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Presidente da Colômbia acusa Israel de ‘genocídio’ e faz referência ao Holocausto

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou Israel de “genocídio” e comparou a morte de dezenas de palestinos que tentavam conseguir alimentos nos arredores da Cidade de Gaza

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou Israel de “genocídio” e comparou a morte de dezenas de palestinos que tentavam conseguir alimentos nos arredores da Cidade de Gaza, na madrugada desta quinta feira (29/02), ao Holocausto nazista na Segunda Guerra Mundial. O episódio provocou uma troca de versões entre israelenses e palestinos, e serviu para o líder colombiano voltar a atacar Israel.

“Pedindo comida, mais de 100 palestinos foram assassinados por Netanyahu. Isso se chama genocídio, e também nos lembra do Holocausto, embora os poderes mundiais não gostem de reconhecer isso. O mundo deve bloquear [Benjamin] Netanyahu [premier de Israel]. A Colômbia suspende todas as compras de armas de Israel”, escreveu Petro no X.

https://twitter.com/petrogustavo/status/1763256598409949462

O presidente colombiano tem feito duras críticas a Israel desde o início da ofensiva militar contra o grupo Hamas em Gaza, depois dos ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram quase 1.200 mortos no país. Um dia depois da invasão do Hamas, Petro foi ao X fazer declarações igualmente condenadas por Israel, traçando similaridades entre a Alemanha nazista e a relação entre israelenses e os palestinos em Gaza e na Cisjordânia.

“Se tivesse vivido na Alemanha dos anos [19]33, eu teria lutado ao lado dos judeus, e se tivesse vivido na Palestina de 1948 teria lutado ao lado palestino. Agora os neonazistas querem a destruição do povo, da liberdade e da cultura palestina. Agora nós, democratas e progressistas, queremos que se imponha a paz e que sejam livres os povos israelenses e palestinos”, escreveu no dia 8 de outubro de 2023.


Nos dias seguintes, ele voltou a fazer referências à Alemanha nazista e ao Holocausto, tentando encontrar similaridades com o contexto atual. Em resposta, o governo israelense, além de postagens críticas, anunciou a suspensão das “exportações de segurança” a Bogotá, e Petro disse que “se tiver que suspender relações com Israel elas serão suspensas”, acrescentando que “não apoia genocídios”.

Petro foi um dos poucos líderes internacionais a sair em defesa do presidente Lula após a comparação por ele feita entre a operação militar israelense em Gaza e o Holocausto, durante uma viagem à Etiópia. Em discurso, Lula comparou os ataques de Israel na Faixa de Gaza , que classificou como “genocídio“, com o extermínio de judeus pelo governo nazista de Adolf Hitler na Alemanha.

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou Israel de “genocídio” e comparou a morte de dezenas de palestinos que tentavam conseguir alimentos nos arredores da Cidade de Gaza, na madrugada desta quinta feira (29/02), ao Holocausto nazista na Segunda Guerra Mundial. O episódio provocou uma troca de versões entre israelenses e palestinos, e serviu para o líder colombiano voltar a atacar Israel.

“Pedindo comida, mais de 100 palestinos foram assassinados por Netanyahu. Isso se chama genocídio, e também nos lembra do Holocausto, embora os poderes mundiais não gostem de reconhecer isso. O mundo deve bloquear [Benjamin] Netanyahu [premier de Israel]. A Colômbia suspende todas as compras de armas de Israel”, escreveu Petro no X.

https://twitter.com/petrogustavo/status/1763256598409949462

O presidente colombiano tem feito duras críticas a Israel desde o início da ofensiva militar contra o grupo Hamas em Gaza, depois dos ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram quase 1.200 mortos no país. Um dia depois da invasão do Hamas, Petro foi ao X fazer declarações igualmente condenadas por Israel, traçando similaridades entre a Alemanha nazista e a relação entre israelenses e os palestinos em Gaza e na Cisjordânia.

“Se tivesse vivido na Alemanha dos anos [19]33, eu teria lutado ao lado dos judeus, e se tivesse vivido na Palestina de 1948 teria lutado ao lado palestino. Agora os neonazistas querem a destruição do povo, da liberdade e da cultura palestina. Agora nós, democratas e progressistas, queremos que se imponha a paz e que sejam livres os povos israelenses e palestinos”, escreveu no dia 8 de outubro de 2023.


Nos dias seguintes, ele voltou a fazer referências à Alemanha nazista e ao Holocausto, tentando encontrar similaridades com o contexto atual. Em resposta, o governo israelense, além de postagens críticas, anunciou a suspensão das “exportações de segurança” a Bogotá, e Petro disse que “se tiver que suspender relações com Israel elas serão suspensas”, acrescentando que “não apoia genocídios”.

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