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Criador do Telegram pode pegar prisão perpétua por suposto apoio ao terrorismo

O fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, foi acusado por autoridades russas de suposto apoio ao terrorismo. O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) colocou o empresário em uma lista de procurados internacionais e afirmou que o aplicativo foi usado para organizar atividades criminosas, incluindo sabotagens e ataques contra autoridades.

O que diz o FSB

Segundo o FSB, grupos ligados à Ucrânia usam o Telegram para atividades ilegais, e o aplicativo não teria removido canais, chats e bots utilizados por grupos ligados à inteligência ucraniana e à organizações classificadas como extremistas pela Rússia. O órgão também afirmou que um chatbot de relacionamento dentro do aplicativo teria sido usado para atrair cidadãos russos para atividades criminosas, resultando na prisão de 46 pessoas.


Leia mais:

Veja dicas e truques para uso do Telegram

Governo da Rússia autoriza criação de aplicativo de mensagens estatal para combater Telegram e Whatsapp


Outras investigações contra Durov

Durov e o Telegram também são investigados por outros países. Em 2024, o executivo foi preso na França no âmbito de uma investigação sobre crimes envolvendo tráfico de drogas e distribuição de material de abuso sexual infantil por usuários do aplicativo. Após o período sob investigação, Durov retornou a Dubai em 2025, mas segue sendo investigado pelas autoridades francesas e prestou novos depoimentos em julho de 2026.

Caso seja condenado pelas autoridades russas, Durov pode receber pena de prisão perpétua. Segundo sua defesa, as autoridades russas estariam fabricando pretextos para restringir a plataforma e suprimir a privacidade e a liberdade de expressão.

Histórico de tensões com a Rússia

O Telegram soma mais de 1 bilhão de usuários no mundo e já enfrentou tentativas de bloqueio na Rússia. O governo de Vladimir Putin tem buscado aumentar o controle sobre a internet no país, bloqueando plataformas estrangeiras e fiscalizando conteúdos online. Entre 2018 e 2020, o governo russo tentou impedir o funcionamento do aplicativo no país, mas não conseguiu interromper totalmente o acesso dos usuários.

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O fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, foi acusado por autoridades russas de suposto apoio ao terrorismo. O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) colocou o empresário em uma lista de procurados internacionais e afirmou que o aplicativo foi usado para organizar atividades criminosas, incluindo sabotagens e ataques contra autoridades.

O que diz o FSB

Segundo o FSB, grupos ligados à Ucrânia usam o Telegram para atividades ilegais, e o aplicativo não teria removido canais, chats e bots utilizados por grupos ligados à inteligência ucraniana e à organizações classificadas como extremistas pela Rússia. O órgão também afirmou que um chatbot de relacionamento dentro do aplicativo teria sido usado para atrair cidadãos russos para atividades criminosas, resultando na prisão de 46 pessoas.


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Durov e o Telegram também são investigados por outros países. Em 2024, o executivo foi preso na França no âmbito de uma investigação sobre crimes envolvendo tráfico de drogas e distribuição de material de abuso sexual infantil por usuários do aplicativo. Após o período sob investigação, Durov retornou a Dubai em 2025, mas segue sendo investigado pelas autoridades francesas e prestou novos depoimentos em julho de 2026.

Caso seja condenado pelas autoridades russas, Durov pode receber pena de prisão perpétua. Segundo sua defesa, as autoridades russas estariam fabricando pretextos para restringir a plataforma e suprimir a privacidade e a liberdade de expressão.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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