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Anderson Torres é encaminhado à Papudinha por ordem de Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, comece imediatamente a cumprir a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, dentro do Complexo da Papuda. A decisão foi proferida após o trânsito em julgado da Ação Penal 2.668, que tratou dos atos golpistas de 8 de janeiro. O ex-ministro chegou ao presídio nesta terça-feira (25/11), por volta das 17h10 (horário de Brasília).

Torres foi sentenciado a 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses em regime de reclusão e mais 2 anos e 6 meses de detenção, por tentativa de golpe de Estado e por crimes contra o Estado Democrático de Direito. O ministro definiu que o cumprimento da pena deve começar no regime fechado.

Antes de iniciar a execução da pena, o ex-ministro deverá passar por exames médicos oficiais e receber o atestado com a definição da pena a ser cumprida.

No despacho, Moraes também determinou a perda do cargo de delegado da Polícia Federal (PF) que Torres ocupava. A decisão inclui ainda pagamento de cem dias-multa, calculados com base no valor de um salário mínimo, além de uma indenização por danos morais coletivos de R$ 30 milhões, a ser paga de forma solidária com os demais condenados.


Leia mais:

Anderson Torres pede ao STF para cumprir pena da Superintendência da PF

Moraes determina que Bolsonaro cumpra pena na Superintendência da PF


O Ministério Público ainda analisará se os militares envolvidos no processo devem perder suas patentes. Moraes aplicou ainda a suspensão dos direitos políticos dos oito réus do processo enquanto durarem as penas impostas, além de estabelecer inelegibilidade por oito anos.

Segundo a decisão, visitas a Torres deverão ser previamente autorizadas pelo STF. Ficam de fora dessa exigência apenas os encontros com advogados regularmente constituídos e atendimentos médicos.

Pedido de cumprir pena na Superintendência PF negado

Na última segunda-feira (24/11), Torres havia encaminhado um pedido ao STF pedindo para cumprir a pena nas nas instalações da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Segundo a defesa, por ser delegado federal, a alternativa era compatível com o cargo do ex-ministro.

A defesa havia alegado que Anderson Torres já havia sido alvo de ameaças de mortes enquanto comandava a segurança pública do Distrito Federal, bem como faz uso de remédios para o tratamento de depressão.

(*)Com informações do Correio Brasiliense

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, comece imediatamente a cumprir a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, dentro do Complexo da Papuda. A decisão foi proferida após o trânsito em julgado da Ação Penal 2.668, que tratou dos atos golpistas de 8 de janeiro. O ex-ministro chegou ao presídio nesta terça-feira (25/11), por volta das 17h10 (horário de Brasília).

Torres foi sentenciado a 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses em regime de reclusão e mais 2 anos e 6 meses de detenção, por tentativa de golpe de Estado e por crimes contra o Estado Democrático de Direito. O ministro definiu que o cumprimento da pena deve começar no regime fechado.

Antes de iniciar a execução da pena, o ex-ministro deverá passar por exames médicos oficiais e receber o atestado com a definição da pena a ser cumprida.

No despacho, Moraes também determinou a perda do cargo de delegado da Polícia Federal (PF) que Torres ocupava. A decisão inclui ainda pagamento de cem dias-multa, calculados com base no valor de um salário mínimo, além de uma indenização por danos morais coletivos de R$ 30 milhões, a ser paga de forma solidária com os demais condenados.


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Segundo a decisão, visitas a Torres deverão ser previamente autorizadas pelo STF. Ficam de fora dessa exigência apenas os encontros com advogados regularmente constituídos e atendimentos médicos.

Pedido de cumprir pena na Superintendência PF negado

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A defesa havia alegado que Anderson Torres já havia sido alvo de ameaças de mortes enquanto comandava a segurança pública do Distrito Federal, bem como faz uso de remédios para o tratamento de depressão.

(*)Com informações do Correio Brasiliense

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