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Israel diz ter matado 90 homens armados no hospital em Gaza

As Forças Armadas de Israel disseram nesta quarta-feira (20/3) que mataram cerca de 90 homens armados e prenderam outros 160 em uma operação no Hospital Al Shifa, em Gaza, uma alegação que o grupo militante palestino Hamas rejeitou.

Al Shifa, o maior hospital da Faixa de Gaza antes da guerra, é agora uma das poucas instalações de saúde parcialmente operacionais no norte do território e também tem abrigado civis.

“No último dia, as tropas eliminaram terroristas e localizaram armas na área do hospital, evitando danos a civis, pacientes, equipes médicas e equipamentos”, disseram os militares em um comunicado.

Também foram publicados os nomes e as fotos de dois soldados israelenses mortos na operação.


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Versões contraditórias

A incursão israelense no hospital começou na madrugada de segunda-feira. Os militares, que publicaram vídeos de esconderijos de armas dentro das instalações, disseram que enviaram forças especiais apoiadas por infantaria e tanques, com base em informações de que o hospital estava novamente sendo usado por homens armados.

Ismail Al-Thawabta, diretor do escritório de imprensa do governo do Hamas em Gaza, disse que todos os mortos eram pacientes feridos e pessoas deslocadas dentro do hospital.

“O exército de ocupação israelense pratica a mentira e o engano ao divulgar sua narrativa como parte da justificativa de seus crimes contínuos que violam o direito internacional e o direito humanitário internacional”, disse ele.

A Reuters não conseguiu verificar nenhum dos relatos.

Israel enfrentou críticas ferozes em novembro do ano passado quando suas tropas invadiram pela primeira vez o Hospital Al Shifa. Os militares descobriram túneis no local, que, segundo eles, haviam sido usados como centros de comando e controle pelo Hamas. O grupo palestino e a equipe médica negam que o hospital seja usado para fins militares ou para abrigar combatentes.

“O que acontece no Hospital Al Shifa é um crime de guerra e faz parte da guerra de genocídio conduzida pela ocupação israelense”, disse Basem Naim, um membro do Hamas que já atuou como ministro da Saúde.

*Com informações Reuters

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As Forças Armadas de Israel disseram nesta quarta-feira (20/3) que mataram cerca de 90 homens armados e prenderam outros 160 em uma operação no Hospital Al Shifa, em Gaza, uma alegação que o grupo militante palestino Hamas rejeitou.

Al Shifa, o maior hospital da Faixa de Gaza antes da guerra, é agora uma das poucas instalações de saúde parcialmente operacionais no norte do território e também tem abrigado civis.

“No último dia, as tropas eliminaram terroristas e localizaram armas na área do hospital, evitando danos a civis, pacientes, equipes médicas e equipamentos”, disseram os militares em um comunicado.

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“O que acontece no Hospital Al Shifa é um crime de guerra e faz parte da guerra de genocídio conduzida pela ocupação israelense”, disse Basem Naim, um membro do Hamas que já atuou como ministro da Saúde.

*Com informações Reuters

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