A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele receba o presidente da Argentina, Javier Milei, em sua residência. A visita está prevista para sábado (25/7), às 16h (horário de Brasília).
Além de Milei, a delegação argentina deverá ser formada pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno; pela secretária-geral da Presidência, Karina Milei; e pelo intérprete Enrique Luis de Boero Baby. O encontro dependerá de autorização judicial devido às restrições impostas pela prisão domiciliar de Bolsonaro.
No pedido, os advogados argumentam que a visita de um chefe de Estado estrangeiro foi comunicada previamente, terá curta duração e permanecerá submetida ao controle da Justiça. A defesa também sustenta que a restrição às visitas foi determinada por razões médicas de caráter temporário.
Na semana passada, Milei anunciou que viajaria ao Brasil no fim de julho para encontrar Bolsonaro em Brasília.
“Irei a Brasília visitar Jair Bolsonaro”, declarou o presidente argentino durante entrevista a uma emissora de rádio do país.
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Prisão domiciliar foi prorrogada
A prisão domiciliar de Bolsonaro foi prorrogada no início deste mês pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em razão do estado de saúde do ex-presidente. Na decisão, o magistrado considerou que Bolsonaro apresentou melhora clínica tanto em relação à broncopneumonia aspirativa quanto ao quadro geral de suas comorbidades.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. Embora a pena tenha sido fixada inicialmente em regime fechado, o ex-presidente permanece em prisão domiciliar por autorização judicial.
