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Crise migratória: 67 morrem em travessia para território espanhol

O número de mortos durante a entrada em massa de migrantes em Ceuta subiu para 67, segundo balanço divulgado pelo Ministério do Interior da Espanha neste sábado (1º/8). Parte das vítimas morreu no mar, enquanto outras perderam a vida durante a tentativa de atravessar o quebra-mar e a cerca que separam o território espanhol do Marrocos.

Cerca de 50 mil pessoas entraram em Ceuta por terra e pelo mar entre quinta-feira (30) e sexta-feira (31), em um movimento sem precedentes na fronteira terrestre entre a União Europeia e o continente africano. O fluxo levou o governo espanhol a mobilizar militares, reforçar o policiamento e ampliar as operações marítimas na região.

O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, esteve em Ceuta neste sábado para acompanhar a resposta à crise. Segundo ele, as entradas praticamente cessaram durante a madrugada, mas o reforço militar e policial será mantido enquanto houver risco de novas tentativas.

Mais de 48 mil migrantes retornaram ao Marrocos em um intervalo de 48 horas, de acordo com as autoridades espanholas. O governo informou ainda que as pessoas que permanecerem irregularmente em Ceuta não poderão seguir para a Espanha continental nem para outros países do Espaço Schengen.


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A maioria das entradas ocorreu pela costa próxima à cidade marroquina de Fnideq, também chamada de Castillejos em espanhol. Pequenos grupos ainda tentaram alcançar Ceuta neste sábado, mas as forças de segurança marroquinas reforçaram o controle da região.

A crise também provocou repercussão na União Europeia. Ministros do Interior do bloco devem se reunir por videoconferência na terça-feira para discutir uma resposta coordenada e medidas de proteção das fronteiras externas.

Ceuta e Melilla são cidades autônomas espanholas situadas no norte da África e reivindicadas pelo Marrocos. A localização transforma os dois territórios em pontos recorrentes de entrada de migrantes que pretendem chegar à Europa

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O número de mortos durante a entrada em massa de migrantes em Ceuta subiu para 67, segundo balanço divulgado pelo Ministério do Interior da Espanha neste sábado (1º/8). Parte das vítimas morreu no mar, enquanto outras perderam a vida durante a tentativa de atravessar o quebra-mar e a cerca que separam o território espanhol do Marrocos.

Cerca de 50 mil pessoas entraram em Ceuta por terra e pelo mar entre quinta-feira (30) e sexta-feira (31), em um movimento sem precedentes na fronteira terrestre entre a União Europeia e o continente africano. O fluxo levou o governo espanhol a mobilizar militares, reforçar o policiamento e ampliar as operações marítimas na região.

O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, esteve em Ceuta neste sábado para acompanhar a resposta à crise. Segundo ele, as entradas praticamente cessaram durante a madrugada, mas o reforço militar e policial será mantido enquanto houver risco de novas tentativas.

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