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Governo da Venezuela faz busca por suspeitos que ajudaram na captura de Nicolás Maduro

O governo da Venezuela determinou nesta segunda-feira (5/1) que as forças de segurança iniciem a busca e captura, em todo o território nacional, de pessoas suspeitas de envolvimento ou apoio à operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro. A ordem consta em um decreto que está em vigor desde sábado (3/1) e foi divulgado integralmente nesta segunda.

A medida ocorre após a ação das forças especiais norte-americanas realizada na madrugada de sábado, quando Maduro foi detido em Caracas e levado para os Estados Unidos. A operação provocou apagões em áreas da capital venezuelana e atingiu instalações militares do país.

Levado para Nova York, Maduro compareceu nesta segunda-feira a uma audiência judicial e declarou-se inocente das acusações apresentadas pela Justiça norte-americana. No mesmo dia, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou uma reunião para discutir a operação conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano.

Durante o encontro, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, defendeu a ação e a classificou como uma “operação de aplicação da lei”. Rússia e China, aliados do governo venezuelano, condenaram o ataque. A Venezuela solicitou ao Conselho de Segurança que atue para impedir qualquer tentativa de apropriação de seus recursos naturais pelo governo norte-americano.


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Na abertura da reunião, a vice-secretária-geral da ONU afirmou que a organização está preocupada com a possibilidade de a operação não ter respeitado normas do direito internacional.

O governo dos Estados Unidos sustenta que Maduro lidera o chamado Cartel de los Soles, organização acusada de atuar no tráfico de drogas da América do Sul para o território norte-americano. A Casa Branca incluiu o grupo entre os alvos de seu aparato de segurança ao classificar organizações ligadas ao narcotráfico como terroristas.

Pesquisadores que estudam o tema, no entanto, contestam a versão apresentada por Washington. Segundo especialistas, o Cartel de los Soles não possui uma estrutura hierárquica centralizada, funcionando como uma rede formada por integrantes de diferentes patentes militares e setores políticos da Venezuela. Ainda assim, há indícios de que Maduro teria se beneficiado de um modelo de governança criminal estabelecido no país.

Após a prisão de Maduro, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram, no domingo (4), a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina. Em documento oficial, o comando militar afirmou que a Venezuela busca viver sem ameaças externas e fez um apelo direto aos Estados Unidos para evitar um conflito armado.

A situação política no país segue instável, enquanto o governo interino tenta consolidar o controle administrativo. No domingo, Delcy Rodríguez enviou uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo o fim das hostilidades e a abertura de um canal de diálogo entre os dois países.

No texto, a presidente interina defendeu a construção de uma agenda de cooperação baseada na não ingerência e afirmou que a Venezuela busca uma relação pautada pelo diálogo e pela paz.

*Com informações do G1

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O governo da Venezuela determinou nesta segunda-feira (5/1) que as forças de segurança iniciem a busca e captura, em todo o território nacional, de pessoas suspeitas de envolvimento ou apoio à operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro. A ordem consta em um decreto que está em vigor desde sábado (3/1) e foi divulgado integralmente nesta segunda.

A medida ocorre após a ação das forças especiais norte-americanas realizada na madrugada de sábado, quando Maduro foi detido em Caracas e levado para os Estados Unidos. A operação provocou apagões em áreas da capital venezuelana e atingiu instalações militares do país.

Levado para Nova York, Maduro compareceu nesta segunda-feira a uma audiência judicial e declarou-se inocente das acusações apresentadas pela Justiça norte-americana. No mesmo dia, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou uma reunião para discutir a operação conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano.

Durante o encontro, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, defendeu a ação e a classificou como uma “operação de aplicação da lei”. Rússia e China, aliados do governo venezuelano, condenaram o ataque. A Venezuela solicitou ao Conselho de Segurança que atue para impedir qualquer tentativa de apropriação de seus recursos naturais pelo governo norte-americano.


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Pesquisadores que estudam o tema, no entanto, contestam a versão apresentada por Washington. Segundo especialistas, o Cartel de los Soles não possui uma estrutura hierárquica centralizada, funcionando como uma rede formada por integrantes de diferentes patentes militares e setores políticos da Venezuela. Ainda assim, há indícios de que Maduro teria se beneficiado de um modelo de governança criminal estabelecido no país.

Após a prisão de Maduro, as Forças Armadas venezuelanas reconheceram, no domingo (4), a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina. Em documento oficial, o comando militar afirmou que a Venezuela busca viver sem ameaças externas e fez um apelo direto aos Estados Unidos para evitar um conflito armado.

A situação política no país segue instável, enquanto o governo interino tenta consolidar o controle administrativo. No domingo, Delcy Rodríguez enviou uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo o fim das hostilidades e a abertura de um canal de diálogo entre os dois países.

No texto, a presidente interina defendeu a construção de uma agenda de cooperação baseada na não ingerência e afirmou que a Venezuela busca uma relação pautada pelo diálogo e pela paz.

*Com informações do G1

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