopamina, mecanismo associado à expectativa de retorno, e pode elevar o cortisol, hormônio ligado ao estresse. O conceito de “recompensa variável”, descrito pelo psicólogo B. F. Skinner, explica por que respostas imprevisíveis estimulam a checagem constante do aplicativo.


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Recursos como confirmação de leitura e “visto por último”, presentes no WhatsApp, por exemplo, transformam pausas naturais em indicadores visíveis, o que pode intensificar interpretações negativas. Sem elementos como tom de voz e expressão facial, o cérebro tende a preencher lacunas com suposições, muitas vezes pessimistas.

Especialistas alertam que nem todo atraso significa desinteresse ou agressividade. Embora o silêncio possa ser usado de forma estratégica em alguns casos, a maioria das ausências está ligada à rotina fora das telas. Para os profissionais, o principal desafio é evitar a personalização automática do silêncio.

A orientação é adotar expectativas mais realistas sobre o tempo de resposta e compreender que a ausência de mensagem não define valor pessoal. Em um cenário de hiperconectividade, interpretar com cautela pode reduzir a ansiedade gerada pelas interações digitais.

(*) Com informações do Tech Tudo

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Não é de hoje que pesquisas sociais ligadas ao uso intenso das redes sociais vêm sendo associados a ansiedade e depressão. Um estudo recente publicado pelo Tech Tudo mostra que o simples ato de enviar uma mensagem pelo APP de mensagens Whatsapp e não ter uma resposta, pode desencadear sintomas de rejeição social.

Segundo especialistas, a reação tem base neurobiológica e está ligada à forma como o cérebro interpreta a quebra de expectativa nas interações digitais. Segundo a psicóloga Ana Carolina Silva Rodrigues e o psiquiatra Rafael Ferreira Simões, o cérebro busca previsibilidade para se sentir seguro. Quando alguém visualiza uma mensagem e não responde, o sistema nervoso entra em estado de alerta, elevando a ansiedade.

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