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Parentes de vice-líder do governo Lula são alvos da PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ofensiva, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em Brasília e no Maranhão.

Entre os alvos da operação estão parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, além do advogado Willer Tomaz. Segundo a Polícia Federal, a nova etapa da investigação busca apurar indícios de lavagem de dinheiro relacionados aos fatos já investigados no âmbito da operação.

De acordo com a corporação, as apurações apontam para movimentações financeiras e patrimoniais supostamente realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações em dinheiro vivo, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

Investigação mira esquema bilionário no INSS

A Operação Sem Desconto foi deflagrada em abril de 2025 para investigar irregularidades em descontos de mensalidades associativas aplicados sem autorização de aposentados e pensionistas do INSS.

As investigações indicam que entidades teriam efetuado cobranças indevidas diretamente nos benefícios previdenciários, sem o consentimento dos segurados. O caso provocou forte repercussão política e levou à saída do então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), do comando da pasta.


Leia mais

PF pede abertura de novo inquérito contra filho de Lula

Ex-presidente do INSS preso em operação da PF recebia até R$ 250 mil em propina; veja como funcionava esquema


Senador já foi alvo de operação anterior

O senador Weverton Rocha já havia sido alvo de uma fase anterior da Operação Sem Desconto, realizada em dezembro de 2025. Na ocasião, a Polícia Federal investigava a suposta ligação do parlamentar com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como figura central do esquema.

Segundo os investigadores, o grupo utilizaria uma estrutura política e empresarial para sustentar as fraudes relacionadas aos descontos em benefícios previdenciários. O senador nega irregularidades e já declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.

A nova etapa da operação concentra esforços na análise da movimentação financeira dos investigados e na possível ocultação de patrimônio obtido a partir do esquema criminoso. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o material apreendido durante as buscas.

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ofensiva, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em Brasília e no Maranhão.

Entre os alvos da operação estão parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, além do advogado Willer Tomaz. Segundo a Polícia Federal, a nova etapa da investigação busca apurar indícios de lavagem de dinheiro relacionados aos fatos já investigados no âmbito da operação.

De acordo com a corporação, as apurações apontam para movimentações financeiras e patrimoniais supostamente realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações em dinheiro vivo, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

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