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Filho de aiatolá morto por Israel é nomeado novo líder supremo do Irã

A Assembleia de Especialistas do Irã anunciou neste domingo (8/3) a escolha de Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá Ali Khamenei, como o novo líder supremo do país. A decisão ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio, nove dias após o início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que mataram o líder anterior.

Em comunicado, a assembleia afirmou que, “após estudos cuidadosos e extensivos… na sessão extraordinária de hoje, o aiatolá Seyyed Mojtaba Hosseini Khamenei é nomeado e empossado como o terceiro líder do sagrado sistema da República Islâmica do Irã, com base no voto decisivo dos respeitados representantes da Assembleia de Peritos”.

Aos 56 anos, Mojtaba assume o comando não apenas como nova autoridade religiosa e política, mas também ele terá controle sobre o Exército do Irã e, também, do urânio enriquecido que, se conceder autorização, pode ser usado para construir uma arma nuclear. Ele é conhecido por ter laços estreitos com a Guarda Revolucionária Islâmica.

A nomeação ocorre apesar das ameaças de Israel e dos Estados Unidos. O porta-voz militar israelense Avichay Adraee havia alertado nas redes sociais antes do anúncio: “Israel continuará perseguindo o sucessor e todos que tentarem nomeá-lo. Não hesitaremos em atacá-los também”.


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O presidente americano Donald Trump também havia se manifestado contra a possibilidade de sucessão hereditária, classificando a escolha do filho de Khamenei como “inaceitável” e alertando que o novo líder não “duraria muito” sem a aprovação dos Estados Unidos.

Apesar das ameaças, o aiatolá Mohsen Heidari Aleksair, membro da Assembleia, rebateu as críticas afirmando que “alguém que se opõe ao inimigo tem maior probabilidade de beneficiar o Irã e o Islã”.

Segundo três altos funcionários iranianos familiarizados com o processo de seleção, o falecido aiatolá Khamenei havia indicado a conselheiros próximos que não desejava que seu filho o sucedesse, pois não queria que o cargo se tornasse hereditário. A Revolução Islâmica de 1979 derrubou uma monarquia com a promessa de acabar com a transmissão hereditária do poder.

No entanto, a ascensão de Mojtaba Khamenei sugere que os círculos de poder do Irã, clérigos de alto escalão, a Guarda Revolucionária e políticos influentes, fecharam fileiras em um momento de grave crise e guerra.

O novo líder assume em meio a uma escalada militar que já deixou mais de 170 mortos, segundo perícias que sugerem responsabilidade americana por bombardeio a uma escola no Irã. Na madrugada deste domingo, Israel atacou depósitos de combustível em Teerã, provocando incêndio e deixando quatro mortos.

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A Assembleia de Especialistas do Irã anunciou neste domingo (8/3) a escolha de Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá Ali Khamenei, como o novo líder supremo do país. A decisão ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio, nove dias após o início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que mataram o líder anterior.

Em comunicado, a assembleia afirmou que, “após estudos cuidadosos e extensivos… na sessão extraordinária de hoje, o aiatolá Seyyed Mojtaba Hosseini Khamenei é nomeado e empossado como o terceiro líder do sagrado sistema da República Islâmica do Irã, com base no voto decisivo dos respeitados representantes da Assembleia de Peritos”.

Aos 56 anos, Mojtaba assume o comando não apenas como nova autoridade religiosa e política, mas também ele terá controle sobre o Exército do Irã e, também, do urânio enriquecido que, se conceder autorização, pode ser usado para construir uma arma nuclear. Ele é conhecido por ter laços estreitos com a Guarda Revolucionária Islâmica.

A nomeação ocorre apesar das ameaças de Israel e dos Estados Unidos. O porta-voz militar israelense Avichay Adraee havia alertado nas redes sociais antes do anúncio: “Israel continuará perseguindo o sucessor e todos que tentarem nomeá-lo. Não hesitaremos em atacá-los também”.


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Segundo três altos funcionários iranianos familiarizados com o processo de seleção, o falecido aiatolá Khamenei havia indicado a conselheiros próximos que não desejava que seu filho o sucedesse, pois não queria que o cargo se tornasse hereditário. A Revolução Islâmica de 1979 derrubou uma monarquia com a promessa de acabar com a transmissão hereditária do poder.

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