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Coreia do Sul comunica que Coreia do Norte prepara mais tropas e armas para Rússia

Nesta segunda-feira (23/12), as forças militares da Coreia do Sul disseram ter detectado sinais de que a Coreia do Norte se prepara para enviar mais tropas e armas, incluindo drones suicidas, para a Rússia, num novo apoio na guerra contra a Ucrânia.

Conforme o Estado-Maior Conjunto de Seul, Pyongyang já forneceu lançadores de rockets de 240mm e obuses de 170mm, estando agora a preparar-se para produzir mais drones suicidas para serem enviados para a Rússia.

“A produção de drones suicidas é uma das tarefas nas quais [o presidente norte-coreano] Kim Jong-un se tem focado”, declarou o Estado-Maior.

Estes dispositivos combinam as características de drones e mísseis, sendo projetados para sobrevoar determinada área em busca de um alvo específico, colidindo contra o mesmo e ficando destruídos com o impacto.

O líder norte-coreano salientou em novembro a necessidade da “sua produção em massa rápida e em grande escala”.

Os militares sul-coreanos acreditam que a Coreia do Norte está a tentar modernizar as suas capacidades de guerra convencional com a assistência russa, com base na sua experiência de combate contra as forças ucranianas.

“Isto pode levar a um aumento da ameaça militar do Norte contra nós”, disse o Estado-maior.

“Com o apoio da Rússia, a Coreia do Norte tentará provavelmente realizar várias provocações estratégicas no próximo ano, como o lançamento de mísseis balísticos intercontinentais e a realização de um teste nuclear para aumentar o seu poder negocial com os Estados Unidos”, acrescentou.

 

Mais de mil soldados norte-coreanos mortos

Kim Jong-un terá enviado cerca de 12 mil soldados para a Rússia, segundo dados avançados pela Coreia do Sul, Estados Unidos e Ucrânia. Seul adiantou que pelo menos 1.100 desses soldados foram mortos ou feridos na guerra, a maioria na cidade russa de Kursk.

“Estimamos que as tropas norte-coreanas, que entraram recentemente em combate contra as forças ucranianas, tenham sofrido aproximadamente 1.100 baixas”, indicou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

Na quarta-feira, o comandante-chefe do exército ucraniano, Oleksandre Syrsky, afirmou que “durante três dias, o inimigo tem conduzido intensas operações ofensivas na região de Kursk, utilizando ativamente unidades do exército norte-coreano”, acrescentando que estas últimas já tinham “sofrido pesadas perdas”.

Confrontada com a invasão de Moscovo há quase três anos, a Ucrânia lançou uma ofensiva surpresa na região russa de Kursk no início de agosto, a maior ofensiva em território russo desde a Segunda Guerra Mundial, e ainda controla uma pequena parte deste território.


Saiba mais: 

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A Rússia e a Coreia do Norte assinaram um acordo de defesa mútua, que entrou em vigor no início de dezembro, de acordo com a diplomacia russa. O acordo prevê “assistência militar imediata” em caso de agressão armada por parte de países terceiros.

 

 

Com informações de RTP Notícias.

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Nesta segunda-feira (23/12), as forças militares da Coreia do Sul disseram ter detectado sinais de que a Coreia do Norte se prepara para enviar mais tropas e armas, incluindo drones suicidas, para a Rússia, num novo apoio na guerra contra a Ucrânia.

Conforme o Estado-Maior Conjunto de Seul, Pyongyang já forneceu lançadores de rockets de 240mm e obuses de 170mm, estando agora a preparar-se para produzir mais drones suicidas para serem enviados para a Rússia.

“A produção de drones suicidas é uma das tarefas nas quais [o presidente norte-coreano] Kim Jong-un se tem focado”, declarou o Estado-Maior.

Estes dispositivos combinam as características de drones e mísseis, sendo projetados para sobrevoar determinada área em busca de um alvo específico, colidindo contra o mesmo e ficando destruídos com o impacto.

O líder norte-coreano salientou em novembro a necessidade da “sua produção em massa rápida e em grande escala”.

Os militares sul-coreanos acreditam que a Coreia do Norte está a tentar modernizar as suas capacidades de guerra convencional com a assistência russa, com base na sua experiência de combate contra as forças ucranianas.

“Isto pode levar a um aumento da ameaça militar do Norte contra nós”, disse o Estado-maior.

“Com o apoio da Rússia, a Coreia do Norte tentará provavelmente realizar várias provocações estratégicas no próximo ano, como o lançamento de mísseis balísticos intercontinentais e a realização de um teste nuclear para aumentar o seu poder negocial com os Estados Unidos”, acrescentou.

 

Mais de mil soldados norte-coreanos mortos

Kim Jong-un terá enviado cerca de 12 mil soldados para a Rússia, segundo dados avançados pela Coreia do Sul, Estados Unidos e Ucrânia. Seul adiantou que pelo menos 1.100 desses soldados foram mortos ou feridos na guerra, a maioria na cidade russa de Kursk.

“Estimamos que as tropas norte-coreanas, que entraram recentemente em combate contra as forças ucranianas, tenham sofrido aproximadamente 1.100 baixas”, indicou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

Na quarta-feira, o comandante-chefe do exército ucraniano, Oleksandre Syrsky, afirmou que “durante três dias, o inimigo tem conduzido intensas operações ofensivas na região de Kursk, utilizando ativamente unidades do exército norte-coreano”, acrescentando que estas últimas já tinham “sofrido pesadas perdas”.

Confrontada com a invasão de Moscovo há quase três anos, a Ucrânia lançou uma ofensiva surpresa na região russa de Kursk no início de agosto, a maior ofensiva em território russo desde a Segunda Guerra Mundial, e ainda controla uma pequena parte deste território.


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Com informações de RTP Notícias.

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