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Países latinos repercutem invasão da Venezuela e captura do casal Maduro

A invasão dos Estados Unidos à Venezuela, na madrugada deste sábado (3/1), com ataque de Forças de Segurança em Caracas, Aragua, Miranda e La Guaira, com a captura do presidente Nicolas Maduro e da esposa dele, Cilia Flores, provou uma onda de reações na comunidade internacional.

Os governos da Colômbia, que faz fronteira com a Venezuela, e de Cuba, aliado político de Caracas na região, foram os primeiros a se manifestar, logo após relatos de explosões na capital venezuelana e em outras cidades do território.

“O Governo da República da Colômbia observa com profunda preocupação os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns registradas nas últimas horas na República Bolivariana da Venezuela, bem como a consequente escalada da tensão na região”, declarou pelas redes sociais o presidente colombiano, Gustavo Petro.

“O país adota uma posição focada na preservação da paz regional e apela urgentemente à desescalada, instando todas as partes envolvidas a se absterem de ações que aprofundem o confronto e a priorizarem o diálogo e os canais diplomáticos”, prossegue o post de Petro.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, por sua vez, exigiu uma resposta “urgente” da comunidade internacional contra o que considerou um “ataque criminoso” dos EUA contra a Venezuela.

“Nossa Zona de Paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América”, escreveu Díaz-Canel.

A Espanha também esteve entre os primeiros países a reagirem. Em comunicado divulgado por meio do Ministério de Relações Exteriores, fez um “um chamado à desescalada e à moderação, e à atuação sempre com respeito ao direito internacional e aos princípios da Carta da ONU”.

O país se ofereceu como possível mediador para buscar “uma solução pacífica e negociada para a crise atual”, reiterando que não reconheceu os resultados da última eleição presidencial na Venezuela, realizada em julho de 2024, e que “sempre apoiou iniciativas para alcançar uma solução democrática” para o país.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, condenou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e pediu uma saída pacífica para a crise. Em uma publicação no X, Boric reafirmou o apoio do Chile aos princípios do direito internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção e a integridade territorial dos Estados. O presidente chileno também criticou o uso da violência e interferência estrangeira.


Saiba mais:

Milei comemora ataque a Venezuela

A notícia da retirada do presidente venezuelano do país foi anunciada no início da manhã pelo presidente americano, Donaldo Trump, em sua rede social, Truth Social.

Após a confirmação, o presidente da Argentina, Javier Milei, se manifestou com uma mensagem curta nas redes sociais: “A liberdade avança. Viva a liberdade, cara**o”.

Milei e Nicolas Maduro protagonizaram alguns dos piores momentos da diplomacia Sul Americana, com ambos agredindo-se via mensagens em redes sociais, o que era reproduzido pelos escalões inferiores de seus respetivos governos.

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A invasão dos Estados Unidos à Venezuela, na madrugada deste sábado (3/1), com ataque de Forças de Segurança em Caracas, Aragua, Miranda e La Guaira, com a captura do presidente Nicolas Maduro e da esposa dele, Cilia Flores, provou uma onda de reações na comunidade internacional.

Os governos da Colômbia, que faz fronteira com a Venezuela, e de Cuba, aliado político de Caracas na região, foram os primeiros a se manifestar, logo após relatos de explosões na capital venezuelana e em outras cidades do território.

“O Governo da República da Colômbia observa com profunda preocupação os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns registradas nas últimas horas na República Bolivariana da Venezuela, bem como a consequente escalada da tensão na região”, declarou pelas redes sociais o presidente colombiano, Gustavo Petro.

“O país adota uma posição focada na preservação da paz regional e apela urgentemente à desescalada, instando todas as partes envolvidas a se absterem de ações que aprofundem o confronto e a priorizarem o diálogo e os canais diplomáticos”, prossegue o post de Petro.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, por sua vez, exigiu uma resposta “urgente” da comunidade internacional contra o que considerou um “ataque criminoso” dos EUA contra a Venezuela.

“Nossa Zona de Paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América”, escreveu Díaz-Canel.

A Espanha também esteve entre os primeiros países a reagirem. Em comunicado divulgado por meio do Ministério de Relações Exteriores, fez um “um chamado à desescalada e à moderação, e à atuação sempre com respeito ao direito internacional e aos princípios da Carta da ONU”.

O país se ofereceu como possível mediador para buscar “uma solução pacífica e negociada para a crise atual”, reiterando que não reconheceu os resultados da última eleição presidencial na Venezuela, realizada em julho de 2024, e que “sempre apoiou iniciativas para alcançar uma solução democrática” para o país.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, condenou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e pediu uma saída pacífica para a crise. Em uma publicação no X, Boric reafirmou o apoio do Chile aos princípios do direito internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção e a integridade territorial dos Estados. O presidente chileno também criticou o uso da violência e interferência estrangeira.


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Milei e Nicolas Maduro protagonizaram alguns dos piores momentos da diplomacia Sul Americana, com ambos agredindo-se via mensagens em redes sociais, o que era reproduzido pelos escalões inferiores de seus respetivos governos.

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