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Perito solto após prisão em operação teve dados usados por criminosos em Manaus

A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), responsável pela condução da operação

O perito da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que havia sido preso temporariamente durante a deflagração da Operação Militia na terça-feira (29/7), foi liberado horas depois após as investigações apontarem que seus dados eletrônicos foram usados de forma indevida pelo grupo criminoso. A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), responsável pela condução da operação.

Segundo o MP-AM, a prisão temporária teve caráter cautelar e estratégico, com o objetivo de isolar o perito dos demais alvos da operação para esclarecer movimentações financeiras ilícitas associadas à sua conta bancária. Desde o início, os investigadores consideraram a hipótese de inocência ou não participação dolosa do servidor nas atividades criminosas.

Em nota, o MP destacou que “a medida teve natureza instrumental e foi empregada com a finalidade de resguardar a investigação contra vazamentos de informação”. A instituição ressaltou que o servidor colaborou de forma plena e transparente com os questionamentos, demonstrando seu comprometimento com a legalidade e a ética profissional.

“Ao contribuir ativamente para o avanço das investigações e demonstrar não ter vínculo com o grupo criminoso, o perito foi liberado ainda no início da tarde do mesmo dia, reafirmando seu compromisso com a missão institucional da Polícia Judiciária”, concluiu o Ministério Público.

Operação Militia

A Operação Militia foi deflagrada em Manaus na manhã de terça-feira (29) e resultou na prisão de nove pessoas, sendo oito policiais militares — quatro deles da Força Tática e um tenente — e o perito da Polícia Civil, posteriormente liberado. A ação teve como alvo uma milícia suspeita de cometer extorsões, sequestros e roubos, principalmente contra pessoas envolvidas em atividades ilícitas e seus familiares, em busca de vantagens econômicas.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos:

  • 14 pistolas

  • 1 revólver

  • 3 fuzis

  • 1 fuzil de airsoft

  • 653 munições

  • 14 celulares

  • 3 veículos

  • R$ 10.695 em espécie

A operação também cumpriu diversos mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados.


Leia mais sobre o caso

Policiais envolvidos em milícia sequestravam criminosos e exigiam pagamento de resgate em Manaus

Perito é liberado após negar envolvimento com esquema de extorsão em Manaus


Investigação começou após abordagem suspeita

As investigações tiveram início após um caso registrado em fevereiro deste ano, quando um grupo armado, usando coletes, balaclavas e armamento pesado, foi flagrado retirando um homem de dentro de um veículo no bairro Manoa, Zona Norte de Manaus. A vítima ficou desaparecida por várias horas até ser resgatada pela Rocam no bairro Santa Etelvina.

A partir desse caso, o MP-AM e as forças de segurança chegaram a outro episódio envolvendo um casal, que teria sido extorquido em cerca de R$ 300 mil pelo mesmo grupo. Com o avanço da investigação, os agentes conseguiram identificar os envolvidos e articular a operação que culminou nas prisões.

PM repudia atos de agentes envolvidos

O comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel Klinger Paiva, afirmou que a instituição não compactua com as condutas criminosas dos envolvidos. “Esses policiais não representam os mais de 8.500 agentes que estão nas ruas cumprindo seu dever. Estamos colaborando com as investigações e à disposição dos órgãos de fiscalização”, declarou.

Os oito policiais militares seguem à disposição da Justiça e deverão passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (30). As investigações continuam para identificar outros envolvidos e recuperar bens e valores obtidos ilegalmente pela milícia.

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O perito da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que havia sido preso temporariamente durante a deflagração da Operação Militia na terça-feira (29/7), foi liberado horas depois após as investigações apontarem que seus dados eletrônicos foram usados de forma indevida pelo grupo criminoso. A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), responsável pela condução da operação.

Segundo o MP-AM, a prisão temporária teve caráter cautelar e estratégico, com o objetivo de isolar o perito dos demais alvos da operação para esclarecer movimentações financeiras ilícitas associadas à sua conta bancária. Desde o início, os investigadores consideraram a hipótese de inocência ou não participação dolosa do servidor nas atividades criminosas.

Em nota, o MP destacou que “a medida teve natureza instrumental e foi empregada com a finalidade de resguardar a investigação contra vazamentos de informação”. A instituição ressaltou que o servidor colaborou de forma plena e transparente com os questionamentos, demonstrando seu comprometimento com a legalidade e a ética profissional.

“Ao contribuir ativamente para o avanço das investigações e demonstrar não ter vínculo com o grupo criminoso, o perito foi liberado ainda no início da tarde do mesmo dia, reafirmando seu compromisso com a missão institucional da Polícia Judiciária”, concluiu o Ministério Público.

Operação Militia

A Operação Militia foi deflagrada em Manaus na manhã de terça-feira (29) e resultou na prisão de nove pessoas, sendo oito policiais militares — quatro deles da Força Tática e um tenente — e o perito da Polícia Civil, posteriormente liberado. A ação teve como alvo uma milícia suspeita de cometer extorsões, sequestros e roubos, principalmente contra pessoas envolvidas em atividades ilícitas e seus familiares, em busca de vantagens econômicas.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos:

  • 14 pistolas

  • 1 revólver

  • 3 fuzis

  • 1 fuzil de airsoft

  • 653 munições

  • 14 celulares

  • 3 veículos

  • R$ 10.695 em espécie

A operação também cumpriu diversos mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados.


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A partir desse caso, o MP-AM e as forças de segurança chegaram a outro episódio envolvendo um casal, que teria sido extorquido em cerca de R$ 300 mil pelo mesmo grupo. Com o avanço da investigação, os agentes conseguiram identificar os envolvidos e articular a operação que culminou nas prisões.

PM repudia atos de agentes envolvidos

O comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel Klinger Paiva, afirmou que a instituição não compactua com as condutas criminosas dos envolvidos. “Esses policiais não representam os mais de 8.500 agentes que estão nas ruas cumprindo seu dever. Estamos colaborando com as investigações e à disposição dos órgãos de fiscalização”, declarou.

Os oito policiais militares seguem à disposição da Justiça e deverão passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (30). As investigações continuam para identificar outros envolvidos e recuperar bens e valores obtidos ilegalmente pela milícia.

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