A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (28/9) o registro do Kyinsu, novo medicamento para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2. A caneta combina insulina icodeca e semaglutida em uma única solução injetável de aplicação semanal. O registro foi publicado no Diário Oficial da União e tem validade até setembro de 2036.
O medicamento é indicado para pacientes que não conseguem controlar adequadamente a glicemia com insulina basal ou com agonistas do receptor de GLP-1. O tratamento deve ser associado à dieta, à prática de exercícios e, quando indicado, a medicamentos antidiabéticos orais.
Dois princípios ativos em uma única aplicação
A principal novidade do Kyinsu está na combinação de dois mecanismos em uma única caneta. A insulina icodeca é uma insulina basal de ação prolongada, desenvolvida para uso semanal, e já tem registro no Brasil como medicamento isolado desde 2025.
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1. Ela atua no controle da glicose e também influencia mecanismos relacionados ao apetite e ao esvaziamento gástrico. No Kyinsu, os dois princípios ativos são administrados juntos, por injeção subcutânea.
Como funciona a aplicação
Diferentemente de esquemas que exigem aplicações diárias de insulina basal, o Kyinsu foi desenvolvido para uso uma vez por semana. A aplicação pode ser feita no abdômen, na coxa ou no braço.
A proposta é simplificar o tratamento de pacientes que precisam intensificar o controle do diabetes tipo 2, reunindo em uma mesma caneta uma insulina de ação prolongada e um medicamento agonista de GLP-1.
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O que muda para pacientes
A aprovação não significa que o medicamento seja indicado para todas as pessoas com diabetes. A indicação é específica para adultos com diabetes tipo 2 cujo controle da doença permanece inadequado mesmo com determinados tratamentos anteriores. A escolha do medicamento e a definição da dose devem ser feitas por profissional de saúde, considerando o quadro clínico e o tratamento já utilizado pelo paciente.
O registro sanitário também não significa que a caneta já esteja disponível em todas as farmácias. Com o registro concedido, a fabricante passa pelas etapas necessárias para a comercialização no país, incluindo a definição de preço.
Panorama do diabetes tipo 2
O diabetes tipo 2 é uma doença crônica relacionada à dificuldade do organismo de utilizar adequadamente a insulina e, com a progressão da doença, à redução da produção desse hormônio. O controle da glicemia envolve medicamentos, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento médico.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes citados pelo UOL, o Brasil tem cerca de 16,6 milhões de adultos com diabetes, um dos maiores números do mundo.
A aprovação amplia as opções terapêuticas para pacientes que precisam intensificar o tratamento, mas não substitui a avaliação médica.
