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Atrás nas pesquisas, adversários miram Omar Aziz na disputa pelo AM

A liderança de Omar Aziz (PSD) nas pesquisas colocou o pré-candidato no centro dos ataques dos adversários. Com o mês das convenções partidárias se aproximando, em agendas e declarações à imprensa, David Almeida (Avante), Maria do Carmo Seffair (PL) e Roberto Cidade (União Brasil) passaram a direcionar críticas ao senador, numa mudança de tom da pré-campanha.

Os três pré-candidatos, em empate técnico na maioria das pesquisas, adotaram estratégias diferentes, mas concentraram o discurso em Omar Aziz, primeiro colocado em quase todas as pesquisas, exceto no Instituto Veritá.

David Almeida: elogio ao Senado, crítica ao governo

Em um discurso marcado por um tom de ironia, David Almeida passou a defender que Omar Aziz permaneça no Senado até o fim do mandato, sob o argumento de que o senador é um político influente no Congresso Nacional e um ativo relevante para o Amazonas. Na leitura política, a manifestação também contribui para reduzir o interesse popular em torno de uma eventual candidatura de Omar ao Governo do Estado, movimento que pode favorecer o fortalecimento do cenário para David Almeida.

Ao mesmo tempo, David afirma que o Amazonas precisa de uma nova gestão no Executivo estadual, sinalizando que o Estado deve buscar alternativa ao retorno do senador ao governo, cargo que ele ocupou entre 2010 e 2014.

Maria do Carmo e o discurso da renovação

Maria do Carmo intensificou o discurso de renovação política. Sem citar Omar em todas as manifestações, a pré-candidata afirma que pretende representar mudança em relação aos grupos que comandam a política amazonense há décadas, discurso que atinge diretamente o senador.

A estratégia de Maria do Carmo também evita concentrar o embate em um único adversário. Ao distribuir a responsabilidade pelos problemas de Manaus entre diferentes lideranças políticas, a pré-candidata amplia o alcance de suas críticas e procura associar um mesmo ciclo administrativo a figuras como David Almeida, Omar Aziz e Wilson Lima.

Em vídeo publicado nesta quarta-feira (8/7), ela cita nominalmente David Almeida por sua passagem pela Prefeitura de Manaus, faz referência a Omar Aziz sem mencioná-lo pelo nome, mas indicando os cargos que já exerceu, e também menciona o ex-governador Wilson Lima, a quem se refere ao dizer que “saiu agorinha, ainda está sentadinho no governo”. A declaração é feita ao apontar o que considera uma continuidade da negligência com o saneamento básico na região da Manaus Moderna.


Leia mais:

Roberto Cidade oficializa pré-candidatura ao lado de Wilson Lima e Fausto Jr.; bastidores veem gesto como ensaio de chapa

Plano de Omar Aziz propõe retomada e expansão do Ronda no Bairro para o interior


Roberto Cidade eleva o tom contra Omar

Último a entrar na disputa, Roberto Cidade elevou o tom ao responder às críticas feitas por Omar à administração estadual. O governador atribuiu problemas do Estado a gestões anteriores, referindo-se ao período em que o senador comandou o Executivo amazonense.

Segundo um integrante do staff de campanha de um dos candidatos, que pediu para não ser identificado, “a estratégia de concentrar ataques no primeiro colocado é comum em disputas majoritárias. Ao direcionar críticas ao líder das pesquisas, os adversários buscam ampliar o espaço no debate e alterar a dinâmica da corrida antes do início oficial da campanha”.

Omar não ficou calado e, em seu estilo característico, aprofundou as críticas ao governo estadual e à gestão de Roberto Cidade, questionando ações nas áreas de saúde, segurança e infraestrutura, elevando o confronto entre os grupos que disputam o Palácio Rio Negro.

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A liderança de Omar Aziz (PSD) nas pesquisas colocou o pré-candidato no centro dos ataques dos adversários. Com o mês das convenções partidárias se aproximando, em agendas e declarações à imprensa, David Almeida (Avante), Maria do Carmo Seffair (PL) e Roberto Cidade (União Brasil) passaram a direcionar críticas ao senador, numa mudança de tom da pré-campanha.

Os três pré-candidatos, em empate técnico na maioria das pesquisas, adotaram estratégias diferentes, mas concentraram o discurso em Omar Aziz, primeiro colocado em quase todas as pesquisas, exceto no Instituto Veritá.

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Em um discurso marcado por um tom de ironia, David Almeida passou a defender que Omar Aziz permaneça no Senado até o fim do mandato, sob o argumento de que o senador é um político influente no Congresso Nacional e um ativo relevante para o Amazonas. Na leitura política, a manifestação também contribui para reduzir o interesse popular em torno de uma eventual candidatura de Omar ao Governo do Estado, movimento que pode favorecer o fortalecimento do cenário para David Almeida.

Ao mesmo tempo, David afirma que o Amazonas precisa de uma nova gestão no Executivo estadual, sinalizando que o Estado deve buscar alternativa ao retorno do senador ao governo, cargo que ele ocupou entre 2010 e 2014.

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Maria do Carmo intensificou o discurso de renovação política. Sem citar Omar em todas as manifestações, a pré-candidata afirma que pretende representar mudança em relação aos grupos que comandam a política amazonense há décadas, discurso que atinge diretamente o senador.

A estratégia de Maria do Carmo também evita concentrar o embate em um único adversário. Ao distribuir a responsabilidade pelos problemas de Manaus entre diferentes lideranças políticas, a pré-candidata amplia o alcance de suas críticas e procura associar um mesmo ciclo administrativo a figuras como David Almeida, Omar Aziz e Wilson Lima.

Em vídeo publicado nesta quarta-feira (8/7), ela cita nominalmente David Almeida por sua passagem pela Prefeitura de Manaus, faz referência a Omar Aziz sem mencioná-lo pelo nome, mas indicando os cargos que já exerceu, e também menciona o ex-governador Wilson Lima, a quem se refere ao dizer que “saiu agorinha, ainda está sentadinho no governo”. A declaração é feita ao apontar o que considera uma continuidade da negligência com o saneamento básico na região da Manaus Moderna.


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Segundo um integrante do staff de campanha de um dos candidatos, que pediu para não ser identificado, “a estratégia de concentrar ataques no primeiro colocado é comum em disputas majoritárias. Ao direcionar críticas ao líder das pesquisas, os adversários buscam ampliar o espaço no debate e alterar a dinâmica da corrida antes do início oficial da campanha”.

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