Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

ONU quer uma reforma nas forças policiais após megaoperação policial no RJ

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu uma reforma profunda nas forças policiais do Brasil depois da megaoperação no Rio de Janeiro ocorrida nesta terça-feira (28/10) que deixou mais de 100 mortos. A operação já é considerada a mais letal da história do estado.

O alto comissário Volker Türk afirmou nesta quarta-feira (29/10) que entende os desafios de lidar com facções criminosas, mas criticou o número de mortes em ações policiais, que afetam principalmente pessoas negras. Segundo ele, o uso excessivo da força se tornou algo “normalizado” no país, especialmente no Rio.

“A longa lista de operações que resultaram em muitas mortes, que afetam desproporcionalmente pessoas de ascendência africana, levanta questões sobre a forma como essas operações são conduzidas”, disse Türk.

Ele também defendeu investigações rápidas e independentes sobre a ação nos complexos do Alemão e da Penha, além de apoio às famílias das vítimas.

O representante da ONU reforçou que a força letal só deve ser usada em situações realmente necessárias para proteger vidas, e pediu que o governo adote uma estratégia nacional de segurança baseada em direitos humanos. “Reformas urgentes são essenciais para evitar novas tragédias e acabar com a impunidade”, completou.


Leia mais

Deputado defende megaoperação no Rio de Janeiro: “Rumo aos 200 mortos” veja vídeo

Lula convoca ministros para discutir situação no Rio de Janeiro após megaoperação contra o CV


O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se manifestou. Por meio de seu porta-voz, ele declarou estar “gravemente preocupado” com o número de vítimas e pediu que as autoridades brasileiras investiguem o caso “imediatamente”.

De acordo com o governo do Rio, a operação contra o Comando Vermelho deixou 119 mortos, 113 presos e 10 menores apreendidos. As forças de segurança informaram ainda a apreensão de 118 armas, incluindo 91 fuzis, além de drogas e explosivos.

Moradores relataram cenas de horror na região. Um vídeo publicado pelo ativista Raul Santiago mostra dezenas de corpos enfileirados na Praça da Penha. Segundo ele, os corpos foram retirados de uma área de mata durante a madrugada. “Nada me marca mais do que o choro das famílias”, disse.

A Defensoria Pública do Estado informou ter registrado até 132 mortes, entre elas quatro policiais. O órgão acompanha o caso e cobra transparência na apuração das circunstâncias das mortes.

*Com informações da CNN Brasil.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu uma reforma profunda nas forças policiais do Brasil depois da megaoperação no Rio de Janeiro ocorrida nesta terça-feira (28/10) que deixou mais de 100 mortos. A operação já é considerada a mais letal da história do estado.

O alto comissário Volker Türk afirmou nesta quarta-feira (29/10) que entende os desafios de lidar com facções criminosas, mas criticou o número de mortes em ações policiais, que afetam principalmente pessoas negras. Segundo ele, o uso excessivo da força se tornou algo “normalizado” no país, especialmente no Rio.

“A longa lista de operações que resultaram em muitas mortes, que afetam desproporcionalmente pessoas de ascendência africana, levanta questões sobre a forma como essas operações são conduzidas”, disse Türk.

Ele também defendeu investigações rápidas e independentes sobre a ação nos complexos do Alemão e da Penha, além de apoio às famílias das vítimas.

O representante da ONU reforçou que a força letal só deve ser usada em situações realmente necessárias para proteger vidas, e pediu que o governo adote uma estratégia nacional de segurança baseada em direitos humanos. “Reformas urgentes são essenciais para evitar novas tragédias e acabar com a impunidade”, completou.


Leia mais

Deputado defende megaoperação no Rio de Janeiro: “Rumo aos 200 mortos” veja vídeo

Lula convoca ministros para discutir situação no Rio de Janeiro após megaoperação contra o CV


O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se manifestou. Por meio de seu porta-voz, ele declarou estar “gravemente preocupado” com o número de vítimas e pediu que as autoridades brasileiras investiguem o caso “imediatamente”.

De acordo com o governo do Rio, a operação contra o Comando Vermelho deixou 119 mortos, 113 presos e 10 menores apreendidos. As forças de segurança informaram ainda a apreensão de 118 armas, incluindo 91 fuzis, além de drogas e explosivos.

Moradores relataram cenas de horror na região. Um vídeo publicado pelo ativista Raul Santiago mostra dezenas de corpos enfileirados na Praça da Penha. Segundo ele, os corpos foram retirados de uma área de mata durante a madrugada. “Nada me marca mais do que o choro das famílias”, disse.

A Defensoria Pública do Estado informou ter registrado até 132 mortes, entre elas quatro policiais. O órgão acompanha o caso e cobra transparência na apuração das circunstâncias das mortes.

*Com informações da CNN Brasil.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Na ONU, Milei chama organização de “inútil”

Em seu discurso nesta quarta-feira (23/9) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente argentino Javier Milei fez duras críticas à...

Super El Niño pode provocar 451 mil mortes no mundo, afirma estudo

Um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, estima que 451 mil pessoas podem morrer entre setembro de...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

PCC e Comando Vermelho na mira do Escudo das Américas

O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão entre as 24 organizações criminosas incluídas em uma ação conjunta anunciada por...

Perito aponta falha na autópsia e não exclui Covid na morte de Maradona

O perito oficial Pablo Ferrari afirmou, nesta terça-feira (22/9), que Diego Armando Maradona sofreu uma morte súbita e que não é possível descartar a...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Na ONU, Lula cita Manaus como centro de combate ao crime na Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou Manaus nesta terça-feira (22/9), durante seu discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização...

“Eu construí a paz”: Em discurso na ONU, Trump fala sobre Cuba e guerra no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira (22/9) na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, logo após o presidente...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Na ONU, Milei chama organização de “inútil”

Em seu discurso nesta quarta-feira (23/9) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente argentino Javier Milei fez duras críticas à...

Super El Niño pode provocar 451 mil mortes no mundo, afirma estudo

Um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, estima que 451 mil pessoas podem morrer entre setembro de...

PCC e Comando Vermelho na mira do Escudo das Américas

O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão entre as 24 organizações criminosas incluídas em uma ação conjunta anunciada por...

Perito aponta falha na autópsia e não exclui Covid na morte de Maradona

O perito oficial Pablo Ferrari afirmou, nesta terça-feira (22/9), que Diego Armando Maradona sofreu uma morte súbita e que não é possível descartar a...

Na ONU, Lula cita Manaus como centro de combate ao crime na Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou Manaus nesta terça-feira (22/9), durante seu discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização...

“Eu construí a paz”: Em discurso na ONU, Trump fala sobre Cuba e guerra no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira (22/9) na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, logo após o presidente...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]