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VÍDEO: Milei demite secretário de esportes da Argentina, após cobrança por vídeo da seleção de futebol cantando música racista

Comemoração dos jogadores argentinos após conquista da Copa América incluiu canção racista, e presidente Milei se envolveu na polêmica.

O presidente da Argentina, Javier Milei, demitiu o subsecretário de esportes da Argentina, Julio Garro, na noite de quarta-feira (17/7). Garro havia cobrado, no dia anterior, um posicionamento de Lionel Messi e do presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, sobre a música racista e transfóbica cantada pelos jogadores da seleção argentina após a conquista do bicampeonato da Copa América.

A Argentina, atual campeã do mundo de futebol, venceu a Copa América no final de semana, em partida contra a Colômbia. Na comemoração dentro do ônibus, uma live do jogador Enzo Fernández nas redes sociais mostrou os atletas cantando uma canção racista. Na música, eles dizem:

“Eles jogam pela França, mas são de Angola. Que bom que eles vão correr, se relacionam com transexuais. A mãe deles é nigeriana, o pai deles cambojano, mas no passaporte: francês”.

Veja abaixo:

Em entrevista ao portal Corta, Garro afirmou:

“O capitão da seleção nacional deve pedir desculpas. O mesmo que o Presidente da AFA. Isso nos deixa, como país, em uma situação ruim depois de tantas glórias”.

A cobrança, no entanto, não caiu bem junto ao presidente Milei, que demitiu o secretário e postou nas redes sociais:

“Nenhum governo pode dizer o que comentar, o que pensar ou o que fazer à Seleção Argentina, Campeã Mundial e Bicampeã Americana, ou a qualquer outro cidadão. Por isso, Julio Garro deixa de ser Subsecretário de Esportes da Nação”.

Foto: Redes Sociais.

A vice-presidente, Victoria Villarruel, também defendeu o cântico. Ela se manifestou no X (antigo Twitter), na quarta-feira (17), e afirmou que “nenhum país colonialista vai intimidar” a Argentina. Ela escreveu:

“A Argentina é um país soberano e livre. Nunca tivemos colônias ou cidadãos de segunda classe. Nunca impusemos nosso modo de vida a ninguém. Mas também não vamos tolerar que façam isso conosco. A Argentina foi feita com o suor e a coragem dos índios, dos europeus, dos crioulos e dos negros como Remedios del Valle, Sargento Cabral e Bernardo de Monteagudo. Nenhum país colonialista nos vai intimidar por uma canção de torcida ou por dizermos verdades que não querem admitir. Parem de fingir indignação, hipócritas. Enzo [Fernández], eu te banco, Messi, obrigado por tudo! Argentinos sempre de cabeça erguida! Viva a Argentina!”.

Com informações de Metrópoles e UOL.

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O presidente da Argentina, Javier Milei, demitiu o subsecretário de esportes da Argentina, Julio Garro, na noite de quarta-feira (17/7). Garro havia cobrado, no dia anterior, um posicionamento de Lionel Messi e do presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, sobre a música racista e transfóbica cantada pelos jogadores da seleção argentina após a conquista do bicampeonato da Copa América.

A Argentina, atual campeã do mundo de futebol, venceu a Copa América no final de semana, em partida contra a Colômbia. Na comemoração dentro do ônibus, uma live do jogador Enzo Fernández nas redes sociais mostrou os atletas cantando uma canção racista. Na música, eles dizem:

“Eles jogam pela França, mas são de Angola. Que bom que eles vão correr, se relacionam com transexuais. A mãe deles é nigeriana, o pai deles cambojano, mas no passaporte: francês”.

Veja abaixo:

Em entrevista ao portal Corta, Garro afirmou:

“O capitão da seleção nacional deve pedir desculpas. O mesmo que o Presidente da AFA. Isso nos deixa, como país, em uma situação ruim depois de tantas glórias”.

A cobrança, no entanto, não caiu bem junto ao presidente Milei, que demitiu o secretário e postou nas redes sociais:

“Nenhum governo pode dizer o que comentar, o que pensar ou o que fazer à Seleção Argentina, Campeã Mundial e Bicampeã Americana, ou a qualquer outro cidadão. Por isso, Julio Garro deixa de ser Subsecretário de Esportes da Nação”.

Foto: Redes Sociais.

A vice-presidente, Victoria Villarruel, também defendeu o cântico. Ela se manifestou no X (antigo Twitter), na quarta-feira (17), e afirmou que “nenhum país colonialista vai intimidar” a Argentina. Ela escreveu:

“A Argentina é um país soberano e livre. Nunca tivemos colônias ou cidadãos de segunda classe. Nunca impusemos nosso modo de vida a ninguém. Mas também não vamos tolerar que façam isso conosco. A Argentina foi feita com o suor e a coragem dos índios, dos europeus, dos crioulos e dos negros como Remedios del Valle, Sargento Cabral e Bernardo de Monteagudo. Nenhum país colonialista nos vai intimidar por uma canção de torcida ou por dizermos verdades que não querem admitir. Parem de fingir indignação, hipócritas. Enzo [Fernández], eu te banco, Messi, obrigado por tudo! Argentinos sempre de cabeça erguida! Viva a Argentina!”.

Com informações de Metrópoles e UOL.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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