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Dólar sobe para R$ 5,16, influenciado por Brasil e exterior

Após o alívio de ontem (17), o mercado financeiro teve um dia de tensão nesta quarta-feira (18). O dólar subiu mais de 1%, influenciado pelo Brasil e pelo exterior. O pessimismo no mercado internacional fez a bolsa reduzir os ganhos durante a tarde, mas não impediu a alta do índice Ibovespa.O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,163, com alta de R$ 0,057 (+1,12%). A cotação operou em baixa durante a manhã, mas inverteu a tendência após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor de uma correção da tabela do Imposto de Renda.

Leia mais:

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Apesar da valorização de hoje, a divisa acumula queda de 2,22% em 2023. Além dos fatores internos, a deterioração no mercado norte-americano durante a tarde contribuiu para a alta do dólar.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 112.228 pontos, com alta de 0,71%. O indicador chegou a subir 1,68% por volta das 12h15, mas desacelerou ao longo da tarde. O bom desempenho de bancos e de mineradoras, no entanto, impediram que o índice fechasse em queda. No caso das mineradoras, a reabertura da economia chinesa está aquecendo a demanda por metais.

No Brasil, as declarações de Lula de que estaria disposto a discutir, com a equipe econômica, o aumento da isenção da tabela do Imposto de Renda para R$ 5 mil foram mal recebidas pelos investidores, que receiam um déficit maior que o previsto para 2023. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia declarado que a reforma do Imposto de Renda ficaria para o segundo semestre.

No mercado externo, a divulgação de quedas nas vendas no varejo e na produção industrial dos Estados Unidos aumentaram o receio de que a maior economia do planeta entre em recessão.

Paralelamente, dirigentes do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) voltaram a fazer comentários duros sobre a necessidade de controlar a inflação no país. As bolsas norte-americanas tiveram hoje as maiores quedas em mais de um mês.

*com informações da Reuters

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