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Saiba quem são os investigados da operação em que ex-assessores parlamentares e do Poder Judiciário estão envolvidos

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou na manhã desta sexta-feira (20/2) a Operação Erga Omnes, que investiga uma organização criminosa com atuação estruturada nos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional. Segundo as investigações, o grupo mantinha um “núcleo” com acesso aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Até a última atualização, 13 suspeitos foram presos, sendo oito no Amazonas. A Justiça expediu 24 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, cumpridos em Manaus e nos estados do Pará, Minas Gerais, Ceará, Piauí, Maranhão e São Paulo. O líder do grupo, identificado como Alan Kléber Bezerra Lima, não foi preso e, segundo a polícia, fugiu às 3h da manhã em São Paulo, onde a esposa dele acabou presa pela Polícia Civil paulista.

Conheça os alvos no Amazonas

Izaldir Moreno Barros: Servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). É investigado por suposta participação no esquema criminoso.

Anabela Cardoso Freitas: Investigadora da Polícia Civil e integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus. Até 2023, foi chefe de gabinete pessoal do prefeito David Almeida (Avante), que não é investigado. A servidora é apontada pela polícia como peça-chave na articulação do núcleo político da organização.

Adriana Almeida Lima: Ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Também é investigada por ligação com o esquema.

Alcir Queiroga Teixeira Júnior: Citado nas investigações por movimentações financeiras suspeitas e conexão com o grupo.

Josafá de Figueiredo Silva: Ex-assessor parlamentar. Segundo a polícia, atuava como elo entre o núcleo político e a organização criminosa.

Osimar Vieira Nascimento: Policial militar. É investigado por suposta participação na estrutura do grupo.

Bruno Renato Gatinho Araújo: Investigado por envolvimento direto no esquema criminoso.

Ronilson Xisto Jordão: Preso no município de Itacoatiara. Também é apontado como integrante da organização.


Leia mais

Grupo criminoso é investigado por utilizar servidores públicos para facilitar o tráfico e lavar dinheiro no AM

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As investigações

Segundo o delegado Marcelo Martins, do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a organização movimentou cerca de R$ 70 milhões em quatro anos, aproximadamente R$ 9 milhões por ano desde 2018. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontaram transações financeiras incompatíveis com a renda declarada de servidores públicos que colaboravam com o crime organizado.

O esquema utilizava empresas de fachada nos setores de transporte e logística para dar aparência de legalidade às operações. Na prática, essas empresas eram usadas para comprar drogas na Colômbia, via Tabatinga, e enviá-las a Manaus. Da capital amazonense, os entorpecentes eram distribuídos para outros estados.

“A movimentação, que foi detectada dentro de uma janela de quatro anos, foi de 70 milhões de reais. Detectamos nas movimentações financeiras que essas empresas não tinham nenhuma atividade típica de logística, não compravam nem negociavam com outras empresas do setor. Elas apenas negociavam com traficantes e servidores públicos”, explicou o delegado.

Os investigados devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou na manhã desta sexta-feira (20/2) a Operação Erga Omnes, que investiga uma organização criminosa com atuação estruturada nos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional. Segundo as investigações, o grupo mantinha um “núcleo” com acesso aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Até a última atualização, 13 suspeitos foram presos, sendo oito no Amazonas. A Justiça expediu 24 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, cumpridos em Manaus e nos estados do Pará, Minas Gerais, Ceará, Piauí, Maranhão e São Paulo. O líder do grupo, identificado como Alan Kléber Bezerra Lima, não foi preso e, segundo a polícia, fugiu às 3h da manhã em São Paulo, onde a esposa dele acabou presa pela Polícia Civil paulista.

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Izaldir Moreno Barros: Servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). É investigado por suposta participação no esquema criminoso.

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Adriana Almeida Lima: Ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Também é investigada por ligação com o esquema.

Alcir Queiroga Teixeira Júnior: Citado nas investigações por movimentações financeiras suspeitas e conexão com o grupo.

Josafá de Figueiredo Silva: Ex-assessor parlamentar. Segundo a polícia, atuava como elo entre o núcleo político e a organização criminosa.

Osimar Vieira Nascimento: Policial militar. É investigado por suposta participação na estrutura do grupo.

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O esquema utilizava empresas de fachada nos setores de transporte e logística para dar aparência de legalidade às operações. Na prática, essas empresas eram usadas para comprar drogas na Colômbia, via Tabatinga, e enviá-las a Manaus. Da capital amazonense, os entorpecentes eram distribuídos para outros estados.

“A movimentação, que foi detectada dentro de uma janela de quatro anos, foi de 70 milhões de reais. Detectamos nas movimentações financeiras que essas empresas não tinham nenhuma atividade típica de logística, não compravam nem negociavam com outras empresas do setor. Elas apenas negociavam com traficantes e servidores públicos”, explicou o delegado.

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