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Conheça o visto de trabalho que pode custar mais de US$ 100 mil nos EUA

O visto H-1B, uma das principais portas de entrada de profissionais estrangeiros qualificados nos Estados Unidos, está no centro de uma nova disputa envolvendo o governo Donald Trump, empresas e setores de tecnologia. Criado em 1990, o programa permite que companhias americanas contratem trabalhadores de outros países para ocupar vagas especializadas.

O que chama atenção agora é o salto no custo do visto. A taxa, que tradicionalmente ficava entre US$ 2 mil e US$ 5 mil, foi elevada para US$ 100 mil no ano passado. O Departamento de Segurança Interna dos EUA propôs transformar a cobrança em permanente e fixá-la em US$ 103.265.

A medida pode atingir diretamente empresas que dependem de mão de obra estrangeira, especialmente nos setores de tecnologia, consultoria e serviços especializados.

Por que o H-1B é tão importante?

O programa é utilizado principalmente para contratar profissionais altamente qualificados, com forte presença de trabalhadores da Índia e da China. Grandes empresas de tecnologia e consultorias estão entre as principais patrocinadoras.

O sistema prevê 65 mil vistos por ano, além de uma cota adicional de 20 mil destinada a profissionais com mestrado ou doutorado obtidos nos EUA. O visto geralmente é concedido por três anos e pode ser renovado por até seis anos.

Defensores do programa afirmam que ele ajuda empresas a preencher vagas para as quais há escassez de profissionais americanos. Críticos, por outro lado, acusam companhias de utilizarem trabalhadores estrangeiros para reduzir custos salariais.

Medida enfrenta batalha judicial

O aumento da taxa provocou uma série de ações na Justiça americana. Um tribunal federal chegou a considerar ilegal a cobrança de US$ 100 mil e impedir sua aplicação, enquanto recursos e outros processos continuam em andamento.

Empresas, sindicatos, grupos empresariais e governos estaduais também questionam diferentes aspectos da política.

Até o fim de fevereiro, cerca de 70 empregadores haviam pago a taxa de US$ 100 mil para 85 solicitações, segundo documentos judiciais citados no material.


Leia mais

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EUA suspendem entrevistas de vistos de imigração em todo o mundo


Trump também endurece análise dos candidatos

Além do aumento do custo, a administração Trump ampliou a fiscalização dos candidatos ao H-1B.

O Departamento de Estado determinou análises mais detalhadas dos perfis dos solicitantes, incluindo informações profissionais disponíveis no LinkedIn e currículos. A medida passou a dar atenção especial a candidatos que possam ter participado de ações consideradas relacionadas à censura ou à restrição da liberdade de expressão.

As mudanças já influenciam estratégias empresariais. Algumas grandes companhias que utilizam o programa, como o Google, vêm ampliando operações na Índia, em um cenário de maior dificuldade para contratar profissionais estrangeiros nos Estados Unidos.

O impacto pode ir além da imigração

A disputa em torno do H-1B tem implicações que ultrapassam a política migratória. O programa está diretamente ligado à competitividade das empresas americanas e à disponibilidade de profissionais especializados.

Para seus defensores, encarecer o visto pode dificultar o preenchimento de vagas em setores que dependem de mão de obra internacional. Para críticos, a medida pode pressionar empresas a priorizar trabalhadores americanos.

Enquanto a Justiça analisa a legalidade da cobrança e o governo discute sua permanência, o H-1B se tornou um dos símbolos da política mais restritiva de imigração adotada pela administração Trump, com potencial para alterar a forma como empresas americanas recrutam talentos estrangeiros.

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O visto H-1B, uma das principais portas de entrada de profissionais estrangeiros qualificados nos Estados Unidos, está no centro de uma nova disputa envolvendo o governo Donald Trump, empresas e setores de tecnologia. Criado em 1990, o programa permite que companhias americanas contratem trabalhadores de outros países para ocupar vagas especializadas.

O que chama atenção agora é o salto no custo do visto. A taxa, que tradicionalmente ficava entre US$ 2 mil e US$ 5 mil, foi elevada para US$ 100 mil no ano passado. O Departamento de Segurança Interna dos EUA propôs transformar a cobrança em permanente e fixá-la em US$ 103.265.

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Empresas, sindicatos, grupos empresariais e governos estaduais também questionam diferentes aspectos da política.

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