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Brasil envia embaixadora à posse de Nicolás Maduro, diz site

O Brasil decidiu manter a presença da embaixadora Glivânia Maria de Oliveira na posse de Nicolás Maduro, que ocorre nesta sexta-feira (10/01) em Caracas. A decisão foi confirmada por fontes diplomáticas e marca uma postura de relação “protocolar”, sem interlocução próxima entre os altos escalões dos dois países. O evento ocorre em um contexto de tensão política na Venezuela, agravado pela recente crise eleitoral.

Nicolás Maduro assume seu terceiro mandato após eleições realizadas em 28 de julho, cujos resultados foram amplamente contestados pela oposição venezuelana e pela comunidade internacional. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) declarou Maduro vencedor com mais de 50% dos votos, mas não apresentou as atas eleitorais detalhando os resultados por mesa de votação.

A oposição, liderada por María Corina Machado, divulgou atas próprias que supostamente confirmam a vitória do ex-diplomata Edmundo González, com cerca de 70% dos votos. Em resposta, o Ministério Público da Venezuela abriu uma investigação contra González, alegando usurpação de funções do poder eleitoral. Após três intimações e um mandado de prisão emitido, González pediu asilo na Espanha em setembro.

Desde o início do processo eleitoral, a repressão contra opositores se intensificou. Dados de organizações de direitos humanos indicam que pelo menos 2.400 pessoas foram presas e 24 morreram em decorrência de conflitos relacionados às eleições.

María Corina Machado, uma das principais vozes da oposição, também enfrentou represálias. Na véspera da posse de Maduro, rumores de sua prisão geraram preocupação internacional, mas ela foi liberada horas depois. O regime de Maduro negou a prisão, embora não tenha esclarecido as circunstâncias de sua detenção temporária.


Saiba mais:


Postura do Brasil e aliados internacionais

O Brasil segue uma linha semelhante a de países como Colômbia, que também optaram por enviar representantes diplomáticos para o evento, evitando maior envolvimento com o regime.

Após as eleições contestadas, Brasil, Colômbia e México buscaram intermediar um diálogo entre Maduro e a oposição, mas as negociações não avançaram. A relação entre Brasil e Venezuela continua estremecida, especialmente após a exclusão da Venezuela dos BRICS e a falta de reconhecimento oficial do resultado eleitoral por parte do governo brasileiro.

*Com informações de CNN

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O Brasil decidiu manter a presença da embaixadora Glivânia Maria de Oliveira na posse de Nicolás Maduro, que ocorre nesta sexta-feira (10/01) em Caracas. A decisão foi confirmada por fontes diplomáticas e marca uma postura de relação “protocolar”, sem interlocução próxima entre os altos escalões dos dois países. O evento ocorre em um contexto de tensão política na Venezuela, agravado pela recente crise eleitoral.

Nicolás Maduro assume seu terceiro mandato após eleições realizadas em 28 de julho, cujos resultados foram amplamente contestados pela oposição venezuelana e pela comunidade internacional. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) declarou Maduro vencedor com mais de 50% dos votos, mas não apresentou as atas eleitorais detalhando os resultados por mesa de votação.

A oposição, liderada por María Corina Machado, divulgou atas próprias que supostamente confirmam a vitória do ex-diplomata Edmundo González, com cerca de 70% dos votos. Em resposta, o Ministério Público da Venezuela abriu uma investigação contra González, alegando usurpação de funções do poder eleitoral. Após três intimações e um mandado de prisão emitido, González pediu asilo na Espanha em setembro.

Desde o início do processo eleitoral, a repressão contra opositores se intensificou. Dados de organizações de direitos humanos indicam que pelo menos 2.400 pessoas foram presas e 24 morreram em decorrência de conflitos relacionados às eleições.

María Corina Machado, uma das principais vozes da oposição, também enfrentou represálias. Na véspera da posse de Maduro, rumores de sua prisão geraram preocupação internacional, mas ela foi liberada horas depois. O regime de Maduro negou a prisão, embora não tenha esclarecido as circunstâncias de sua detenção temporária.


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Após as eleições contestadas, Brasil, Colômbia e México buscaram intermediar um diálogo entre Maduro e a oposição, mas as negociações não avançaram. A relação entre Brasil e Venezuela continua estremecida, especialmente após a exclusão da Venezuela dos BRICS e a falta de reconhecimento oficial do resultado eleitoral por parte do governo brasileiro.

*Com informações de CNN

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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