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Opinião: A “esquerda moderna”, o grupo político de Marcelo Ramos, as eleições de 2024 e 2026

Como afirmei na coluna da última terça-feira (18/06), a política amazonense se organiza por grupos políticos e não por ideologia. Hoje quero falar do ex-deputado Marcelo Ramos, sua pré-candidatura, seu grupo político e fazer algumas conjecturas sobre as eleições de 2024 e 2026.

No Amazonas existem dois grandes grupos políticos; não são os únicos, mas são os maiores; e por conta disso, ambos têm o protagonismo político do estado: me refiro ao grupo do governador Wilson Lima e do senador Omar Aziz.

Dito isto, observei que o ex-deputado Marcelo Ramos afirmou que está, juntamente com o PT-AM, construindo o que chamou de “esquerda moderna”, que segundo a sua definição, entendi ser algo parecido com a social-democracia; uma ideologia política que tenta compreender a importância do capitalismo e também da justiça social. Essa é uma fala que certamente agrada o setor mais moderado dentro do seu partido, e desagrada os petistas mais radicais.

Por mais que eu particularmente goste das discussões teóricas a respeito das diferentes ideologias que compõem o espectro político, a grande questão que se coloca é a autonomia de Marcelo Ramos dentro do que acredito que seja o seu grupo político. Refiro-me as suas fortes ligações com o senador Omar Aziz, Eduardo Braga, e com o próprio presidente Lula.

Essa aproximação política com Omar tem gerado comentários nos bastidores sobre a real independência de Ramos nesse processo eleitoral; ao ponto de se comentar sobre a sua “mão pesada” com Amom Mandel e Roberto Cidade, e uma suposta “mão branda” com o prefeito David Almeida.

Até este momento do ano eleitoral, Omar Aziz caminha para apoiar David Almeida no seu processo de reeleição; para alguns, isso explica as críticas mais brandas a Almeida por parte de Marcelo Ramos, o que em tese faz muito sentido.

Entretanto, não gosto da análise pobre que afirma que Ramos é apenas um “soldado” do seu grupo. É inegável que Marcelo Ramos desenterrou o PT-AM em Manaus, partido que caminhava para não ter nenhuma relevância eleitoral este ano, e sendo justo, ele vem fazendo uma pré-campanha crítica, o que é positivo em uma eleição.

Uma coisa é certa: os grupos políticos já debatem 2026, e ao que tudo indica, Marcelo Ramos caminha de mãos dados com seu grupo politico (Omar Aziz e Eduardo Braga). Não é segredo para ninguém que os senadores são pré-candidatos ao governo e a reeleição ao Senado, respectivamente. Vejo com muita tranquilidade que a depender de desempenho de Ramos este ano, facilmente o ex-deputado terá um lugar na chapa de Aziz em 2026.

Mas vamos além do óbvio? Se o prefeito David Almeida se reeleger, ele é automaticamente pré-candidato ao governo do Amazonas, então por que Omar apoiaria um futuro adversário? Existe uma resposta possível. Analiso que para Omar, David pode até ganhar, afinal o prefeito o ajudou em sua reeleição em 2022, entretanto, ele não precisa “ganhar bem”, compreende?

É interessante para Omar que o prefeito se reeleja com muito esforço e desgastes, assim, um aliado se manteria no poder, mas não ao ponto de causar problemas para o projeto de 2026 do senador, pelo contrário, a máquina municipal seria uma importante aliada.

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Como afirmei na coluna da última terça-feira (18/06), a política amazonense se organiza por grupos políticos e não por ideologia. Hoje quero falar do ex-deputado Marcelo Ramos, sua pré-candidatura, seu grupo político e fazer algumas conjecturas sobre as eleições de 2024 e 2026.

No Amazonas existem dois grandes grupos políticos; não são os únicos, mas são os maiores; e por conta disso, ambos têm o protagonismo político do estado: me refiro ao grupo do governador Wilson Lima e do senador Omar Aziz.

Dito isto, observei que o ex-deputado Marcelo Ramos afirmou que está, juntamente com o PT-AM, construindo o que chamou de “esquerda moderna”, que segundo a sua definição, entendi ser algo parecido com a social-democracia; uma ideologia política que tenta compreender a importância do capitalismo e também da justiça social. Essa é uma fala que certamente agrada o setor mais moderado dentro do seu partido, e desagrada os petistas mais radicais.

Por mais que eu particularmente goste das discussões teóricas a respeito das diferentes ideologias que compõem o espectro político, a grande questão que se coloca é a autonomia de Marcelo Ramos dentro do que acredito que seja o seu grupo político. Refiro-me as suas fortes ligações com o senador Omar Aziz, Eduardo Braga, e com o próprio presidente Lula.

Essa aproximação política com Omar tem gerado comentários nos bastidores sobre a real independência de Ramos nesse processo eleitoral; ao ponto de se comentar sobre a sua “mão pesada” com Amom Mandel e Roberto Cidade, e uma suposta “mão branda” com o prefeito David Almeida.

Até este momento do ano eleitoral, Omar Aziz caminha para apoiar David Almeida no seu processo de reeleição; para alguns, isso explica as críticas mais brandas a Almeida por parte de Marcelo Ramos, o que em tese faz muito sentido.

Entretanto, não gosto da análise pobre que afirma que Ramos é apenas um “soldado” do seu grupo. É inegável que Marcelo Ramos desenterrou o PT-AM em Manaus, partido que caminhava para não ter nenhuma relevância eleitoral este ano, e sendo justo, ele vem fazendo uma pré-campanha crítica, o que é positivo em uma eleição.

Uma coisa é certa: os grupos políticos já debatem 2026, e ao que tudo indica, Marcelo Ramos caminha de mãos dados com seu grupo politico (Omar Aziz e Eduardo Braga). Não é segredo para ninguém que os senadores são pré-candidatos ao governo e a reeleição ao Senado, respectivamente. Vejo com muita tranquilidade que a depender de desempenho de Ramos este ano, facilmente o ex-deputado terá um lugar na chapa de Aziz em 2026.

Mas vamos além do óbvio? Se o prefeito David Almeida se reeleger, ele é automaticamente pré-candidato ao governo do Amazonas, então por que Omar apoiaria um futuro adversário? Existe uma resposta possível. Analiso que para Omar, David pode até ganhar, afinal o prefeito o ajudou em sua reeleição em 2022, entretanto, ele não precisa “ganhar bem”, compreende?

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