As equipes de emergência que atuam na região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, enfrentam um novo alerta neste domingo (30), após enchentes e deslizamentos deixarem pelo menos 804 mortos. Do total, 788 vítimas foram registradas no Nepal e 16 no lado chinês.
Além das mortes, mais de 3 mil pessoas continuam desaparecidas. As buscas avançam em meio à chuva, à lama e aos escombros, mas o risco de novos alagamentos aumenta a preocupação das autoridades.
Um dos principais pontos de atenção é a formação de um lago em uma área elevada da fronteira entre Nepal e China. Embora o volume de água tenha diminuído, um novo deslizamento identificado a cerca de 2,8 quilômetros do local pode formar uma barreira e represar novamente a água.
As autoridades nepalesas também emitiram alertas para moradores de áreas próximas aos rios depois que o nível do rio Bhotekoshi voltou a subir. Equipes de emergência permanecem mobilizadas diante da possibilidade de novas inundações e movimentos de terra.
O desastre começou na quarta-feira (26), quando uma grande quantidade de água, gelo, rochas e detritos atingiu vales e comunidades do Himalaia. A região norte do Nepal e o condado de Gyirong, no Tibete, estão entre as áreas mais afetadas.
Saiba mais:
Toffoli adia julgamento de Renan Santos após apontar indícios de irregularidades
Propaganda na internet lidera denúncias eleitorais no Amazonas
As operações de resgate continuam prejudicadas pela destruição de estradas e pontes e pela dificuldade de acesso às comunidades isoladas. Cerca de 100 trabalhadores de projetos hidrelétricos também podem estar presos em túneis no Nepal.
A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas tenham sido afetadas pelo desastre. Além das vítimas, a infraestrutura dos dois lados da fronteira sofreu grandes danos, com hidrelétricas, estradas, pontes e estruturas de fronteira atingidas.
A origem da tragédia passou a ser associada ao colapso de uma geleira e de uma estrutura rochosa no Himalaia, que teria liberado uma grande quantidade de água, gelo e detritos em direção aos vales.
Enquanto as equipes tentam localizar os desaparecidos e identificar os corpos encontrados, autoridades mantêm o alerta para novas chuvas, deslizamentos e possíveis enchentes na região.
