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“Babaca” e “desinfluencer”: vereadores de Manaus repudiam ataques à Zona Franca e a indígenas

Os vereadores de Manaus usaram a tribuna da Câmara Municipal (CMM) nesta terça-feira (12/3) para repudiar as declarações do influenciador Gabriel Silva, conhecido nas redes sociais como “Gordão”. Com cerca de 900 mil seguidores, ele publicou vídeos nos quais atacou a Zona Franca de Manaus, chamou o modelo econômico de “burrice” e fez falas consideradas xenofóbicas e preconceituosas contra indígenas e moradores do Amazonas.

O primeiro a se manifestar foi o vereador Rodrigo Sá (PP), que classificou o influenciador como “babaca” e criticou o fato de ele ter quase um milhão de seguidores.

“É uma boiada de gente que se alimenta de um conteúdo ridículo. Ele fala que aqui só tem índio, que é uma burrice a indústria estar instalada no meio do mato. Não respeita nada”, disse. Rodrigo também lembrou que o influenciador já é alvo de denúncias por xenofobia contra nordestinos e nortistas.

O vereador Zé Ricardo (PT) afirmou que falar da Zona Franca da forma como o influenciador fez é “má fé” ou puro desconhecimento.

“Cada região do país tem seus polos econômicos. Aqui na Amazônia, o grande sustento é a indústria. Quando a indústria é forte, o comércio também é forte”, explicou, defendendo que a população precisa reafirmar constantemente a importância do polo industrial para o Amazonas e para o Brasil.

Já o vereador Paulo Tyrone (DEM) foi ainda mais duro. Ele disse que não conhecia o influenciador, mas ao pesquisar, concluiu que se trata de um “lacradorzinho de rede social” que não tem conhecimento do país e atualmente mora nos Estados Unidos.

“Se nós não tivéssemos hoje a Zona Franca de Manaus, a floresta amazônica não existiria. Teríamos que avançar sobre as árvores, sobre os rios, sobre os minérios para sobreviver”, alertou.

O vereador Diego Afonso (UB) chamou o influenciador de “desinfluencer” e afirmou que qualquer ataque à Zona Franca merece repúdio.

“É o modelo econômico sustentável mais exitoso do país, quem sabe da América Latina. Gera mais de 550 mil empregos e tem o quinto maior PIB do Brasil”, enumerou. Ele ainda cobrou que a Câmara trabalhe para ampliar o distrito industrial.

Os vereadores também criticaram o fato de o influenciador ter dito que os produtos fabricados em Manaus chegam mais caros a outras regiões do país, além de ter usado xingamentos contra a população local. As redes sociais do influenciador foram inundadas por comentários de moradores do Norte repudiando o conteúdo.

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Os vereadores de Manaus usaram a tribuna da Câmara Municipal (CMM) nesta terça-feira (12/3) para repudiar as declarações do influenciador Gabriel Silva, conhecido nas redes sociais como “Gordão”. Com cerca de 900 mil seguidores, ele publicou vídeos nos quais atacou a Zona Franca de Manaus, chamou o modelo econômico de “burrice” e fez falas consideradas xenofóbicas e preconceituosas contra indígenas e moradores do Amazonas.

O primeiro a se manifestar foi o vereador Rodrigo Sá (PP), que classificou o influenciador como “babaca” e criticou o fato de ele ter quase um milhão de seguidores.

“É uma boiada de gente que se alimenta de um conteúdo ridículo. Ele fala que aqui só tem índio, que é uma burrice a indústria estar instalada no meio do mato. Não respeita nada”, disse. Rodrigo também lembrou que o influenciador já é alvo de denúncias por xenofobia contra nordestinos e nortistas.

O vereador Zé Ricardo (PT) afirmou que falar da Zona Franca da forma como o influenciador fez é “má fé” ou puro desconhecimento.

“Cada região do país tem seus polos econômicos. Aqui na Amazônia, o grande sustento é a indústria. Quando a indústria é forte, o comércio também é forte”, explicou, defendendo que a população precisa reafirmar constantemente a importância do polo industrial para o Amazonas e para o Brasil.

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“Se nós não tivéssemos hoje a Zona Franca de Manaus, a floresta amazônica não existiria. Teríamos que avançar sobre as árvores, sobre os rios, sobre os minérios para sobreviver”, alertou.

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