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Ministro da Defesa de Israel chama Lula de “antissemita e apoiador do Hamas”

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, fez uma publicação em português na rede social X nesta terça-feira (26/8), na qual chamou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “antissemita declarado e apoiador do Hamas”. Ele se referiu à saída do Brasil da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), no final do mês de julho.

Katz escreveu:

“Agora ele revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA — o organismo internacional criado para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel — colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel”.

O ministro ainda associou Lula ao supremo líder do Irã, Ali Khamenei, colocando no post uma imagem gerada por inteligência artificial, onde o brasileiro aparece como um fantoche controlado por Khamenei.

Veja o post abaixo:


Leia mais:

Jornalistas morrem durante ataque de Israel contra hospital no sul da Faixa de Gaza; outras 16 pessoas também morreram

Relatório aponta fome grave em Gaza; Netanyahu chama documento de “mentira absoluta”


Entenda: a saída da Aliança

A organização Aliança Internacional para a Memória do Holocausto foi criada na década de 1990. O Brasil aderiu em 2021. Ela tem como foco primordial combater o antissemitismo e promover a educação sobre o Holocausto em todo o mundo.

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, embaixador Celso Amorim, deu entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura, onde afirmou que o Brasil estava se sentindo “manipulado” pela definição de antissemitismo e afirmou que havia pressões dentro da Aliança. Segundo o embaixador, “qualquer defesa da Palestina” era enquadrada como antissemitismo. Ele também reforçou que o Brasil não nega o Holocausto.

Tensões diplomáticas

Na segunda-feira (25) o governo israelense retirou a indicação do diplomata Gali Dagan para o posto de embaixador de Israel no Brasil. O nome havia sido indicado desde o mês de janeiro, mas Brasília não havia sinalizado disposição em autorizá-lo até então.

Com o impasse, Israel informou ao Palácio do Itamaraty que as relações diplomáticas entre os países serão afetadas.

Em 2024, Lula fez duras críticas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu devido à guerra em Gaza. As falas levaram o presidente brasileiro ser considerado “persona non grata” em Israel. Em consequência da crise, o Brasil retirou seu embaixador e, até agora, não submeteu um novo nome ao governo israelense.

*Com informações de CNN Brasil

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O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, fez uma publicação em português na rede social X nesta terça-feira (26/8), na qual chamou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “antissemita declarado e apoiador do Hamas”. Ele se referiu à saída do Brasil da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), no final do mês de julho.

Katz escreveu:

“Agora ele revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA — o organismo internacional criado para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel — colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel”.

O ministro ainda associou Lula ao supremo líder do Irã, Ali Khamenei, colocando no post uma imagem gerada por inteligência artificial, onde o brasileiro aparece como um fantoche controlado por Khamenei.

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O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, embaixador Celso Amorim, deu entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura, onde afirmou que o Brasil estava se sentindo “manipulado” pela definição de antissemitismo e afirmou que havia pressões dentro da Aliança. Segundo o embaixador, “qualquer defesa da Palestina” era enquadrada como antissemitismo. Ele também reforçou que o Brasil não nega o Holocausto.

Tensões diplomáticas

Na segunda-feira (25) o governo israelense retirou a indicação do diplomata Gali Dagan para o posto de embaixador de Israel no Brasil. O nome havia sido indicado desde o mês de janeiro, mas Brasília não havia sinalizado disposição em autorizá-lo até então.

Com o impasse, Israel informou ao Palácio do Itamaraty que as relações diplomáticas entre os países serão afetadas.

Em 2024, Lula fez duras críticas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu devido à guerra em Gaza. As falas levaram o presidente brasileiro ser considerado “persona non grata” em Israel. Em consequência da crise, o Brasil retirou seu embaixador e, até agora, não submeteu um novo nome ao governo israelense.

*Com informações de CNN Brasil

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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